O que você faria se vivesse150 anos?

Escrito por Mhario Lincoln. em: 12/02/2014 | Atualizado em: 12/02/2014

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(*) Mhario Lincoln

É jornalista sênior, escritor e editor do portal www.partilhabr.com.br

Fotos: Google Imagens.

 

A alimentação saudável pode levar seres humanos a viver muito mais que vivem. Mas já existem 340 mil pessoas centenárias vivendo dentro dessas características quase imortais e que chegam a movimentar alguns bilhões de dólares em consumo e viagens.

Os bilionários mundiais (Larry Page, da Google), Carlos Slim (American Móvil) também integram esse topo da lista. Mas como grandes investidores na busca de pesquisas que possam realmente tornar realidade a vida até os 150 anos.

Esse tema me interessa demais porque há 2 anos ingressei nesse mundo novo, com 58 anos. Mudei minha maneira de consumir alimentos, integrei-me às caminhadas mais longas e disciplinadas e meu consumo de água natural triplicou.

Lendo a revista “Exame”, de novembro/13, então confirmei que essa nova tomada de posição pode, sim, fazer com que eu tenha uma qualidade de vida muito melhor, mesmo morando em Curitiba(PR), cuja cidade, antes, considerada como uma das melhores para se viver, tenha sido superada por São Caetano do Sul SP), Santos (SP), Niterói (RJ), Porto Alegre e mais 16 delas, segundo o mais atual “ranking” das 20 melhores cidades para viver, após a aposentadoria (entre 60 e 65 anos).

O que li e entendi:

 

 

Se hoje já existem 340 mil centenários vivendo no mundo, daqui a 40 anos, com certeza, segundo análises de especialistas, serão mais de 3 milhões. E você poderia ser um deles, se nasceu há, pelo menos, 20 anos.

O primeiro passo seria se integrar a um grupo que segue (não muito rigorosamente) a maneira de graduar o tipo de alimentação que nos é fornecida diariamente pelas feiras, supermercados e alguns restaurantes.

Na semana passada, por exemplo, fui a um aniversário numa pizzaria. Deixei de comer trigo/glúten há 6 meses (sugestão de leitura: “Barriga de Trigo”, de Willian Davis), e então? Comeria pizza? Reli o cardápio e achei 3 tipos de saladas que acompanhavam alguns pratos. Optei só pelas saladas e saí de lá sem peso na consciência e firme em minha ideia de não mais ingerir glúten, nem mesmo aquele inocente e delicioso pãozinho francês. Cujo cheiro é inigualável.

Mas isso não é de tão suma importância diante do universo ampliado dos meus olhos quando vejo a possibilidade de um dia conversar eficazmente com alguém, ainda nesta década, com 100 anos.

E isso não será tão difícil assim. A nova maneira de encarar a alimentação saudável tenderá a reduzir o consumo de dezenas de remédios diários (o que enfurece, claro, a superindústria farmacêutica) e, diminuir significativamente as doenças cardiovasculares, derrames e diabetes (fast-foods), além infecções respiratórias em pessoas envolvidas com estresse diário, má alimentação e poluição.

E porque 340 mil pessoas chegaram aos 100 anos, lúcidas e ainda fazendo algum trabalho produtivo? Claro que a própria medicina evoluiu, mas é a alimentação “um fator primordial para isso”, dizem especialistas não-radicais.

“Estimo que estamos acrescentando 2,5 anos por década. Ou seja, a cada hora ganhamos 15 minutos a mais”, diz Ronald Lee, da Universidade da Califórnia.  Na verdade, se cientistas conseguirem “atrasar” nosso relógio biológico, o ser humano será capaz de viver até 150 anos com suas faculdades mentais e físicas ainda sustentáveis. “É possível que no longo prazo estejamos todos vivos”, no pensamento de John Keynes, economista.

E ele pode ter razão. Estudos mostram que até 2050 as faixas etárias acima de 50 anos passão dos atuais 1,5 bilhão de pessoas para 3,1 bilhões. No Brasil até lá, serão mais de 42% da população, segundo cálculos da ONU.

E são essas pessoas entre 50 e 65 anos, produtivas, que os Estados Unidos passou a chamar de “Baby Boomers”. Um grande exemplo está na performance do astro Bruce Springsteem, cujo show no Rock in Rio, foi arrasador. E ele fez isso com 64 anos bem vividos.

O lado comercial disso é, para a o comercial, “maravilhoso. Quanto mais velho, mais ganha, mais gasta”, dizem analistas que eu ouvi.

Mas há um estudo da Universidade de Oxford que fala sobre isso e diz que só os americanos “baby Boomers” movimentam (números de 2013) mais de 7 trilhões de dólares por ano. E são líderes de compras de 199 itens de consumo entre as 123 categorias existentes.

Já no Brasil o consumo de pessoas acima de 50 anos é de estratosféricos R$ 917 bilhões por ano, de acordo com levantamento da revista EXAME. E a consultoria Nielsen chaga a indicar que nossos “baby Boomers” são responsáveis por “40% dos gastos no país”. Esses estudos concluem: Os maiores de 50 anos são “mais produtivos no Brasil que jovens até 25 anos”.

Mas, quais os efeitos colaterais disso? A professora canadense Sonia Arrison, da Singularity University, dentro da NASA, não se preocupa principalmente como tamanho da população viva. “Os avanços tecnológicos, produtividade agrícola e a dessalinização da água do mar, permitirão que o planeta dê conta do aumento do número de pessoas vivas”.

Mas nem todos pensam assim:

Alguns economistas acham que o aumento da população viva é “uma bomba relógio”. A longevidade, no entanto, “é a questão é mais complexa. A começar pela previdência. É um grande desafio para os governantes de países emergentes e desenvolvidos.

 

Na reportagem da revista Exame, que li, o grande problema apresentado (ao final da reportagem) pertinente ao aumento da população viva diz respeito “há uma fórmula exata de como solucionar o problema. Na Europa, assim como no Brasil, o custo das aposentadorias e pensões representa 13% do PIB da região — ou 2,2 trilhões de dólares. Nem mesmo a Alemanha, apontada pela ONU como um dos cinco melhores países para envelhecer, consegue assegurar um padrão de vida confortável a seus idosos.”

Desta forma, viver mais e melhor, como se viu, depende de vários outros fatores. Mas a melhor alimentação, corte dos exageros alcoólicos e do fumo, além dos fast-foods, gorduras e glúten, podem sim, serem fatores ainda mais preponderantes para que o ser humano possa viver muito mais do que vive hoje, sem precisar bater na porta dos hospitais públicos toda a semana.

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