VASP ganha direito à Indenização milionária

Escrito por Mhario Lincoln em 15/10/2014

 

Divulgação 
Benedito Gonçalves: perícias concluíram que houve quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato

Por três votos a dois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem que a Vasp deve ser indenizada por perdas ocasionadas pelo controle de tarifas pelo governo durante os planos econômicos, nas décadas de 80 e 90. De acordo com fontes ligadas ao caso, o valor a ser recebido gira em torno de R$ 3,5 bilhões.

O processo voltou à pauta da 1ª Turma do STJ com o voto-vista do ministro Benedito Gonçalves. O magistrado seguiu o relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, e considerou que o controle de preços impactou negativamente o desempenho econômico e financeiro de todas as empresas do setor aéreo. "As duas perícias já realizadas [no processo] concluíram que houve quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, havendo divergência apenas no montante", afirmou Gonçalves durante a sessão.

No processo, a Vasp alega que os reajustes feitos pela União nos preços das tarifas nas décadas de 80 e 90 foram inferiores aos custos da empresa, o que geraria a necessidade de indenização. "Como a companhia prestava um serviço público, não podia encerrar os voos deficitários. A empresa operava no vermelho", afirmou um dos advogados da Vasp, Arnoldo Wald Filho, do escritório Wald Associados Advogados. Segundo ele, ainda não há uma estimativa do valor a ser pago pela União.

A argumentação foi acolhida pelo relator da ação em maio. Na época, Maia Filho afirmou que "se a empresa não tem mecanismos para recompor seus prejuízos, ela quebra. Não pode voar deficitariamente".

O voto vencedor do processo determinou que a indenização seja calculada posteriormente, na fase de execução do processo.

Outros dois ministros – Ari Pargendler e Sérgio Kukina – entenderam que, para decidir o mérito do processo, seria necessário analisar novamente a perícia realizada, o que é vedado aos tribunais superiores.

O recurso analisado ontem é similar ao julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março. Na ocasião, os ministros mantiveram indenização de aproximadamente R$ 4 bilhões à Varig, que alegava que os reajustes feitos pela União entre aos anos de 1985 e 1992 foram inferiores aos custos da companhia.

A defesa da Vasp destacou que a relatora do caso no Supremo, ministra Carmen Lúcia, considerou em seu voto que o prejuízo causado pelo controle das tarifas atingiu o setor aéreo como um todo, e não apenas empresas isoladas. Desta forma, defendeu que, como a Varig, a Vasp também teria direito à indenização.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que "aguardará a intimação da decisão do STJ para analisar as medidas cabíveis"

 

Original Laura Ignacio

"Valor"/São Paulo

Fotos: divulgação e (google, não original do texto.)

Dino: "O Maranhão em busca de melhores índices"

Escrito por Mhario Lincoln em 15/10/2014

O PIB per capita, de R$ 7.852,71, perde apenas para o Piauí e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,639, ainda figura entre os piores do país, superando somente o registrado em Alagoas. 

 

 

O Maranhão vive uma onda de investimentos cujos resultados começam a aparecer com destaque nas estatísticas nacionais: em 2011, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) local aumentou 10,3%, transformando o Estado na 16ª economia do país.

No entanto, o PIB per capita, de R$ 7.852,71, perde apenas para o Piauí e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,639, ainda figura entre os piores do país, superando somente o registrado em Alagoas. 

“Precisamos de um modelo de desenvolvimento inclusivo e, por isso, sustentável. É neste contexto que vemos a questão ambiental”, afirma o governador eleito pelo PcdoB, Flávio Dino. Ele diz que uma das prioridades é aprimorar o trabalho de proteção das Unidades de Conservação (UCs) e Áreas de Preservação Permanente (APPs), que considera insatisfatório, e levar para o centro da política ambiental ações que resultem em benefícios sociais como a criação de emprego e geração de renda.

Entre os planos de Dino também está a proposta de criação do Programa Maranhense de Biocombustíveis, com projetos de geração de energia renovável, abrindo oportunidades para a agricultura familiar, além de concluir o Zoneamento Econômico-Ecológico do Maranhão.

O Maranhão tem entre os principais setores de atividade a agricultura, com destaque para a soja e a cana-de-açúcar, e a pecuária. Com os grandes investimentos em obras de infraestrutura nos últimos anos – como hidrelétricas e termelétricas -, poderá se tornar um grande produtor de energia no país e deve crescer muito também nas áreas de petróleo e gás.

Outra proposta destacada por Flavio Dino em seu plano de governo é o aperfeiçoamento do sistema de concessão de licenciamento ambiental, com o cumprimento integral das legislações, mas com o estabelecimento de prazos. “O licenciamento hoje é totalmente aleatório. Não há um planejamento adequado, então você tem atividades que aguardam anos e anos por uma definição”, afirma. A solução, diz ele, passa pelo planejamento, capacitação e formação de equipes para dar agilidade ao trabalho dentro de períodos pré-estabelecidos. Entre os setores prioritários para o desenvolvimento do Estado ele cita a agricultura familiar, a pesca e a aquicultura, além dos setores de ponta da economia estadual.

