"Enfim, o fim" (José de O.Ramos)

Escrito por Mhario Lincoln em 03/01/2015

Por José de Oliveira Ramos


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Enfim, o fim!


“Não há bem que dure para sempre, nem mal que nunca acabe.”

 

É mentir, tergiversar, afirmar que Flávio Dino vai transformar água em vinho.Também não queremos transformá-lo num novo Cavaleiro da Esperança. Mas não custa nada acreditar e torcer para que ele seja, pelo menos, um novo Don Quixote com sua lança caçando o progresso.


Tal e qual a música de João do Vale, “Peguei o trem em Teresina, pra São Luiz do Maranhão. Atravessei o Parnaíba, Ai, ai que dor no coração. O trem danou-se naquelas brenhas. Soltando brasa, comendo lenha, comendo lenha e soltando brasa, Tanto queima como atrasa. Tanto queima como atrasa,”.... o trem queimou lenha, atrasou. Mas chegou!
O Maranhão, com seus 217 municípios, está sob nova égide governamental. Quis o destino que, coincidentemente, o último Estado brasileiro “dominado” pelo coronelismo castrador, bloqueio para qualquer tipo de progresso (ao contrário, caiu quase a zero no item educação), fosse o primeiro neste mesmo Brasil, a ser governado por um partido político que, se não vive sob total ideologia administrativa, é o primeiro com teoria comunista. A prática, sabemos, está um pouco afastada da ideologia.
Vai mudar para melhor o Maranhão?
Não sabemos. Mas é uma possibilidade. Infelizmente, o que pode ser visto e provavelmente palpável está num buraco tão profundo, que serão necessários pelo menos mais quatro ou cinco mandatos de quatro anos para que se aviste uma tênue luz no fim do túnel.
Mas, como “não há bem que dure para sempre, nem mal que nunca acabe”, pode-se afirmar que foi dada a largada. Como se costuma dizer no interior do meu Ceará, “a maniva está semeada e o milho e o feijão estão no chão. Vamos esperar pela chuva e pela graça de Deus” mas sem largar a enxada!
Não carece fazer nenhum balanço ou demonstrativo – porque quem conhece o Brasil, tem pelo menos um vago conhecimento do que seja o Maranhão. É mentir, tergiversar, afirmar que Flávio Dino vai transformar água em vinho.Também não queremos transformá-lo num novo Cavaleiro da Esperança. Mas não custa nada acreditar e torcer para que ele seja, pelo menos, um novo Don Quixote com sua lança caçando o progresso.

O trabalho será difícil, porque o “viver maranhense” foi transformado numa horrível acomodação e num incômodo “não fazer nada”, a espera das benesses castradoras dos bolsas isso e bolsas aquilo. Isso não beneficia – castra e faz do homem um boi eleitoreiro a caminho do abate.
Dizer o que de Sarney?
Dizem que ele trouxe o progresso (????!!!!) para o Maranhão. É. Dizem!
Mas esquecem de dizer, também que, atrelado a esse progresso, trouxe também o cabresto político, o compadrio, a política de favorecimento pessoal, a submissão de que sempre o rodeou. Esquecem de dizer, também, que ele enterrou milhões de reais na construção inservível do Terminal Pesqueiro de Porto Grande – que nunca operou. Esquecem o que deveria ter sido o Polo de Confecção de Rosário – que acabou por endividar centenas de maranhenses que se aventuraram num poço sem fundo e, hoje, devem até a vida do Banco do Nordeste.
Esquecem de dizer que ele trouxe também o mar – e talvez, por isso, se imagine dono dele; esquecem de dizer que ele trouxe os rios Itapecuru, Balsas, Corda, Mearim, as belezas de Colinas, Carolina, Morros e, provavelmente, os lençois de Barreirinhas.
Esquecem de dizer, que Sarney sempre exerceu aquela política sabida e malandra focada na letra da música cantada por Luiz Gonzaga: “um pra ti, dez pra mim.”
O Maranhão – belo, grande, altaneiro e com as terras mais agricultáveis do Brasil (embora só plante quiabo, maxixe e mandioca) ainda respirará Sarney por mais alguns anos, porque ainda viverão aqueles apaniguados incompetentes que galgaram bons e vitalícios empregos na época que concurso público não era exigência. Quando essa geração passar, Sarney caminhará junto, em direção aos cosmos.
Enfim, o fim!

