A farsa do Clima, a quem interessa?

Escrito por Mhario Lincoln. em: 22/06/2015 | Atualizado em: 27/06/2015

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A discussão motivada pelo último relatório do Painel do Clima das Nações Unidas, quanto ao tema da mudança do clima, cria cada vez mais estranhas opiniões. Até o fim do mundo está sendo admitido seguidamente. Mas o fenômeno é tão velho como nosso planeta. Já desde sempre o clima da Terra está sujeito a variações que, em parte, ocorreram de maneira muito mais abrupta e dramática do que os agora geralmente prognosticados. Para o leigo, o debate atual sobre o efeito-estufa eaquecimento global é de difícil compreensão. O autor de bestseller, Kurt G. Blüchel, mostra os atuais caminhos errados, e expondo claramente as reais possibilidades da influência humana.

Nós vivemos hoje em um tempo de mudança. O período climático relativamente estável dos últimos 150 anos poderia chegar, dentro em breve, ao seu fim. Entretanto, os especialistas ainda não concordam sobre o que o futuro traz com mais probabilidade: frio gelado ou calor escaldante. Já os nossos antepassados precisavam suportar oscilações climáticas, deixando tudo o que é profetizado para os próximos cem anos, parecer uma leve brisa de primavera. Há 30.000 anos, o clima local da Europa oscilou, após mudanças das correntes marinhas, diversas vezes por quase dez graus Celsius dentro de uma única década – os homens de Neanderthal teriam gostado de trocar seus problemas de clima com os nossos.

 

Este medo de uma catástrofe do clima foi provocado principalmente pelo manuseio leviano de dados de medição totalmente insuficientes, aliado à confiança cega na capacidade prognóstica de supercomputadores. Desde então, conferências sobre clima são constantemente estilizadas para acontecimentos políticos grandiosos. Também muitos políticos parecem não ter certeza se, neste caso, trata-se realmente de um cenário global de fim de mundo ou somente de uma nova fonte lucrativa de impostos, que se pode sangrar com mais facilidade neste clima aquecido de debates.

No Brasil, recém lançado livro também adverte a humanidade sobre riscos de fraude pertinentes à essas ameaças veladas, pelo homem, do nosso ecossistema. A propósito de seu recente livro Psicose Ambientalista, foi entrevistado Dom Bertrand de Orleans e Bragança para quem os adeptos do aquecimento global vêm promovendo um verdadeiro ecoterrorismo publicitário a propósito do clima.

Fundamentado em cientistas de renome, Dom Bertrand discorre sobre a impossibilidade da ação do homem influenciar o clima, ao mesmo tempo em que acena para a existência de uma ideologia subjacente nessa defesa exagerada da natureza: a do comunismo, agora camuflado de verde. O egrégio autor vai além e chega a falar de uma nova religião, a qual pretende justificar uma sociedade igualitária e neotribal, lastreada num misto de pseudociência com filosofias arcaicas e pagãs.

(Entrevista, original do site Defesanet.com.br)

Em seu livro Psicose Ambientalista consta que o aquecimento global não é decorrente da influência humana e aponta a existência de um ecoterrorismo a propósito do clima. O que Dom Bertrand quer dizer com isto?
Dom Bertrand – Num dos capítulos mostrei como os ambientalistas sectários – “vermelhos” que ficaram “verdes” – utilizam as armas da intimidação e da fraude para atingir seus objetivos. Aliás, nem fazem questão de escondê-lo. Para eles, qualquer meio para conduzir as pessoas aos seus fins é bom. Na ótica comunista, “verdade” é tudo o que favorece a causa comunista. Para esses “ambientalistas”, não há dificuldade em passar por cima da ciência que afirma ser o aquecimento global uma farsa. Como o importante é a implantação de um igualitarismo ecologista radical numa sociedade neotribal, tanto pior para a verdade e para a ciência.

Dom Bertrand poderia dar um exemplo de que isso ocorre?
Dom Bertrand – Cito duas declarações de ecologistas radicais:
1) “A História nos ensina que a humanidade só evolui significativamente quando ela sente medo verdadeiramente. Assim conseguiremos criar as bases de um verdadeiro governo mundial, mais rápido do que impelidos por simples razões econômicas” (Jacques Attali, ex-conselheiro presidencial socialista francês).
2) “Não tem importância se nossa ciência toda é falsa, há benefícios ambientais colaterais. A mudança climática fornece a maior chance para impor a justiça e a igualdade no mundo” (Christine S. Stewart, ex-ministra do Meio Ambiente do Canadá).

Dom Bertrand crê na existência de agentes por trás das ONGs criadoras desse ambientalismo exacerbado?Dom Bertrand – As duas declarações citadas deixam muito claras as intenções de um governo mundial "para impor a justiça e a igualdade" conforme a concepção deles.


Mas há divergências entre os cientistas nessa questão...
Dom Bertrand – O renomado cientista brasileiro, o Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, Doutor em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), aponta não haver proporção entre a ação humana e a da natureza. O homem não tem possibilidade de mudar o clima. Como se pode achar que o homem influencie a natureza diante de tudo que está aí há milhões de anos? A natureza está aí dessa maneira, e deve continuar ainda do mesmo jeito por muitos milhões de anos.