Urge considerar, ainda, por exemplo,  a recuperação das bacias hidrográficas uma meta emergencial e fortalecer os Comitês de Bacias Hidrográficas para recuperar rios e lagos, estimulando o uso sustentável da água nos segmentos de lazer e turismo, com finalidade de proporcionar emprego e renda.  É urgente o cuidado com os rios do Maranhão, para ampliar o abastecimento de água que há muito tempo vem desafiando os administradores.

Vale lembrar que o Maranhão precisa urgentemente de investimentos maciços em obras de saneamento básico e a necessidade de ser cumprida a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Estado, auxiliando os municípios em sua aplicação.

 

Texto com base no original de:

Maria Alice Rosa

Fonte: Valor Econômico 

Fotos: Google

Cai consumo das famílias brasileiras

Escrito por Mhario Lincoln em 15/10/2014

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), teve, em outubro, quedas de 0,4% na comparação com o mês anterior e 3,8% na comparação com outubro do ano passado. De acordo com a CNC, a retração foi provocada principalmente pela recente alta nos preços dos alimentos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na comparação com setembro, houve queda em sete componentes do indicador: momento para a compra de bens duráveis (-3,9%), disposição para compra a prazo (-0,7%), perspectiva profissional (-0,4%) e renda atual (-0,2%). Três indicadores apresentaram melhora: emprego atual (1,1%), perspectiva de consumo (0,9%) e nível de consumo atual (0,3%).

Já na comparação com outubro do ano passado, apenas a avaliação sobre o emprego atual melhorou (1,4%). Os demais componentes tiveram piora: momento para bens duráveis (-13%), compra a prazo (-5%), perspectiva profissional (-4,4%), perspectiva de consumo (-3,4%), renda atual (-2,3%) e nível de consumo atual (-0,3%).

A raiva deixa pessoas mais honestas?

Escrito por Mhario Lincoln em 15/10/2014

1. Raiva te deixa mais otimista

Tudo que te deixa com raiva no início pode te tornar mais otimista mais tarde, de acordo com pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon (EUA). Quando você se depara com uma situação ruim, um pouco de raiva pode ajudá-lo a sentir como se você estivesse no controle. Isso faz você se sentir mais confiante sobre o futuro.
A raiva é uma resposta mais saudável do que o medo, que só serve para deprimi-lo. Por exemplo, um estudo feito dois meses após o ataque ao World Trade Center nos EUA mostrou que as pessoas que reagiram ao evento com raiva experimentaram “sentimentos de certeza e controle”. O medo, por outro lado, não ajudou em nada. Segundo os cientistas, a raiva pode nos dar a força para lidar com situações extremamente estressantes.

 

2. A raiva deixa as pessoas mais honestas

Vamos dizer que você é falsamente acusado de um crime. O que você faz? Provavelmente fica louco de raiva. Saber ler as emoções das pessoas é uma das chaves que a polícia usa para julgar se um suspeito está falando a verdade durante um interrogatório. Estudos apoiam isso: pessoas que são injustamente acusadas dão pistas verbais e não verbais que mostram que elas estão dizendo a verdade. Além disso, pessoas com raiva também são mais propensas a expressar suas verdadeiras opiniões. A raiva aumenta a sua confiança, e pessoas confiantes tendem a ser abertas e dizer o que pensam. Outra técnica comum usada por policiais durante um interrogatório é tentar deixar a pessoa brava para que possam tirar a verdade dela.

 

3. A raiva abre sua mente

Ninguém gosta de discutir com pessoas bravas, mas pode ser que os raivosos tenham a mente mais aberta que você. As pessoas têm uma tendência a buscar informações que já estão de acordo com a sua posição. Ninguém quer sair da sua zona de conforto para ouvir coisas que podem fazê-lo questionar suas crenças. No entanto, estudos mostram que, quando você está com raiva, fica mais disposto a buscar “informações desacordantes”. Em outras palavras, você tende a olhar para as informações que favorecem o outro lado. Isso é devido principalmente ao gosto das pessoas irritadas de debater. Estudar a posição da oposição lhes dá uma oportunidade de argumentar melhor. No entanto, tem o efeito colateral de tornar as pessoas mais bem informadas, o que significa que os que têm raiva são mais propensos a mudar suas opiniões do que a pessoa que nunca ouve pontos de vista opostos. Os que gostam de argumentar são, assim, geralmente mais bem informados do que aqueles que não gostam. Cientistas inclusive pensam que a adição de conflito a um grupo pode ajudá-lo a tomar melhores decisões.

