O 21 de abril não é só de Tiradentes

Escrito por Mhario Lincoln. em: 21/04/2015 | Atualizado em: 21/04/2015

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Bom dia, caro amigo querido,

 

Mhario Lincoln

FOTO 1 - Edomir e Elma visitam Lorenzo, filho de Angelo (afilhado)

FOTO 2 - Edomir e Elma batizam Angelo (nosso filho/Mhario e Veridiana)

 

Fico me questionando ao longo desses mais de 60 anos de idade que tenho, a quem chamar assim: caro amigo querido. E não adianta eu inventar nomes ou ressuscitar velhos conhecidos. Conto nos dedos da mão direita aqueles que posso chamar de ‘caro amigo querido’.

Sem dúvida que me salta aos dedos seu nome. Edomir Martins de Oliveira, a quem, quando era colunista de jornais do Maranhão, lhe chamava carinhosamente de Edomir D’Oliveira.

Já se vão mais de 45 anos e nossa amizade nunca teve, sequer, um senão. Aliás, na quase única vez, ele se colocou a meu favor quando do entrevero entre o IHGM e eu, no episódio da revista do Instituto. Chegou a assumir meus erros para corrigi-los depois com paciência, prudência e sobriedade, atributos que lhe são integrantes dessa personalidade forte e imortal, pois se expandiu em seus filhos, netos e bisnetos e assim ... in saecula saeculorum.

E porque hoje é 21 de abril de 2015 (grande 1937), nada mais salutar que dizer assim: “Mais um dia de convivência saudável e amiga”. Claro que parabéns é diariamente. Parabéns por conservar esse relacionamento maravilhoso entre nossas famílias e famílias de nossas famílias, incluindo aí a incomensurável Figueiredo de Oliveira; por acordarmos bem vivos, bem dispostos, por olhar pra trás e sorrir com firmeza pelo que construímos, realizamos, respeitamos, agradecemos, evoluímos...

Agradecer a Deus pela oportunidade que tem dado a todos nós de seguirmos essa linha vitoriosa da Fé. ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem...” Hebreus 11/1.

Nós, nossas famílias e as famílias de nossas famílias cultivam essa Fé mesmo diante de um Mundo cada vez mais hipócrita, separatista, injusto. Por isso, somente a Fé é capaz de nos desviar de tantos caminhos tortuosos que se lhe nos apresentam diariamente e continuamente a ponto de perturbar o status quo.

De volta à Bíblia, colhi esse ensinamento: Esta fé a qual se refere a Palavra de Deus é a verdadeira. Verdadeira porque muitos colocam a sua fé em ídolos, em demônios, nos homens, e nos poderosos deste mundo, mas esta fé é falsa e não pode justificar o homem diante de Deus e dos homens. E tão pouco pode salvá-lo. Rm. 3: 22 a 26; Gl. 3: 23 ao 26.

É essa Fé, caro amigo querido, que sustenta a nossa amizade de tantos anos. A mesma Fé que leva ao perdão de controvérsias, a amar as virtudes e aconselhar sobre defeitos, a se emocionar com a vitória do outro, a abraçar a perda e a solidão, a rir e chorar, a se manifestar com veemência quando necessário, amparando na queda ou ajudando na subida.

É a mesma Fé, compadre, que nos fez mais irmãos ainda quando na unção divina de meu filho varão foi-lhe pedida a mão na fronte, na atitude santa da epifania do batismo. E lá se vão mais de 30 anos e este varão, sempre a seu lado, recebendo o carinho de sua família, como se dela fosse do mesmo sangue.

Por essa razão eu e Veridiana, minha esposa, lhe concedemos, pra nossa honra, nosso filho como afilhado, pois "ab amicis honesta petamos."

E daí, de forma honesta, como se refere a máxima latina, estamos nós a comemorar mais um ciclo de 360 dias que foram proveitosos, cheios de surpresas, a cada nova palavra que a bisneta fala, a cada passo profissional conquistado pela filha, pelo filho, a cada esplendor que atingem as netas e netos, ou, simplesmente, a cada abrir de janela pela manhã e dizer em alto e bom som: “Grato, Senhor, por mais um dia”.

E já se vão, pelos meus parcos cálculos, 78 anos ou 28.080 dias passando aí por dificuldades e mais felicidades, viagens de trem maria-fumaça no trajeto que fazia no começo de carreira no Banco do Brasil. Ou pousando em aviões monomotores em São João Batista, na cidade-natal de sua esposa Elma Figueiredo de Oliveira, para participar das comemorações de um Sete de Setembro inesquecível, promovido pela administração do sempre memorável Chiquitinho Figueiredo, pai de Elma.

E assim os dias foram passando como nuvens que parecem as mesmas, mas nunca são iguais. Como a própria meteorologia de nossa cidade querida, São Luís do Maranhão, as nuvens estão sempre sorrindo, sob sol escaldante, ou pregando peças, mudando de forma e cor rapidamente, quando temporais de abril (chuvas mil) se aproximam.

Seus dias passaram e nunca foram os mesmos. Sempre emoções diferentes, especialmente, no conviver, amar, sorrir com uma terceira geração de descendentes. A cada dia, uma ótima surpresa nova. Todos saudáveis e abençoados. Eis o milagre. Eis o presente de Deus para quem sempre seguiu o caminho da Palavra. E como li em Salmos 112/ 1,2,3, Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos! / Seus descendentes serão poderosos na terra, serão uma geração abençoada, de homens íntegros. / Grande riqueza há em sua casa, e a sua justiça dura para sempre.

Destarte, caro amigo querido, fica aqui minha mais livre expressão de carinho e amizade vivenciadas, em pelo menos, metade desses 78 anos e mais de 14 mil dias. Posso mesmo me orgulhecer disso.

Daqui, receba o abraço de teu compadre, de Veridiana, Mariana, Angelo e Lorenzo.

Pra você, Accessio temporis...

 

Mhario Lincoln

21 de abril de 2015

Curitiba-Paraná

Comentários  

0 #1 O 21 de abril não é só de TiradentesLucinda 23-06-2015 07:50
I could not resist commenting. Perfectly written!

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