O Trem e o cafezinho (José de O.Ramos)

Escrito por Mhario Lincoln em 27/12/2014

Por José de Oliveira Ramos

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Trem das sete

(Raul Seixas)

 

Ói, ói o trem,
vem surgindo de trás das montanhas azuis,
olha o trem
Ói, ói o trem,
vem trazendo de longe as cinzas do velho aeon

Ói, já é vem,
fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem,
não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem

 

 

Café na caneca

 

Como se fosse comandado pela precisão londrina, exatamente às 08:14 horas de todos os dias, chovesse ou fizesse sol, o trem que fazia a linha Cidade Alta-Munduba, encostava na estação ferroviária de “Serra da Raposa”, onde deixava passageiros e cargas e recebia outros tantos. Nesta estação, havia anos, o movimento maior era no desembarque de passageiros e de cargas. A organização de tudo dava a falsa ideia de lentidão. Mas tudo acontecia de forma cronometrada, da chegada à nova partida.

A noite da segunda-feira fora diferente na casa de Cristino e Doralice. Tudo por conta dos preparativos para a viagem na manhã do dia seguinte. Doralice, em dias próximos de parir o quarto filho do casal, precisava deixar tudo preparado para os filhos menores – sob a guarda de Nato, o mais velho, de apenas 13 anos – passarem pelo menos dois dias sem a presença dela durante o “resguardo”.

O percurso entre a casa de Cristino e Doralice e a estação do trem, não era tão distante assim. Embora caminhando de forma lenta, em virtude do avançado estado da gravidez, Doralice faria esse percurso num máximo de 15 minutos.

- Vumbora hômi, que o trem num ispera! Disse Doralice para Cristino, que se apressou na arrumação do matulão cheio de “catrevagens”, ainda que não fosse usa-las na cidade grande.

Cientes de que nada ficara errado, os dois se despediram dos meninos e partiram para “Serra da Raposa”. Mal sabiam que o destino os pararia por alguns minutos na casa do compadre Manel e da comadre Isabel.

- Entrem, façam o favor. Se abanquem. Pra onde vocês vão levando essa barriga enorme? Indagou Isabel.

- Eu vou pra cidade, parir, Comadre Isabel!

- E vai de trem, nesse sacolejar todo?

- É o jeito, Comadre! Afirmou Doralice.

- Apois espere só um minutinho enquanto eu apreparo um cafezinho procês!

- Num carece não Comadre, apois eu tenho medo de me atrasar e perder o trem! Lembrou mais uma vez Doralice, preocupada com a demora.

- Conversa, mulé. Eu faço rapidinho! Garantiu Isabel.

Da casa de Manel e Isabel para a estação “Serra da Raposa” ninguém gastaria mais que cinco minutos para percorrer a distância. Mas, conversa vai, conversa vem, e, quando Cristino e Doralice deram por conta, faltavam apenas 3 minutinhos para as 08:14 horas.

Caminhando o mais rápido que puderam, Cristino e Doralice ainda conseguiram ver o último vagão do trem sumir na curva a caminho da Cidade Alta. Perderam o trem. Perderam a hora e o jeito foi retornar para casa e retomar a rotina diária e tentar a viagem na manhã do dia seguinte.

- Tomara Deus esse menino num se apresse! Suplicou Doralice.

A continuação da rotina diária acabou levando Cristino de volta para a roça, enquanto Doralice recompunha a vida com os três filhos e retomava os afazeres domésticos.

De noite, com Cristino já em casa, a mesa foi posta para o jantar. Doralice ainda teve tempo de falar com um dos filhos:

- Bibiu, meu filho, adispois que você botar o dicumê do gatinho, ligue a televisão.

E foi exatamente no horário do noticioso local, que o apresentador do telejornal, com voz pausada anunciou:

- Trem descarrilha na manhã de hoje, no trecho entre a estação “Serra da Raposa” e o município de Botuquinha, e causa desastre pavoroso. Todos os 49 passageiros que estavam nos vagões a caminho da Cidade Alta, faleceram.

- Meu Deus, que horror! Disse Doralice.

- Abençoado seja sempre o seu cafezinho, Comadre Isabel! Bradou alto Cristino!

Filhos Adotivos do Brasil

Escrito por Mhario Lincoln em 27/12/2014

O trabalho de meu amigo Ricardo Fischer na direção da ONG Filhos Adotivos do Brasil proporcionou um trabalho excepcional neste Natal de 2014.

