Por que sofremos?

Escrito por Mhario Lincoln. em: 02/05/2015 | Atualizado em: 02/05/2015

Compartilhe

Original do "Correio Espírita"

Por Cláudio Sinoti – De Salvador/BA Colaborador CCCE 

 

Por que sofremos?

Esse questionamento tem sido feito desde a antiguidade, porquanto a condição humana caminha lado a lado com o sofrimento, desde as suas origens. Inúmeras respostas foram dadas para explicar esse fenômeno, desde a religião, a filosofia e a ciência, que em suas variadas escolas e vertentes apresentaram propostas e convicções diversas, na tentativa de esclarecer e minimizar sua intensidade. Alguns séculos antes de Cristo, o príncipe Sidarta Gautama, que mais tarde se tornaria Buda – o Iluminado – especialmente após deixar a vida cercada de luxo no palácio em que vivia, deparou-se com a realidade do sofrimento, e ao atingir o estágio de iluminação, conforme as narrativas biográficas, estabeleceu suas 4 nobres verdades, segundo as quais:

 

 

1 – Todos os seres estão sujeitos ao sofrimento (velhice, doença, morte, insatisfação etc.);

2 – O sofrimento surge de causas (desejo, cobiça, raiva, ignorância etc.);

3 – Ao eliminarmos as causas, o sofrimento é eliminado;

4 – Praticando o nobre caminho óctuplo, o sofrimento e suas causas são eliminadas. Estabelecendo um paralelo entre as propostas de Buda, as doutrinas psicológicas e o Espiritismo, Joanna de Ângelis1 aprofunda o estudo do sofrimento. De acordo com a Benfeitora, muitas vezes o sofrimento “é resultado das próprias aflições que ele proporciona.” Algumas pessoas têm pouca resistência ao desconforto, às dores, às doenças. Nesse sentido, a própria estrutura física e emocional responde pela intensidade do sofrimento.

Esse seria o “Sofrimento do Sofrimento”. Por outro lado, existe o “Sofrimento da Impermanência”, resultante da ilusão que temos a respeito da vida e da realidade material que nos acompanha. O ego imaturo, acreditando ser possuidor de bens e tesouros de ordem física, quase sempre se ilude na busca de recursos externos, e sofre porquanto tudo na existência terrena tem a condição de transitoriedade. Nesse ponto, ressalta-se a necessidade do aprendizado do “desapego”, da identificação das coisas e até mesmo das pessoas que acompanham nossa jornada. Estão conosco, mas não são nossa propriedade. Isso inclui o próprio corpo físico, que por mais longa que seja sua existência, um dia se desintegrará. Além desses, existe o “Sofrimento dos Condicionamentos”, ocasionado pelo aprendizado inadequado a respeito da vida e seu significado. Não aprendemos a lidar com nossas emoções, abraçamos ideias pessimistas, crenças sem nenhum sentido e direcionamos nossas vidas, muitas vezes, sem nos ocuparmos devidamente com o mundo interno, o único que se mantém e prossegue além da vida física. Esses condicionamentos respondem por grande parte dos sofrimentos que nos atingem. Ademais, a vida traz de volta o resultado das ações e escolhas de outras existências. Nesse aspecto, o sofrimento de hoje pode ser consequência da má utilização dos recursos vitais em outras épocas. Não se trata apenas de uma instância punitiva, mas a forma que a vida encontra, em sua sabedoria, de nos convocar ao reequilíbrio, para que possamos fazer escolhas equilibradas e sábias, hoje, para não sofrermos no futuro. No campo físico e emocional, a manutenção de uma vida saudável irá minimizar os efeitos dos sofrimentos. E se mesmo assim nos alcançar o “sofrimento inevitável”, quanto mais estrutura psicológica e espiritual tivermos para lidar com essa realidade, menor será sua intensidade. E mesmo que sofrer não nos pareça uma opção, como nos diz a poesia, a nossa resposta a ele será sempre uma escolha que podemos fazer. E se inicialmente perguntamos: “por que sofremos?”, ao buscar um sentido mais profundo em sua realidade perguntaremos: Para que esse sofrimento me atinge? Assim fazendo, estaremos buscando uma finalidade dentro da dinâmica do sofrimento, e cientes de que estamos trilhando a jornada rumo à plenitude, acolheremos dele as lições que traz, seguindo confiantes e dispostos a enfrentar qualquer obstáculo que surja em nosso caminho.

1 Joanna de Ângelis (espírito); Divaldo Franco (médium).

Foto não original do texto (Google).

Comentários  

0 #1 Por que sofremos?Celinda 04-05-2015 21:18
Terrific wߋrk! This іs the κind օf info that are meant tο bе shared aϲross the web.
Disgrace ߋn Google fօr no longer positioning tҺis post upper!
Come on ߋver аnd visit my website . Tɦanks =)

mу weblog Ӎaximum Shred Review: http://assetcameras.com
Citar