 

4. Raiva é bom para os homens conquistarem mulheres

Dois estudos mostraram que homens com altas pontuações de traços de narcisismo, psicopatia e maquiavelismo são mais propensos a “pegar” garotas. Narcisismo descreve alguém que pensa muito bem de si mesmo. Psicopatia, neste sentido, refere-se a alguém que não tem muita empatia e gosta de adrenalina. Maquiavelismo significa alguém que é manipulador e mentiroso.
Embora esses tipos de traços de personalidade pareçam não beneficiar a sociedade, babacas são bastante comuns. Até aí tudo bem. Mas por que cargas d’água as mulheres se sentem atraídas por esses caras? Os cientistas não sabem, mas pode ter algo a ver com a testosterona. Homens com altos níveis de testosterona tendem a expressar traços dominantes. As mulheres podem simplesmente ser atraídas por homens com os mais altos níveis do hormônio.
Mas não queira bancar de “mauzão” à toa: enquanto esse tipo de homem pode pegar mais garotas por noite, provavelmente tem problema em construir relacionamentos estáveis e de longo prazo.

 

5. Raiva pode ser boa para seu relacionamento

O antigo ditado de perdoar e esquecer pode estar errado, de acordo com pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida (EUA). Às vezes, ficar com raiva é o melhor remédio. Sim, o perdão e otimismo podem, supostamente, ajudar nos relacionamentos que estão enfrentando sérios problemas. Mas, às vezes, em vez de curar feridas, o perdão piora as coisas. Querendo ou não, algumas pessoas podem tirar proveito do perdão e continuarem a ser idiotas. A raiva passa outra mensagem a quem errou: que seu comportamento é inaceitável e que ela precisa mudar. Outro estudo da Universidade de Michigan (EUA) também mostrou que casais que suprimem sua raiva são duas vezes mais propensos a morrer mais cedo.
A raiva é um distúrbio mental?

 

6. Raiva aumenta a criatividade

Estudos têm mostrado que a raiva ajuda as pessoas a pensar “fora da caixinha”. Os irritados produzem ideias mais originais mais rápido do que as pessoas em qualquer outro tipo de estado emocional. Este aumento na criatividade não dura muito tempo, porém. Eventualmente, a raiva segue seu curso e a pessoa volta ao seu normal.
Os cientistas pensam que a mentalidade irritada evoluiu de modo que o homem antigo pudesse chegar a soluções rápidas e criativas quando sua vida estivesse em jogo. A raiva energiza as pessoas, oferecendo a elas um processo de pensamento desestruturado mais flexível. Basicamente, os métodos e as rotas que a sua mente normalmente usa para procurar soluções são jogados fora, e a raiva te leva em direções que você não poderia ir se estivesse calmo.

7. Raiva reduz a criminalidade

Faz sentido pensar que jogos violentos tornem as pessoas mais insensíveis e violentas também, mas a pesquisa está começando a mostrar que os videogames podem, de fato, diminuir a violência. Nos EUA, um estudo mostrou que 80% os meninos do ensino médio jogam games sangrentos há anos, e as taxas de crime mesmo assim caíram. O número de jovens infratores diminuiu em mais de metade desde 1994, especialmente quando estão em causa crimes violentos. Por outro lado, as vendas de videogames violentos mais do que duplicaram desde 1996.
Então, os jogos mantêm todos os bandidos furiosos ocupados, ou realmente oferecem um escape para a violência das pessoas? Ainda não sabemos, mas alguns estudos têm sugerido que os jogos violentos podem realmente tornar as pessoas menos violentas. Um estudo financiado pelo governo federal americano com foco em crianças com déficit de atenção ou sintomas depressivos concluiu que videogames violentos tinham um ligeiro efeito calmante e ajudavam a reduzir tendências agressivas e comportamento de bullying. Mas por que existem tantos relatos contraditórios sobre como jogos violentos tornaram as pessoas mais violentas? Um estudo demonstrou que jogos difíceis que frustram as pessoas podem ser os responsáveis por esses resultados. Games não precisam ser de natureza violenta para deixar alguém com raiva. Testes mostram que as pessoas podem tornar-se violentas jogando Tetris se a dificuldade for aumentada demais.

 

8. Pessoas irritadas vivem mais

Os apaixonados e impetuosos italianos e espanhóis vivem quase dois anos a mais do que os calmos ingleses. Isso pode ser porque expressar a raiva é bom para a saúde. A pesquisa sugere que as pessoas que guardam raiva e frustração são mais propensas a morrer. Internalizar a raiva eleva o seu pulso cardíaco, o que pode por sua vez elevar a pressão arterial. A pressão arterial elevada pode aumentar o risco de todos os tipos de doenças, desde doenças cardíacas até câncer.
Por outro lado, pessoas com raiva crônica também podem desenvolver doença coronariana. É de raiva moderada que o mundo precisa mais. De acordo com um estudo, homens com níveis moderados de raiva têm quase a metade do risco de ataques cardíacos não fatais e uma redução significativa do risco de derrame em comparação com homens com níveis baixos de expressão de raiva.