A reportagem é do SBT/RGS. Vale conferir.

http://www.sbt.com.br/sbtvideos/programa/297/Rio-Grande-do-Sul/categoria/2263/3ee9ddb29182260b34cce21e71713f0b.html#.VJ1SO2cA

 

 

ONG ajuda quem busca desvendar a própria história

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O comerciante José Frederico Welter, 55 anos, sabe pouca coisa sobre sua origem. Há mais de 40 anos ele tenta descobrir onde nasceu e quem são seus pais biológicos. “Dizem que nasci em Santa Rosa (RS) e que o nome da minha mãe biológica é Maria Geni Brum”, conta. Filho adotivo, a única certeza que tem é que morou no Rio Grande do Sul, de onde saiu em 1974 para viver em Foz do Iguaçu.

Hoje casado, pai de três filhos e com uma neta, Welter guarda uma pontinha de esperança de realizar seu sonho. “É uma coisa que faz falta. Às vezes dá impressão de que alguém vai chegar”, conta.

No Brasil, há milhares de pessoas na mesma situação de Welter: querem descobrir suas origens, não com intuito de abandonar quem os adotou, mas conhecer a própria história. Para ajudá-los, o comerciante gaúcho José Ricardo Andrade Fischer, 44 anos, criou uma associação sem fins lucrativos chamada Filhos Adotivos do Brasil.

Formado em Direito, Fischer também é filho adotivo. Durante 20 anos, fez buscas em cartórios e órgãos públicos até localizar a mãe, que hoje vive em Viamão (RS). Agora ele procura o irmão gêmeo, que soube existir depois de conhecê-la. Após a experiência bem-sucedida, em 2007, Fischer abriu a associação e elaborou um site. Pelos cálculos dele, ao menos nove em cada 10 filhos adotivos procuram os pais. E depoimentos postados no site mostram que, em geral, eles não guardam ressentimentos. “A maioria dos que consegue rever os pais biológicos passa a manter uma relação de amizade com eles”, conta Fischer.

Desde que foi criada, a associação ajudou a localizar 391 pessoas, entre pais, mães, irmãos e outros parentes. Atualmente, 1,5 mil pessoas estão cadastradas na página à procura da família biológica. As buscas são feitas em cartórios eleitorais, na Receita Federal ou qualquer órgão público que tenha dados sobre a família. Baseada na nova lei de adoção, que assegura o direito aos filhos de conhecer os pais biológicos, a ONG chega a acionar a Justiça quando algum órgão não presta as informações solicitadas. No site também são divulgados o serviço e os nomes de quem quer encontrar os pais, irmãos ou outro parente.

Além de localizar as pessoas, a associação oferece suporte para quem pretende reencontrar a família. São feitas reuniões e encontros entre filhos adotivos para prepará-los. Há também assistência psicológica e jurídica gratuitas para quem precisa. Hoje a associação tem escritório em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro e pretende montar outro em Foz do Iguaçu. A entidade se mantém por meio de doações e também da realização de cursos sobre adoção para pais interessados.

 

Nós podemos ajudar a ONG. Participe!

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"Do sabugo ao chuveirinho". José de O.Ramos

Escrito por Mhario Lincoln em 21/12/2014

Por José de Oliveira Ramos

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"O mercado de utilitários de higiene pessoal é muito rico – embora alguns ainda não tenham chegado ao Brasil. Muitas peças são de boa qualidade e outras já entraram na imensa lista daqueles que tem curto prazo de validade."

 


Tradicional e útil sabugo de milho de uso na roça para “raspar bosta”.


Dorgival estava aposentado havia dois anos. Dois anos e poucos meses. Ainda naquela fase de assimilar e se acostumar com o fato, vez por outra se flagrava “boiando” dentro de casa, por vezes até esbarrando na mulher.
Foi lendo revistas, que o “vagabundo” descobriu que poderia (e deveria) ser mais útil dentro de casa, participando mais efetivamente com a mulher nas tarefas domésticas.
Sentou na frente do computador e, pesquisando, encontrou alguns saites que falavam de jardinagem. Estava ali a fórmula encontrada para se ocupar e para não viver esbarrando e atrapalhando a “Rainha” da casa.
Foi num comércio especializado e comprou material adequado para a limpeza (dia sim, dia não) do jardim, até então cuidado apenas por Lindalva. E, para ocupar melhor o tempo ocioso, ele próprio montou uma pequena horta no quintal da casa.
Na frente da casa, o jardim bem cuidado era protegido por um muro baixo, haja vista que a cidade era pacata e o último ladrão que foi flagrado perturbando a vizinhança, levou uma surra tão grande que acabou paraplégico.

