Chega de 'Olhos Azuis' e Caçadores de Marajás

Escrito por Mhario Lincoln. em: 10/02/2014 | Atualizado em: 11/02/2014

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      “Desconfio desses políticos que procuram a TV para espargirem vômitos contra o Governo e depois vão embora em suas camionetes luxuosas de milhares de reais.”

(*) Mhario Lincoln

Foto: Google

Pesquisa após às eleições, há 2 anos, mostrou que 78% dos eleitores não sabiam em quem haviam votado.


Essa é uma das estratégicas eleitorais do PT. As lideranças de base, por exemplo, distribuem cartilhas ideológicas gerais, nunca individualizadas.


Há 40 anos, o PT (ou o que era antes) começou a se infiltrar nas camadas mais pobres do Brasil. Virou uma enxurrada. 14 milhões, só no Bolsa Família.

Por isso acredito que a mudança pode até vir. Mas não será com intelectualidade, palavras bonitas, olhos verdes e paletós engomados.

O Brasil poderá tomar um novo rumo, mas agindo da mesma maneira. Com trabalho nas comunidades, sem exceções. Não na ABL, ABI etc.

Mas, quais desses candidatos contra Dilma se propõem a sujar os belos sapatos de lama para ir mostrar ao leitor de periferia que o PT não é a solução?

 

 

O PSDB, PSB, DEM? Duvido! Que adianta se gritar aqui diariamente que o PT é Corrupto se em toda a periferia das grandes cidades, não tem nem luz. Imagina net.

Porém, são esses caras (eleitores) da periferia, sem luz, sem água, famintos, desempregados, humildes, carentes e doentes que o PT encurralou, indo lá.

Assisti, uma vez, a uma cena desagradável. Um candidato engomadinho, que concorria à Prefeitura de minha cidade, após apertar a mão de um eleitor pobre, foi para trás do palanque e se banhou de álcool. Alguém viu e espalhou a bomba. Perdeu a eleição feio.

Parecem alguns candidatos opositores. Só blablablás para se auto anunciarem de "oposição". Mas têm medo até de entrar na casa de um desempregado na periferia das cidades e pedir voto.

O PT, imbuído de um populismo desmascarado, no entanto, faz isso. Vai na periferia, nas zonas rurais, abraçam e... ganham o voto. Essa é a base!


Aí entram em cena as cartilhas ideológicas distribuídas há 30 anos para principais lideranças das periferias das cidades e municípios rurais do país. Elas convencem o pobre a "seguir" o PT.


Lembro de Tácito Caldas, ex-deputado 50/60, que dizia: "Livro não ganha eleição. Abraço ganha eleição". Faz tantos anos e a oposição continua querendo mudar o país no blábláblá.

A única revolução realmente capaz de mudar o 'status quo' disso tudo é iniciar a mudança de baixo. Junto aos pobres. A partir da vitória, programas de educação, livros, etc. Mas é preciso ganhar o poder primeiro para fazer as reformas.

O PSDB, PSD, DEM ou outro que quiser ganhar a eleição tem que abraçar os 14,6 milhões de eleitores-analfabetos (2010) no País.

Tem que lutar no mesmo campo de batalha, onde o PT já trabalha, faz tempo. Precisa juntar os “novos” 300.000 analfabetos mostrados pelo IBGE no censo em 2011. São eleitores.

"Opositores" de paletó engomado e sapatos lustrados precisam descer de seus blablablás e ganhar as estradas empoeiradas e ir buscar o voto nas comunidades pobres e carentes. No Brasil, pobres, carentes e miseráveis tem em todos os cantos.

Os candidatos que querem levar da Dilma precisam descalçar seus egos e caminharem na areia quente do nordeste faminto e sedento de sede.

Política é coisa séria. O povo não é culpado se as únicas pessoas que vestem seu boné e sua camisa surrada - até o momento - e já se vão 30 anos -  são os aliciadores do PT.

A política do povo requer sacrifícios. Aliciadores do PT fazem isso. Mas "não-corruptos", são incapazes de acolher um líder de favela no gabinete. Mas se dizem "terminantemente contra a corrupção".

A oposição tem um prato cheio de corrupção e desmantelos do Governo. Mas se ficar só no blablablá, vamos alimentar esta praga por mais 4 anos. Todavia,  só ganha a eleição contra esses 14 milhões de miseráveis, se apertar a mão deles. Chega de olhos azuis e caçadores de marajás.

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