 

9. A raiva pode ajudar na sua carreira

As pessoas que liberam sua raiva têm carreiras mais gratificantes do que as pessoas que mantêm as suas emoções engarrafadas. Isso se encaixa muito bem com outro estudo que mostra que, se você está com raiva, as pessoas pensam que você merece mais status e um salário maior – quer dizer, só se você for homem. Infelizmente, culturalmente, existe uma diferença. Ambos homens e mulheres acreditam que homens irritados devem ser recompensados. Por outro lado, ambos os sexos concordam que mulheres enfurecidas são incompetentes. Além disso, homens bravos recebem salários maiores que mulheres irritadas. A coisa só melhora para o lado delas em um cenário: se mulheres explicam por que estão com raiva, as pessoas tendem a julgá-las de forma mais justa. Mas se os homens explicam por que eles estão com raiva, são vistos como fracos.

10. Raiva ajuda nas negociações (se for real)

Negociação nem sempre é sobre ser mais sensato e inteligente que o seu adversário. Todas as nossas interações interpessoais funcionam em um nível emocional, bem como intelectual. A pesquisa mostra que, por vezes, ficar bravo pode ajudar. As pessoas são programadas para serem cautelosas em torno de alguém que está irritado. Portanto, demonstrar raiva em uma negociação pode fazer com que a pessoa com quem você está lidando fique mais cooperativa.
No entanto, existem algumas ressalvas. Primeiro, isso geralmente só funciona com europeus e americanos. Culturas asiáticas acham exibições de raiva durante negociações rudes, o que nesse caso pode prejudicar seu argumento. Em segundo lugar, você tem que sentir raiva verdadeira. Não adianta apenas “agir” como se estivesse irritado. Se a pessoa achar que você está fingindo, pode aumentar suas próprias demandas. Fingir raiva corrói a confiança.

 

Com hypescience.

R$ 22 bilhões na compra da GVT

Escrito por Mhario Lincoln em 15/10/2014


E o que parecia um namorico resultou em casamento: a empresa espanhola Telefónica, dona da operadora Vivo acaba de anunciar (PDF) que fechou um acordo com o grupo francês Vivendi e adquiriu sua concorrente GVT, pelo valor nada modesto de R$ 22 bilhões.

A negociação, fechada em 7,24 bilhões de euros será paga em duas formas: a Vivendi receberá R$ 14,2 bilhões em dinheiro e o restante, R$ 7,1 bilhões em ações, ficando o grupo francês com 5,7% da Telecom Italia e mais 7,4% das ações da Telefónica Brasil (na prática a Vivo). O negócio já foi aprovado pelo conselho da Vivendi e agora só resta passar pelo aval pelas autoridades regulatórias brasileiras para que ele seja concluído.

O acordo será benéfico para a Telefónica, já que o CADE exigiu que a empresa retirasse sua representação da Telecom Italia, já que o grupo é dono da Vivo e detém 10% da TIM, com o acordo, a Vivendi ficará com um pedaço da operadora italiana e aliviaria sua barra devido a ameaça à livre concorrência (embora a Vivendi possa se complicar, já que ela possui assets da Vivo).

O único problema é imaginar o que isso significa para os clientes. Não é de hoje que a qualidade da GVT despencou e em muitos lugares a Vivo é a única operadora disponível (falo por experiência própria). Com a Telefónica passando a mão na GVT, temo que a política de expansão da companhia seja congelada, sem mencionar uma possível nivelação dos serviços com o MO da própria Vivo. Enfim é esperar e ver o que acontece, até porque a TIM está de olho na Oi exatamente para bater de frente com o Grupo Telefónica.

 com:

Fontes: G1 e FSP.

Há 18 anos morria Renato Russo...

Escrito por Mhario Lincoln em 11/10/2014

.......Mas suas frases polêmicas ficaram. Hoje é dia de relembrar Renato Russo.

Vem comigo.

 

"O que a gente precisa é de decência, sabedoria, comida e trabalho para as pessoas. E foda-se o resto. Eu não falo isso demagogicamente. Eu não preciso mentir, eu nunca menti. Quer dizer, eu já menti aqui e ali, mas não é aquela coisa: 'Oh, ele é falso... ele atira em sua própria gente para provar que não é um deles'. Isso tudo está voltando, a gente está no fim dos tempos".

 

 

(*) Mhario Lincoln

Renato Russo (Foto: Reprodução site oficial Renato Russo)

 

"Censura, não. Nunca! Tudo bem, as pessoas têm o direito de se expressar... Mas ‘mulher é tudo vaca’ é o cúmulo.


"Broxante, para mim, é a estupidez, é a pretensão".


"A capital das drogas... das drogas e dos suicídios. Mas, tudo bem, não vamos falar mal de Brasília".


"Olha, a ignorância é vizinha da maldade. Isso é batata. Mas o que está acontecendo no Brasil, eu acho que talvez seja o último estágio. Isso vem desde o descobrimento do Brasil. Para cá vieram ladrão, louco, preso político, entendeu? Essa corja está aí até hoje. O povo, mesmo, está todo mundo ciente disso".


