TEXTOS, CONTEXTOS E PRETEXTOS

Escrito por Mhario Lincoln em 09/10/2014

Do Blogger no Geleia General

original do texto

Clóvis Campêlo. (Convidado do editor).

 

Dizem que o poeta João Cabral de Melo Neto, no final da vida, aborrecia-se quando vinha ao Recife por conta do número excessivo de poetas novatos a querem lhe mostrar seus textos. Como se já não lhe bastasse o séquito de puxa-sacos e falsos admiradores a querer desfrutar da sua intimidade. O poeta que voltava sempre em busca de paz e do tempo perdido (o Recife do seu tempo já lhe era um retrato pendurado na parede) não suportava os ruídos da modernidade recifenses a lhe açodar os ouvidos. Morreu, aliás, sem que nunca o deixassem em paz.
Penso nisso sempre que ouso enviar meus textos para outros poetas e escritores, críticos literários e amigos mais aguçados. Mas, para que nos serviria um texto se não fosse para ser lido e interpretado por outras almas e discernimentos? A inquietação de querer estabelecer um diálogo com o outro é legítima, do mesmo modo que também é legítima a recusa do outro em fazer qualquer leitura ou mesmo qualquer interpretação por mais superficial que seja de um texto com o qual não se identifique.
Escrever e fazer poemas não é fácil, camaradas. Pois, como dizia Mário de Andrade, há sempre uma gota de sangue em cada um deles. Ao poeta cabe escrever para expor a sua cosmovisão, para contrapor ao mundo real a sua proposta cósmica. Esse é o primeiro e, às vezes, angustiante momento. Encorpada a concepção, cabe ao poeta buscar identidades, tanto no sentido de dar autenticidade ao seu esboço quanto no sentido de compor agrupamentos.
Afinal, ao sonho solitário talvez só caiba o esquecimento. Como já disse outro poeta pernambucano, Carlos Pena Filho, é dos sonhos dos homens que se constrói o mundo. Complementando com ousadia, eu diria que é dos sonhos dos homens e da perspectiva de lucro do mercado com ele. Mas esse é um pequeno detalhe que cabe ao poeta resolver no seu íntimo e impedir que se transforme em empecilho ou transtorno para as suas pretensões de poeta.O poeta não tem o direito de apenas ser um nefelibata. Deve também domar o lado selvagem da vida.
Hoje, com o advento da internet e de outras mídias de massa temos vias bilaterais para expandir a informação. Já não somos mais passivos receptores a aguardar que nos bombardeiem em sentido único. Pode o poeta e escritor também emitir a sua mensagem. Pode optar por divulgar os seus textos apenas na grande rede, sem a necessidade de editar livros que na maioria das vezes não tem como escoar nem introduzir no mercado literário. Livros que custarão caro e que sem ter como serem distribuídos, com certeza, encalharão nas prateleiras de alguma estante doméstica, sem direito a público ou reconhecimento.
Escrever e fazer poemas não é fácil, camaradas. Ser uma referência para poetas e escritores iniciantes, também não. Que o diga o poeta João Cabral de Melo Neto. Ele tinha razão. Os mortos sempre tem razão. Viver e poetar é para quem pode!

O conselho de Benjamin Steinbruch

Escrito por Mhario Lincoln em 08/10/2014

google imagensPara Benjamin Steinbruch, presidenciáveis deveriam focar no que é importante e urgente no Brasil: As reformas estruturais.


Para o Presidente da Fiesp, se os candidatos apresentassem propostas de mudanças no sistema político, tributário e trabalhista, com ajuda de um plebiscito, demonstraria uma real possibilidade de governo de “cara nova”

Em artigo no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (07/10), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, faz sua análise do que se deveria esperar para o segundo turno das Eleições Presidenciais.

Pensar no país deveria ser a missão mais importante dos brasileiros nas próximas duas semanas, pontua Benjamin. E para os dois candidatos que vão concorrer no segundo turno ele recomenda que se concentrem em mostrar o que pretendem mudar no país. “Não estou pedindo que ambos divulguem um calhamaço de mil páginas, com propostas que poucos terão tempo e paciência para ler. Basta fechar o foco no que é importante e urgente no Brasil de hoje: reformas estruturais”, sugere.

Steinbruch também destaca que a falta de confiança que impera no país não é exclusiva dos empresários. “É também daqueles que compram: estão inseguros para continuar comprando e com isso fazem a economia andar para trás”, afirma.

Na avaliação do presidente da Fiesp, qualquer que seja o eleito, o novo presidente precisará ter um compromisso com as reformas e com a maior urgência. “Cada vez mais me convenço de que essas reformas precisam ser feitas à jato, no início de mandato, para aproveitar o capital político adquirido nas urnas, ainda que a implementação ocorra de forma gradual”.

