Grupo promove movimento pela criação de conselho profissional de jornalistas

Escrito por Mhario Lincoln. em: 21/03/2015 | Atualizado em: 21/03/2015

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Eu apoio a ideia. Contatos: https://www.change.org/

 

 

O grupo de Jornalistas Pró-Conselho Profissional iniciou campanha para unir colegas da classe em torno da causa. Inicialmente, estão sendo divulgadas duas ações. A primeira promove o encontro de profissionais da categoria, enquanto a segunda visa a arrecadação de assinaturas em apoio ao movimento.

Para promover as ações e alcançar os colegas de profissão, o grupo utilizou diversos canais. Foram criados página no Facebook e blog com todas as informações sobre o movimento, destacando objetivos, agenda, história e fotos. Os organizadores também dispararam e-mails marketing e estão divulgando o link do site Change.org, espaço em que interessados podem assinar o manifesto em prol da criação do conselho nacional de jornalistas.

Enquanto a campanha acontece via web, o grupo promoverá em 28 de março o “Encontro de Jornalistas Pró-Conselho”. O evento será realizado na sede paulistana da Ordem dos Advogados do Brasil (Rua Maria Paula, 35, Centro – Auditório do 3º andar). Para participar, os interessados devem se inscrever pelo site do movimento.

 

coletivo-jornalistas-pro-conselhoA reunião será pautada por discussões em torno do atual momento da profissão, formação, exigência de graduação ou especialização, regulamentação das atividades e organização do Movimento Jornalistas Pró-Conselho.

No evento, também será discutido calendário de ações a serem desenvolvidas em 2015, criação de coletivos locais, formato e critérios para a composição da coordenação do movimento, aprovação do “chamado à ação”, eleição da coordenação e decisão sobre a realização do Encontro dos Jornalistas Pró-Conselho em 2016.

Histórico do movimento
Desde 2013, um grupo de sete jornalistas vem discutindo duas linhas de pensamento sobre a necessidade dos integrantes da imprensa organizarem o seu conselho profissional. A primeira ideia defende um conselho do tipo autárquico (órgão regulador), enquanto a outra adota a concepção de uma organização como associação civil, com papel voltado a disseminar a prática do exercício ético da profissão.

Instituído como associação civil, o conselho não teria, por exemplo, a atribuição legal de incluir ou excluir pessoas da profissão. Assim, utilizaria outros instrumentos para definir os contornos e o perfil dos jornalistas atuantes.

Para debater as ideias, o grupo decidiu reunir mais colegas, a fim de ter massa crítica suficiente para que a resposta surgisse de entendimento mais amplo, envolvendo parcela significativa dos jornalistas. Então, foi lançado o site em dezembro de 2014, quando a jornada de ampla divulgação do projeto teve início.

As propostas iniciais para a criação do conselho nacional partiram dos jornalistas Antônio Graça, Bia Bansen, Costa Carregosa, Fred Ghedini, Jorge Reti, Milton Bellintani e Roberto José Esteves. Atualmente, o Colegiado Diretivo do Coletivo Jornalistas Pró-Conselho é composto por Bia Bansen, Camilla Rigi, Costa Carregosa, Dal Marcondes, Eugenio Monteiro de Araújo, Franklin Valverde, Fred Ghedini, Luciano Martins-Costa, Milton Bellintani e Wagner Belmonte.

Responsabilidades do Conselho Profissional
Afinal, o que faz um conselho profissional, independentemente da categoria? Segundo o site do Conselho Federal de Biblioteconomia, esse tipo de organização é responsável por fiscalizar o exercício da profissão, nas áreas de suas jurisdições, impedindo e punindo as infrações à legislação vigente.

A princípio, o grupo Jornalistas Pró-Conselho Profissional apresenta as seguintes propostas, visando a elaboração de um estatuto para reger a profissão no Brasil:

1–Fazer a defesa dos jornalistas no exercício da profissão, de forma complementar e não concorrente com o trabalho das organizações e instituições já existentes;

2–Debater permanentemente e divulgar, quando for o caso, apreciações sobre a conduta ética e o emprego das melhores práticas do jornalista, atuando nessa área com base nas seguintes premissas:

>>Os jornalistas devem aliar à busca pela liberdade no exercício da profissão o respeito e a responsabilidade com os assuntos e as pessoas e instituição envolvidas na notícia (adotamos o pensamento filosófico de Espinosa para quem ser livre implica assumir o conjunto dos nossos atos e saber responder por eles);

>>Um conselho profissional deve atuar como indutor da ética e das melhores práticas no exercício da profissão, manifestando-se sobre as falhas cometidas após a devida apuração e depois de garantido o direito à plena defesa, em conformidade com o que estabelece a legislação brasileira;

>>O jornalista só pode responder pelos erros que efetivamente cometer. Os veículos jornalísticos devem ser responsabilizados quando alterarem o trabalho do jornalista;

3–Contribuir para a melhoria da qualidade do ensino de Jornalismo no país;

4–Defender a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e os direitos fundamentais dos cidadãos definidos na Constituição cidadã de 1988.

Comentários  

0 #2 Conte comigoJosé de Oliveira Ram 21-03-2015 11:36
Claro que eu concordo e podem contar comigo. Sugestão: hoje em dia, qualquer marceneiro, dentista, veterinário ou semelhante pode e cria um "blog". A sugestão é para que, para pertencer oficialmente ao Conselho, há que ser Jornalista com Registro Profissional e/ou Diploma.
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0 #1 A MUDANÇABen Rattray 21-03-2015 11:29
Mhario Lincoln,

Bem-vindo/a à Change.org. Hoje você se juntou à mais de 75 milhões de pessoas que estão usando a maior plataforma de mudanças sociais do mundo para melhorar sua região e se comunicar diretamente com tomadores de decisão.

Na Change.org, qualquer um pode começar um abaixo-assinado de qualquer lugar, e com isso juntar-se a milhares de pessoas que fazem campanhas vitoriosas todos os dias. Em menos de 5 minutos você pode começar sua própria petição sobre algo que queira mudar.

Mal posso esperar para ver a mudança que você vai gerar.

Ben Rattray
Fundador, Change.org
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