"Nós já cantamos o caos, a situação desesperadora do país. E, agora, o que resta? O caos continua aí".


"Eu estava lendo Brecht, depois de anos. Gente, aquilo lá parece que foi um garoto da UnB (Universidade de Brasília) que escreveu! Mas, batata, está tudo lá! Tem uma frase que diz: 'Quando os governos começam a dizer que não vai ter guerra, é porque a guerra já está acontecendo'.
"A maior agressão para um jovem é morar em Brasilia, você vê todas aquelas coisas acontecendo no Planalto, no Congresso e não pode fazer nada".
"O pessoal da autoajuda é uma coisa fabulosa. Lembro que frequentei reuniões do grupo Arco-Íris, formado por gays e era muito bom ver que as pessoas se reúnem porque têm um problema em comum e a vontade de vencê-lo".

"Ora bolas, nós estamos numa sociedade que tem 60 por cento de analfabetos. Eu prefiro falar numa linguagem simples, mas dizendo coisas que realmente me são caras, preciosas, tipo: 'Disseste que se tua voz fosse igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira'. Isso poderia ter sido escrito há dois mil anos, como pode ter sido escrito agora. Daqui a dois mil anos, ainda vai existir vizinhança".

"Você sabe, não é legal falar isto, mas quem é realmente saudável tem menos possibilidade de contrair AIDS. Não faço mais as loucuras que fazia antigamente. E têm certas coisas que caem na área da dúvida, como sexo oral, por exemplo".


"O que a gente precisa é de decência, sabedoria, comida e trabalho para as pessoas. E foda-se o resto. Eu não falo isso demagogicamente. Eu não preciso mentir, eu nunca menti. Quer dizer, eu já menti aqui e ali, mas não é aquela coisa: 'Oh, ele é falso... ele atira em sua própria gente para provar que não é um deles'. Isso tudo está voltando, a gente está no fim dos tempos".


"No Brasil, não dá mesmo pra separar homo de hetero, porque todo mundo sabe que brasileiro adora bunda, sexo anal".
"O ato sexual não tem nada a ver com sua opção. Tanto é que eu tive um filho e namorei mulheres".


"Não acredito que uma pessoa tenha definição de sua vida sexual até os 25 anos. A pessoa não está formada. Para mim, é absolutamente normal".


"Eu estou evitando remédio. O melhor remédio hoje em dia, para mim, é sexo, amor e saúde".


"O modelo hetero oprime as pessoas. Está na hora de se respeitar os direitos dos que têm sensibilidade diferente".


"Eu sempre gostei de meninos – eu gosto de meninas também -, mas eu gosto de meninos. Como é que não é natural?".


"Giuliano (filho de Renato) precisa de uma boa base, porque na nossa sociedade não existe espaço para uma criança filha de um roqueiro gay. Nós não temos um padrão de comportamento de pai e filho, mas temos uma dose de disciplina e respeito muito grande".


"O jovem é jovem desde que o mundo é mundo. O que eu acho um crime é a falta de perspectivas para o jovem no Brasil".
"Assumo que bebo: se eu não tiver uma ou duas doses, não saio de casa, nem subo num palco".


"Evite a primeira dose. Eu sempre fui alcoólatra. Eu tenho amigos alcoólatras e vejo o processo dessas pessoas".
"Vou escrever um livro quando chegar aos 50 anos. No fundo, quero ser imortal".


"Eu sou um monstro, não é? Eu sou arrogante, egoísta, ambicioso, pedante... Ah, eu me acho o máximo".


"Cigarro é foda! Eu estou tentando parar, mas não consigo: eu adoro. Além de ser um viciado, eu gosto".


"Queria ter gravado uns chorinhos em inglês, falando mal de todo mundo".


"Afinal, amar o próximo é tão demodè”.

A recompensa do Jornalismo

Escrito por Mhario Lincoln em 11/10/2014

O jornalista Syed Irfan Ashraf era um recém-chegado ao Vale do Swat quando conheceu Malala Yousafzai, em 2007. Na época, a menina que ganhou o prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira (10) era uma desconhecida garota de 10 anos de idade. O Swat, no norte do Paquistão, foi por anos uma área calma. Longe da fronteira com o Afeganistão, conseguia manter-se afastado de conflitos. O quadro mudou em 2007, quando o clérigo Maulana Fazlullah assumiu o controle do talibã na região. Com seu discurso antiamericano, Fazlullah estimulava a população a opor-se ao governo. Seus aliados tentavam impor aos moradores do Swat regras de convivência estritas, baseadas na lei islâmica. Ashraf queria contar as histórias das pessoas que viviam sob essas condições. Foi assim que os dois se encontraram.