Steinbruch pontua as três reformas, difíceis de implementar, porém necessárias: a reforma política, a reforma tributária e a reforma trabalhista.

“Que tal se os candidatos, nas próximas duas semanas, apresentassem suas propostas para essas três reformas básicas? Faríamos então uma espécie de plebiscito, cujo resultado não poderia ser contestado”, sugere. Na visão de Steinbruch, uma decisão como essa faria o governo começar de cara nova.

Texto completo em:  http://www1.folha.uol.com.br/colunas/benjaminsteinbruch/2014/10/1528534-cara-nova.shtml 

 

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Recuperado em: Agência Indusnet Fiesp

 

 

Os Mitos e Verdades na Eleição

Escrito por Mhario Lincoln em 08/10/2014

google imagensSe a maioria dos eleitores votar nulo, a eleição é cancelada?

Não. O que define uma eleição são os votos válidos. Os votos nulos e brancos não são válidos e, portanto, não são computados no resultado final do pleito. Se a maioria dos eleitores votar nulo, ganhará o pleito o candidato que tiver o maior número de votos válidos.

Crianças pequenas podem acompanhar os pais durante a votação na urna?

Não. Só uma pessoa pode ter acesso à urna por vez. O eleitor só pode entrar na cabine de votação acompanhado se tiver alguma dificuldade para exercer o voto, como um problema de locomoção ou de visão.

 

Se eu estiver na fila para votar, e o chefe da seção me chamar para assumir o lugar de alguém que faltou, eu sou obrigado a ficar?

Sim. Entretanto, existem hipóteses de impedimento para ser mesário. Segundo a legislação eleitoral, não podem ser mesários os candidatos, seus parentes e também os cônjuges; os membros de diretórios de partidos políticos, caso exerçam função executiva; as autoridades e os agentes policiais, bem como os funcionários no desempenho de cargos de confiança do Executivo; os que pertencem ao serviço eleitoral e os eleitores menores de 18 anos.

 

É proibido distribuir boné, chaveiro, camisa e caneta de candidato?

Sim. É proibida pelo TSE a distribuição de brindes que proporcionem vantagens ao eleitor, o que inclui camisetas, chaveiros, bonés, canetas, entre outros. O candidato pode responder por compra de voto e ser punido com pena de até quatro anos de reclusão, além de perda do registro ou do mandato.

 

Um candidato pode se eleger com menos votos do que outro?

Sim. Nas eleições para prefeito, governador e presidente é necessário que o candidato tenha pelo menos 50% dos votos mais um, ou seja, a maioria, para ser eleito.

Porém, no pleito para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, o mais importante para a eleição de um candidato é o total dos votos recebidos pelo partido ou pela coligação (os dois primeiros números que o eleitor digita na urna). Quanto mais votos o partido ou a coligação receber, a mais vagas terá direito. Com um número maior de cadeiras, o partido elege a sua lista de candidatos mesmo que, em outra legenda, haja alguém com mais votos. É o caso da eleição de Tiririca (PR) à Câmara Federal, em 2010. Com 1,3 milhão de votos, ele conseguiu, além de ser eleito, puxar mais três deputados. Por outro lado, Luciana Genro (PSOL) não conseguiu ser reeleita à Câmara Federal em 2010, apesar de ter recebido 129 mil votos, porque seu partido não atingiu o coeficiente eleitoral.

 

Ninguém pode ser preso durante o período eleitoral?

Desde cinco dias antes (ou seja, a partir da última terça) e até 48 horas depois do encerramento das eleições, nenhum eleitor pode ser preso, exceto em casos de flagrante ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Candidatos, mesários e fiscais de partido não podem ser presos desde 15 dias antes das eleições, salvo no caso de flagrante.

 

No dia das eleições, eu posso usar camiseta ou adesivo do meu candidato?

Sim. É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato com o uso de bandeiras, broches e adesivos. O eleitor pode usar camiseta desde que ele mesmo a tenha feito ou tenha mandado fazer. Desde as eleições de 2006, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a confecção e distribuição de camisetas, bonés e brindes em geral por comitês ou candidatos. Não há proibição para adesivos.

 

Qualquer profissional que comprovar que esteja trabalhando no dia das eleições pode "furar a fila" na hora de votar?

Não. O Código Eleitoral determina que têm preferência para votar os candidatos, os juízes eleitorais, seus auxiliares, os servidores da Justiça Eleitoral, os promotores eleitorais, os policiais militares em serviço, os eleitores maiores de 60 anos, os doentes, os eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida e as mulheres grávidas e lactantes (que estejam amamentando).