Parece estar ocorrendo um aumento significativo na intensidade e na quantidade de fenômenos da natureza. Como não ver nisto uma ação da depredação humana?
Dom Bertrand – Como bem mostra o Professor Luis Carlos Molion, certamente uma das maiores autoridades brasileiras em matéria climática, não se pode confundir intensidade dos fenômenos meteorológicos com vulnerabilidade da sociedade, que aumenta com o crescimento populacional. A sociedade tende a se aglomerar em grandes cidades, tornando mais catastrófico atualmente um fenômeno com a mesma intensidade de outro que houve no passado. O furacão mais mortífero nos Estados Unidos ocorreu em 1900, ceifando a vida de mais de 10 mil pessoas. Nessa época, a densidade populacional local era muito menor que a de hoje, e o mesmo furacão provavelmente teria agora efeito muito mais devastador.

É certo que existe gente mal intencionada, mas não haverá também os bem intencionados querendo proteger a natureza?
Dom Bertrand – É preciso distinguir o verdadeiro ambientalismo daquele sectário. No sentido ordenado e bom, o ambientalismo consiste na preservação da natureza a fim de propiciar uma vida saudável das plantas, dos animais e especialmente dos homens. Já na criação, Deus dispôs a natureza para servir ao homem. As plantas e os animais, ao se reproduzirem, servirão de alimento para o homem. Mas Deus estabeleceu como punição pelo pecado de Adão o trabalho penoso: “Os meus eleitos comerão eles mesmos o fruto do trabalho de suas mãos”. A natureza tornou-se hostil, e precisou ser dominada pelas habilidades e talentos do homem.

Onde entra a religião nessa questão ambientalista?
Dom Bertrand – Na verdade, foi a Igreja Católica que converteu e civilizou os povos bárbaros, ensinando-os a cultivar o solo e preservar a natureza, com sabedoria e desejo de perfeição. Quanto às novas propostas de defesa da natureza apresentadas hoje pelos meios de comunicação, por líderes mundiais e organismos internacionais, infelizmente, por trás de grande parte dessa defesa se oculta uma ideologia, ou mesmo uma nova religião que pretende justificar uma sociedade igualitária e neotribal, lastreada num misto de pseudociência com filosofias arcaicas e pagãs.

O Príncipe não pensa que se deixarmos fazendeiros, industriais ou quem quer que seja à vontade, eles não destroçariam a natureza?
Dom Bertrand – O homem do campo é o maior interessado na sustentabilidade do seu negócio, e em sã consciência não deseja o prejuízo de ter o seu campo transformado em deserto. Isso, aliás, é o que se deve lamentar e coibir nos assentamentos de Reforma Agrária, onde a terra é de ninguém e os assentados em geral fazem uma devastação e deixam a terra arrasada. Mas a atenção dos ambientalistas — que se volta com indisfarçável animosidade para os agropecuaristas que trabalham, produzem e assim promovem o nosso desenvolvimento — é omissa sobre a ação deplorável dos assentados.

Como convencer o grande público dessa tese?
Dom Bertrand – Assim como não se monta uma fábrica para ser abandonada no ano seguinte, não se cultiva um campo para abandoná-lo em seguida. A atividade agropecuária, como toda atividade econômica, só pode ser concebida se for sustentável. Agricultura sustentável é quase um pleonasmo. As mãos que semeiam sãos as mesmas que cuidam. Graças ao esforço dos ruralistas e à descoberta de novas técnicas, foi possível transformar o Brasil no segundo maior exportador de grãos do mundo. Essa realidade é omitida pela propaganda ambientalista, que continua espalhando falsidades. O papel da preservação ambiental pela agricultura é enorme. Ela é capaz de apresentar soluções para conservação da água e da biodiversidade. Além de alimentos e fibras, ela garante uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

O que Dom Bertrand pensa sobre o crédito de carbono?
Dom Bertrand – Esse é o outro mito do ambientalismo. O CO2 não produz poluição nem o falso efeito estufa. O CO2 é o gás da vida. Ele é um gás natural responsável pelo crescimento das plantas. Se eliminarmos o CO2 da atmosfera, a vida cessaria na Terra. Conforme o Prof. Molion o principal gás de efeito estufa — se é que esse efeito existe — é o vapor d’água. Em alguns lugares e ocasiões sua concentração chega a ser 100 vezes superior à do CO2. Este, por sua vez, é um gás natural. Em certo sentido, mais até que o oxigênio, ele é o gás da vida. Na hipótese altamente improvável de eliminarmos o CO2 da atmosfera, a vida cessaria na Terra. O homem e os outros animais alimentam-se das plantas, não produzindo eles próprios os alimentos que consomem. São as plantas que o fazem, por meio da fotossíntese, absorvendo CO2 e produzindo amidos, açúcares e fibras e, como subproduto, o oxigênio que respiramos. Outros gases, como metano e óxidos de nitrogênio, estão presentes em concentrações muito baixas, que não causam problemas.



Psicose Ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma "religião" ecológica, igualitária e anticristã. Formato 16 x 23 cm - 176 paginas - R$.23,90 - Editora IPCO - divulgação Editora Petrus.

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