Filha de um professor, Malala se parecia com suas colegas de classe. Suas amigas eram bem educadas, falavam bom inglês e demonstravam coragem ao conversar sobre a vida em Mingora, a cidade onde moravam. Malala se distinguia por sua coragem diante da câmera: “Apesar de tímida e reservada, Malala perdia toda a inibição diante das câmeras. Muitas de suas amigas eram inteligentes e corajosas ao conversar com as pessoas. Mas, no momento em que a câmera era ligada, calavam-se. Malala não”, diz Ashraf. Por causa disso, Ashraf entrevistou Malala e seu pai, Ziauddin Yousafzai, diversas vezes. Cultos, ambos pertenciam à etnia pashtun e viviam em uma isolada região rural. Para eles, a rara oportunidade de contar, em rede nacional, os problemas que viviam, compensava os riscos dessa exposição.

>> Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi dividem o prêmio Nobel da Paz

Malala era a garota certa para falar ao mundo o que acontecia em Mingora. Articulada, inteligente, corajosa. Os jornalistas souberam reconhecer essa qualidade. Em janeiro de 2009, a menina assumiu um blog na BBC, em que narrava seu cotidiano. Escrevia sob pseudônimo. No blog, contava que temia pela segurança de sua família.

Na mesma época, Ashraf foi procurado pelo jornal The New York Times. A intenção do jornal era fazer um documentário sobre a vida no Swat dominado pelo Talibã. O filme Class dismissed (Classe dispensada), feito por ele em parceria com o americano Adam Ellick, mostrou o rosto de Malala ao mundo e tornou a garota famosa. Malala começou a falar contra o talibã abertamente, e a defender um direito simples que tentavam lhe negar - o direito de, como menina, frequentar uma escola.

No dia 9 de outubro de 2012, um homem entrou no ônibus escolar que levava Malala de volta para casa. Perguntou às meninas no veículo quem era Malala. Sem esperar uma resposta, disparou contra a garota. A bala penetrou a têmpora esquerda. Contra todas as expectativas, Malala sobreviveu. Por três dias, Ashraf não conseguiu falar a respeito do ocorrido. Sentia que, ao expor a imagem da garota, ele havia colocado sua vida em risco. Era, por isso, um dos responsáveis indiretos pelo atentado: “Adam, do The New York Times, me telefonou: ‘Ela foi baleada por nossa causa’, disse a ele”.

Diante do Nobel da Paz, que Malala divide com o indiano Kailash Satyarthi, Ashraf diz que se sente feliz finalmente. Entendeu que a luta de Malala e os riscos que ela e sua família correram valeram a pena. No depoimento abaixo, Ashraf conta como conheceu Malala e como contribuiu para lhe dar voz. Deixa um recado: “Seja forte, Malala. Muitas meninas ainda esperam muito de você”.