 

É permitida a venda de bebidas alcoólicas no dia da eleição?

Essa decisão cabe a cada Estado. No Rio Grande do Sul, não há proibição, pela Justiça Eleitoral, de venda ou consumo de bebidas alcoólicas no dia das eleições.

 

Posso tirar uma selfie na frente da urna ou fotografar meu voto?

Não. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é proibido fotografar a urna no momento de votação. Ao votar, é preciso deixar celulares, filmadoras e outros aparelhos eletrônicos próximos aos colaboradores responsáveis pela seção eleitoral. Quem publicar imagens ou fotos do voto em redes sociais está sujeito a sanções que vão até dois anos de detenção.

 

Matéria recuperada do jornal ZeroHora/RGS

01/10/2014 

 

F1=Vettel embolsará R$75Mi/ano

Escrito por Mhario Lincoln em 07/10/2014

google imagensJornal alemão diz que Vettel receberá R$ 75 milhões por ano na Ferrari.
Salário aumentará de 16 milhões de euros na RBR para 25 milhões de euros no time italiano. Alonso deve receber 35 milhões na McLaren e se manter como piloto mais bem pago.


Por GloboEsporte.com
Berlim

Foto não original do texto: (Google imagens)


Nenhum comunicado oficial foi feito até agora por parte da Ferrari ou de Sebastian Vettel, mas a ida do piloto alemão para a escuderia italiana já é tida como certa no circo da Fórmula 1. Segundo o jornal alemão "Bild", o atual tetracampeão mundial da categoria assinou contrato de três anos, que poderá ser prolongado por mais dois, e receberá 25 milhões de euros (cerca de R$ 75 milhões) por temporada.

Vettel tinha contrato válido com a RBR até o fim de 2015, mas uma cláusula de desempenho possibilitou sua saída precoce, diante da performance irregular da equipe ao longo do campeonato. Este ano, o alemão teria recebido 16 milhões de euros (R$ 48 milhões) para correr sua sexta temporada pela escuderia austríaca.

Além de ter um aumento substancial de salário com sua transferência para a Ferrari, o tetracampeão ganhará mais do que Alonso recebe atualmente no time italiano, 20 milhões de euros (R$ 60 milhões) por ano. O espanhol, no entanto, deve continuar como piloto mais bem pago da categoria, já que pede a quantia de 35 milhões de euros anuais (R$ 106 milhões) para voltar à McLaren.

Após passar seis anos na RBR e conquistar quatro títulos mundiais com a equipe austríaca, Vettel surpreendeu os torcedores ao anunciar sua saída na semana passada. O alemão de 27 anos ainda não está autorizado a falar abertamente sobre seu destino, mas a ida para a Ferrari foi antecipada pelo chefe da RBR, Christian Horner. Sem rodeios, o dirigente afirmou aos jornalistas que o piloto irá substituir Fernando Alonso a partir de 2015, com a missão de reerguer o time de Maranello, que passa por uma das fases mais difíceis de sua história.

E os Barões da Política???

Escrito por Mhario Lincoln em 07/10/2014

Como ficaram os barões da política depois das eleições
Alagoas, Pará e Maranhão têm famílias que tradicionalmente ocupam os cargos políticos locais

07/10/2014 

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado/Divulgação /Jornal Zero Hora


Como ficaram os barões da política depois das eleições.


Filho do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito para o governo de Alagoas

Em estados historicamente relacionados ao poder de famílias, houve quem reforçou e perdeu influência política. Confira o panorama abaixo:

ALAGOAS

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), reforçou sua base de influência política em Alagoas. Renan Filho (PMDB) foi eleito governador no primeiro turno, com 52,16% dos votos. A família Calheiros ganha reforço de outro nome conhecido da política brasileira: Fernando Collor de Mello (PTB). Ele foi reeleito para mais oito anos de mandato no Senado por Alagoas, superando a concorrente Heloísa Helena (PSOL). Renan Filho e Collor, aliás, integraram a mesma chapa.

Em entrevista a uma emissora de TV local após a definição, Collor agradeceu os votos e declarou apoio à presidente Dilma Rousseff (PT), que enfrentará Aécio Neves (PSDB) no segundo turno.

— As pessoas dizem que ela não teria o carisma de um presidente, mas não é isso que está em jogo. Passamos por uma crise internacional, com registros de desemprego em massa na Europa, o que não ocorre no Brasil. Isso tem de ser lembrado — disse.

