José de Oliveira Ramos

Escrito por Mhario Lincoln. em: 13/07/2015 | Atualizado em: 13/07/2015

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A REPERCUSSÃO DA 'LITERATURA INFANTIL' E A JUVENTUDE BRASILEIRA

 

O jornalista, pensador, poeta e pesquisador cearense José de Oliveira Ramos fez um comentário bem interessante e sério as matérias publicadas nesta revista, na edição LITERATURA INFANTIL.

 

 

O essencial continua invisível para os olhos

(e só se conseguirá ver bem com o coração)

 

Não, isso não é um chapéu. É um elefante, aos olhos de quem vê com o coração.

Provocador, na semana passada Mhário Lincoln publicou na sua Revista Poética uma homenagem – com objetivos reflexivos – à Literatura Infantil, sugerindo leitura e indicando livros. Alguns, até bastante conhecidos do público que faz da leitura um hábito prazeroso.

Mhário, criança não lê mais!

Criança não ganha mais livros de presente dos pais (ou dos avós – como acontecia antes). Criança, agora, ganha “tablets” e, em vez de ler, joga. É melhor jogar, que ler, acreditam os descobridores dessas novidades.

 

Mas, os jovens também n~]ao estão lendo mais, Mhário. É uma pena, mas é a mais pura verdade. E, acredite Mhário, algumas editoras que, antes, faziam do papel impresso a sua razão de ser, estão começando a levar para as “Feiras dos Livros”, edições impressas em CDs e até em “pen-drives”!

 

O mundo mudou, Mhário!

 

Recentemente estive no Rio de Janeiro, depois de ausente por 28 longos anos, e tentei voltar no tempo sem qualquer túnel. Fui de cara limpa mesmo. Revisitei alguns lugares onde aprendi muito.

 

Existia um banca de jornais e revistas na frente do Hotel Serrador (na verdade, ainda existe), onde, todos os dias se quisesse, comprava o Clarin, Corriere dello Sport, Gramma e outros jornais de outros países para ler assuntos que me interessavam naquele momento.  Não encontrei nenhum. Procurei (em vão) em outras bancas e, finalmente, fui informado que aqueles jornais não chegam mais ao Brasil.

 

Não se lê mais, Mhário – não se lê mais qualquer coisa impressa que não seja livro. E, alguns, nem livros leem mais.

 

E... finalmente você sugere a leitura do best-seller “O Pequeno Príncipe” que, inicialmente alguns asseguravam ser o livro de cabeceira de meninas apaixonadas, enamoradas, inocentes. Mais tarde, alguém adjetivou como livro da Literatura Infantil – esse privilégio, acredite, não é seu.

 

E, Mhário, sabe por que isso?

 

Porque, “o essencial continua invisível para os olhos”!

 

E porque o mundo virtual travestido de dinâmica vai continuar nos impondo a ferro e fogo que, “Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”

 

Sinceramente Mhário, “O Pequeno Príncipe” não é um livro da literatura infantil, tampouco um livro de cabeceira das meninas enamoradas de antigamente. É, no mundo desigual e violento de hoje, apesar de lançado em 1943 – um contraponto de aconselhamento e de reflexão.

 

Mas, o desaparecido (há quem acredite que, sem qualquer trocadilho, ele esteja morando num planeta desconhecido – ao lado do Pequeno Príncipe, da raposa, da rosa e do por do sol que tanto ele gostava de apreciar) Antoine de Saint-Exupèry, antes, havia escrito aquela que é considerada a sua obra-prima: “Terra dos Homens”.

 

Terra dos Homens é um romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, cujo título original é Terre des Hommes. Foi publicado em 1939. A tradução brasileira é de Rubem Braga. Editado no Brasil pela Editora Nova Fronteira.

 

Terra dos Homens - "Saint-Exupéry tornou-se piloto civil aos 21 anos. Aos 26 integrou a equipe que foi sobrevoar o Saara e os Andes levando o correio aéreo da Europa para a África e a América do Sul. (...) Como devia ser a emoção de voar em aparelhos tão pequenos, contando apenas com a hélice e sem nenhuma pressurização? É dessa emoção a matéria deste livro".Armando Nogueira

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