FILE - In this file photo taken Friday, Sept. 27, 2013, Malala Yousafzai listens as Harvard President Drew Gilpin Faust introduces her to reporters at Harvard University in Cambridge, Mass. Children's rights activists Malala Yousafzai of Pakistan and Kai (Foto: ASSOCIATED PRESS)
Aos 17 anos, Malala tornou-se a mais jovem ganhadora do Nobel(Foto: ASSOCIATED PRESS)
"Se olhar para o Paquistão, você verá que 70% da população vive em áreas rurais. O Paquistão é uma nação de economia agrícola, e a população rural não consegue manter renda suficiente para sobreviver com dignidade. Trata-se de uma população conservadora, muito tradicional.
Pelos últimos 25 anos, a região nordeste do Paquistão esteve em conflito. Ali, as forças americanas atacaram a Al Qaeda e os talibãs no vizinho Afeganistão. Mas o vale do Swat, onde Malala morava, não é uma região de fronteira. Por anos, ele não foi diretamente afetado por esses conflitos. Isso mudou em 2007. Naquele ano, o exército do presidente Musharraf atacou uma madrassa – uma escola de formação religiosa. Eles acreditavam que o lugar servisse como esconderijo para terroristas. Foi quando Maulana Fazlullah surgiu para tornar-se o líder do talebã no Swat. Ele apareceu desafiando o Estado.
Fazlullah dizia ter estudado em uma madrassa. Para o povo, dizia: 'Nossas escolas religiosas não estão seguras neste país. O governo, um aliado dos EUA, está atacando nossas escolas'. Com esse discurso, ele passou a estimular o fundamentalismo e instigou seus seguidores a desafiar o Estado.
Foi em 2007 que eu comecei a trabalhar no Swat como jornalista. Fui para a região e ali passei a morar. Fui um dos primeiros a colocar Fazlullah diante das câmeras, para a Dawn Television, a rede de notícias para a qual eu trabalhava na época. Foi também quando conheci o pai de Malala, Ziauddin Yousafzai. Na época, eu raramente via Malala.
Em 2008, comecei a fazer reportagens sobre o que acontecia nas escolas. Eu sou um professor na universidade de Pashwar. Educação, para mim, tem muito significado. Quando decidi reportar o conflito que se desenrolava no Swat, tive logo o desejo de buscar pessoas que projetassem visões progressistas, para rejeitar e competir com as visões extremistas defendidas por Maulana Fazlullah e de outros clérigos como ele. Foi quando conheci Malala.
Ela nunca me parecera muito diferente de suas colegas. À primeira vista, era uma garota pashtun comum. Mas havia algo de diferente nela. Apesar de tímida e reservada, Malala perdia toda a inibição diante das câmeras. Muitas de suas amigas eram inteligentes e corajosas ao conversar com as pessoas. Mas, no momento em que a câmera era ligada, calavam-se. Malala não. Isso me fez gravar entrevistas com ela mais de uma vez.
Todo mundo tem algo a dizer. Quando começamos a conversar, todos querem falar alguma coisa. Àquela altura, não sabíamos exatamente quem nos ouviria. Por isso, não era como se Malala desafiasse todo o talibã, ou pedisse para que o mundo viesse nos ajudar. Ela era só uma criança querendo dizer algo sobre a maneira como vivia. O mesmo queriam várias outras garotas ali. Pelo simples fato de ir à escola, todas elas estavam desafiando os extremistas. Mas, diante das câmeras, Malala era diferente das outras meninas. Malala era corajosa. E a mídia soube usar essa coragem.
Um dia, os talibãs disseram que as meninas não poderiam mais ir às escolas. Quando soube da proibição, notei que havia ali uma boa história, e telefonei para Ellick, do New York Times. O risco era grande, mas achei que nós conseguiríamos filmar as ações daquele primeiro dia sem escola. Achei que eu não seria morto porque, se fosse pego, os talibãs não me matariam de imediato. Eu pediria que eles me levassem a seus líderes e, por causa da relação que havia mantido com eles, por tê-los ouvido, eles me deixariam viver.
Cheguei em Mingora por volta das 5 da manhã. Havia conversado com o pai de Malala sobre as gravações. Mas, quando chegamos, ele resistiu. Mesmo assim, consegui fazer as imagens daquele dia e gravamos o documentário (Class dismissed). O que me deixava muito esperançoso era que eu não estava focando o documentário nos extremistas. Eu focava no direito à educação. Eu queria que as pessoas soubessem que, num canto do mundo, as meninas tinham sido proibidas de ir à escola. Não queria levar o documentário além disso, e pedi ao The New York Times que fizesse o mesmo. O meu temor era de que, se mostrássemos a violência no Swat, a família de Malala seria ameaçada. Um mês depois, quando o jornal lançou o vídeo, ele estava repleto de violência.
Eu havia pedido – se precisarem explicar o contexto, borrem as imagens. Não podíamos tornar aquela família uma vítima do talibã. O que me preocupava na época era a segurança dos mais velhos. Não estava preocupado com Malala porque, na cultura pashtun, as crianças não são assassinadas. Não me passava pela cabeça que alguém fosse tentar matar Malala. O The New York Times me mandou duas ou três cópias do documentário. Eu não as mostrei para ninguém.
Eu acredito que a mídia é irresponsável ao opor pessoas boas a pessoas ruins. A questão é que, em alguns casos, as pessoas boas são civis desarmados, vivendo sob ameaça nessas áreas perigosas. E você as expõe.
Depois desse documentário, Malala virou uma estrela midiática no país, e passou mesmo a desafiar os talibãs. Então, Malala foi baleada. Por três dias, eu não consegui falar a respeito. Adam, do The New York Times, me telefonou: “Ela foi baleada por nossa causa”, disse a ele.
Agora, eu posso me sentir feliz.
Tempos turbulentos moldaram Malala e, agora, ela pode inspirar a todos nós. Malala é uma pessoa em meio a milhares de outras que resistiram. Não é que ela não tivesse medo do que acontecia no Swat. E o mesmo vale para seus pais e para todos nós. Ao ver tantas pessoas sofrendo nas mãos de talibãs, enquanto o governo interpretava o papel de um espectador impassível, muitos como ela se reuniram para reagir. Malala era jovem, brilhante, articulada e, acima de tudo, corajosa o bastante para dar voz a todo aquelas preocupações que prevaleciam na época. Quando Malala foi baleada, pensei que aquilo tudo não valera a pena. Mas agora, quando ela recebe o Prêmio Nobel da Paz, só posso ficar feliz.
Não acho que Malala foi a única a ser premiada hoje. Todas as crianças – daquelas que vivem no Swat àquelas que vivem em qualquer outra vila no Paquistão ou na África – ganharam a esperança de que aquilo que elas fazem para mudar sua situação em um nível local, um dia, será reconhecido globalmente. Alguns desses esforços podem não ser reconhecidos prontamente. Mas eles vão se unir a outros esforços para provocar mudanças em diferentes níveis na sociedade.

Malala lutou contra muitas formas de opressão: ao nascer mulher em uma comunidade pashtun tradicional, em um vilarejo marginalizado, ela mostrou que suas desvantagens de casta, gênero e geográficas não bastam para impedir alguém como ela de se tornar uma inspiração.