4 erros para investir ruim

Escrito por Mhario Lincoln em 18/12/2014

(*) Eloi Moccellin (convidado especial)

 

A) Quais são os 04 erros que podem fazer de você um investidor ruim.

1 - Falta de diversificação:

Dizem que "diversificar é a proteção contra ignorância. Isso faz sentido se você sabe o

que está fazendo". Ao diversificar, você protege sua carteira de fortes oscilações de um

único ativo, que pode influenciar negativamente o seu portfólio.

Em pesquisa fundamentou-se que as carteiras menos diversificadas performam em

média 2,40% abaixo das mais variadas.

Não diversificar é um erro que pode fazer com que você seja um mau investidor.

2 - Trocar de investimento muito rapidamente

Os altos custos de trocar de investimento devem fazer as pessoas pensarem seriamente

antes de realizar a troca, pois, trocar muito é perigoso para a saúde financeira.

Normalmente investidores costumam superestimar suas habilidades, se convencendo de

que podem superar o mercado trocando ativamente quando, na verdade, eles têm poucas

chances. Com o passar do tempo, investidores costumam melhorar seu desempenho

na bolsa, e são justamente esses investidores que fazem menos mudanças em seus

portfólios.

3 - Planejar para o longo prazo, mas reagir ao curto prazo:

A maioria das pessoas costuma investir para alcançar metas no futuro, como uma

aposentadoria tranquila, uma casa nova ou uma viagem, mas acaba reagindo a

problemas no curto prazo.

É claro que é importante estar atento aos desdobramentos de seus investimentos e

entender o que acontece no mercado. No entanto, se os papéis que você comprou são

confiáveis e você pensou no longo prazo, não precisa se preocupar se a bolsa teve um

mês ruim ou se o seu investimento não foi tão bem na última semana. Dificilmente

decisões tomadas impulsivamente vão ajudar a alcançar metas em um futuro mais

distante.

4 - Fazer as perguntas erradas:

Muitas vezes as pessoas se perguntam quais ações devem comprar. O que elas não

pensam, no entanto, é que muitas delas não deviam comprar ações, mas sim investir em

fundos, por exemplo.

Outra pergunta comum é sobre como o mercado está performando no dia, no entanto, o

mais importante seria saber como isso afeta os seus investimentos no longo prazo.

Além disso, sugere-se no mercado que cada pessoa, ao invés de pensar qual é o

potencial de seus investimentos para crescer, deve se preocupar com quanto risco ainda

pode suportar.

É importante que cada investidor faça para si próprio três perguntas:

- Se eu fizer essa mudança e eu estiver certo, qual será o impacto em minha vida?

- E qual vai ser o impacto se eu estiver errado?

- Eu já estive errado antes?

 

 

 

 

 

 

 

Face não implanta função DISLIKE

Escrito por Mhario Lincoln em 12/12/2014

 

Facebook quer ter outros sentimentos além de "curtir"

Ontem, quinta-feira, 11/2014, Mark Zuckerberg participou de mais uma sessão de perguntas e respostas e aproveitou o momento para explicar seus planos para o tão pedido botão “dislike”. Ele reafirma que o Facebook nunca terá o botão, mas que a rede social estuda, sim, ter outras emoções além do tradicional “curtir”.

A visão de José de O. Ramos sobre Morros-MA

Escrito por Mhario Lincoln em 12/12/2014

Por José de Oliveira Ramos
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"Jamais apareceria aqui para tentar mostrar a quem lê estas mal traçadas linhas, que o Maranhão é um Paraíso na Terra. Todos sabem que não é. Principalmente quem se interessa em contribuir para mudar os índices sociais brasileiros. Mas, a grande maioria critica por criticar."

 

Morros – onde a natureza namora a cultura popular

Tensão de Interesses na COP-20

Escrito por Mhario Lincoln em 10/12/2014

COP-20: tensão de interesses marca a Conferência do Clima, em Lima

Entrevista especial com Ricardo Baitelo

Foto: Cambio Climático

 


"As maiores notícias da COP vieram antes e, nesse sentido, o acordo entre Estados Unidos e China foi a grande notícia, mas que dificilmente será debatida aqui”, avalia o coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

A principal tensão entre os 190 países que participam da COP-20 é chegar a um acordo acerca do ano em que as nações irão se comprometer com as metas de redução de CO², diz Ricardo Baitelo, que representa o Greenpeace na Conferência do Clima, em Lima, à IHU On-Line, por telefone.