Eu desejo que todas as crianças tenham pais como os de Malala, que a apoiaram em suas aspirações. A família dela é um modelo a ser seguido por outras famílias do Swat, porque eles nunca desestimularam Malala ou tentaram fazê-la parar. Ao contrário, eles a encorajaram a tomar parte da discussão sobre os problemas do Vale e a expressar suas opiniões na mídia em um momento em que o governo e os militares se acovardavam e evitavam falar sobre o que acontecia no Vale.

Só posso desejar a Malala e a sua família tudo o que houver de melhor. E que, agraciada por esse prêmio, Malala tenha ainda mais forças para lutar pela educação. Seja forte, Malala. Muitas meninas ainda esperam muito de você".

 

Original: Época

Especial: A pena do Pavão

Escrito por Mhario Lincoln em 09/10/2014

(*) Prof. José Claudio Pavão Santana
Publicado em outubro 9, 2014

 

"Democracia é um sistema que exige (não pede) a convivência de divergências. Alias, aquele documento de que falei (a Constituição da República) já prevê como fundamento (artigo 1, item V). Portanto, a democracia não significa que ninguém seja obrigado a acreditar em mentiras que pretendem desvirtuar a realidade do país, que envolvam o partido do governo em vasta, ampla, enorme..grande (para chegar ao objetivo didático) rede de corrupção que envolve os diversos setores estratégicos."

 


Contribuindo para minimizar o número de "inocentes (in) úteis", sem importar professores de cuba.
Há gente que nem precisa dizer que vota na candidata do apedeuta.
Basta verificar a inconveniência que já da pra sacar.

É óbvio que não são todos. Há os ignorantes, os bucéfalos, há os dementes e até os intelectuais úteis.
Embora da carreira do magistério, ministro aula só na Academia. Hei por bem abrir uma exceção para esclarecer a algumas dessas pessoas (vejam: não são todos; só a maioria) pontos fundamentais.

Linha do tempo não é um espaço diante da fábrica onde você toma cachaça. Muito menos um espaço com ar condicionado onde são sorvidas taças de Romanée-Conti. Cada um tem a sua. Portanto, linha do tempo não é bunda que todos têm, e alguns saem dando de qualquer jeito e em qualquer lugar.

Opinião é diferente de agressão. Agressão pode ser desde “cumpanhero”(e aí temos uma agressão ao idioma), ou simplesmente “eu não conheço”, “eu não vi”, “eu nunca falei com ele” etc., e neste caso, a opinião não passa de uma mentira repetida.

Eleição é uma das formas de manifestação do Poder Constituinte Derivado, aquele que da fundamento à Constituição da República (artigo 1, parágrafo único, combinado com o artigo 14). Aqui é necessário ser ainda mais didático.

Eu sei. É difícil compreender a palavra eleição que não passe pelo método de levantar o braço, única forma “democrática” conhecida pelo inspirador de algumas dessas pessoas: falo do apedeuta.
Constituição é um documento formal (porque está escrito) e material (porque contém decisões político-jurídicas) feitas pela Assembleia Nacional Constituinte.

Não custa lembrar que esse documento fundamental para o Estado Democrático de Direito é o mesmo que o Lula quis que não fosse aplicado para o Sarney em determinado momento da história e que o próprio também sugeriu que não fosse aplicado ao Lula. Se tivesse sido cumprida, hein?!

Democracia é um sistema que exige (não pede) a convivência de divergências. Alias, aquele documento de que falei (a Constituição da República) já prevê como fundamento (artigo 1, item V). Portanto, a democracia não significa que ninguém seja obrigado a acreditar em mentiras que pretendem desvirtuar a realidade do país, que envolvam o partido do governo em vasta, ampla, enorme..grande (para chegar ao objetivo didático) rede de corrupção que envolve os diversos setores estratégicos.

Majoritária é só a decisão como expressão numérica. Portanto, minorias têm o direito protegido porque, caso contrário, teríamos apenas uma opressão disfarçada, essa que quase sempre é expressa levantando-se um dos braços ou, mais recentemente, com a compra de votos no Congresso Nacional, como declarou o Supremo Tribunal Federal.

Esclarecidos este pontos penso ter contribuído, sem precisar mandar buscar nenhum professor em Cuba, para por os pingos nos “is”. Mas fica uma sugestão.

Assim como o dinheiro púbico serviu para pagamento de multas fixadas pelo STF em condenações definitivas a membro do partido do governo quem sabe fosse útil ao país e ao mundo contratar um (ou uma) para não dizerem que sou politicamente incorreto, embora esteja falando de gênero e não de espécie) professor (a) que ensine moral e civismo, português, matemática e ética. Ajudaria bastante.

 

(*) Pós-Doutorado na Universidade de Coimbra

Doutor em Direito do Estado (Direito Constitucional PUC-SP

Mestre em Direito FDR-UFPE
Membro efetivo do IBEC
Membro efetivo da AMLJ