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Partidos como PT e PC do B apoiaram Collor, que também recebeu reforço de parte dos aliados de Benedito "Biu" de Lira (PP), rival de Renan Filho na disputa pelo governo. A campanha ao Senado em Alagoas foi marcada pela grande diferença de estrutura e de recursos das duas principais candidaturas.

O ex-presidente gastou R$ 1,7 milhão nos dois primeiros meses de campanha - espalhou propaganda por todo o Estado e deslocava-se de helicóptero nas idas ao interior. A situação foi oposta à de 2006, quando Collor foi eleito pelo PRTB com apenas 27 segundos de tempo de TV.

Na época, derrotou nas urnas o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), hoje seu aliado. Heloísa Helena (PSOL) gastou cerca de R$ 50 mil na campanha. Dirigiu o próprio carro em viagens e montou comitê na casa de seu primeiro suplente, em Maceió.

 

PARÁ

Foi um pouco mais de 1% de votos a diferença que acirrou projeções para o segundo turno no Pará. Com 48,48%, o atual governador, Simão Jatene (PSDB), tenta ocupar o cargo pela terceira vez em disputa contra Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho que venceu o primeiro turno da eleição estadual com 49,88%.

A campanha tem sido tumultuada no Pará. Na semana passada, Jatene e Barbalho ampliaram os ataques, acirrando os ânimos entre eleitores e cabos eleitorais. Em Belém, houve brigas em campanhas na rua, acusações de vandalismo e um homem disse ter sido espancado por seguranças da coligação de Barbalho. Segundo o TRE, durante a campanha houve 600 denúncias e 120 ações judiciais. Cerca de 20 mil homens da força federal atuaram no domingo em 56 municípios do Pará para evitar confrontos e crimes eleitorais.

 

MARANHÃO

Um sentimento de mudança pode ter gerado no Maranhão o encerramento de um ciclo de quase 50 anos de poder nas mãos do grupo político liderado pela família Sarney. Edison Lobão Filho (PMDB), que era apoiado pelos Sarney, perdeu para Flávio Dino (PC do B).

— Quero mandar um recado para todos os fascistas do Brasil: um partido comunista vai governar um Estado brasileiro. Será interessante ver ser aplicada pela primeira vez uma experiência de governo democrático e popular baseado na soberania dos pobres — disse Dino, que venceu em primeiro turno a eleição para governador com 63,52% dos votos contra 33,69% de Lobão Filho.

Flávio Dino havia sido derrotado por Roseana Sarney em 2010. Para esta eleição, contou com o apoio dos principais partidos de oposição e antigos aliados da chamada "oligarquia", como o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que rompeu com Sarney em 2004. Entre os partidos da aliança, está o PSDB, em acordo articulado com o candidato à presidência, Aécio Neves, que visitou o Estado e esteve com Dino. O custo declarado da campanha de Lobão Filho foi de R$ 5,6 milhões, ante R$ 3,3 milhões de Dino.

Feliciano e Bolsonaro supervotados

Escrito por Mhario Lincoln em 07/10/2014

O que a supervotação de Jair Bolsonaro e Marco Feliciano revela sobre o Brasil
Políticos conservadores foram campeões de votos, mas defensores de assuntos como casamento gay e aborto também se fortaleceram

 

por Débora Ely
07/10/2014 

Foto: Lucio Bernardo Jr.,Câmara dos Deputados/Divulgação

 


ZeroHoraO que a supervotação de Jair Bolsonaro e Marco Feliciano revela sobre o Brasil.

Jair Bolsonaro (PP) foi eleito o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro nas eleições 2014 e Marco Feliciano (PSC), o terceiro candidato a deputado federal mais votado em São Paulo
Foto: Lucio Bernardo Jr.,Câmara dos Deputados / Divulgação
Duas das figuras mais polêmicas dos últimos quatro anos no Congresso Nacional somaram, juntas, pouco mais de 860 mil votos: Jair Bolsonaro (PP), campeão de votos no Rio de Janeiro, e Marco Feliciano (PSC), em terceiro lugar em São Paulo. A título de comparação, é como se oito em cada 10 eleitores de Porto Alegre votassem em um ou outro.

À primeira vista, campeões de votos conservadores sugerem que as urnas se posicionaram contra temas como regulamentação do casamento gay, do aborto e legalização das drogas. Mas o avanço de figuras conhecidas pela defesa dessas propostas também foi significativo: Jean Wyllys, por exemplo, aumentou em 10 vezes sua votação, obtendo 144 mil eleitores.

Ou seja: o debate esquentou.

— No fundo, esse embate entre conservadores e ativistas LGBT dá votos para os dois lados. Chama a atenção que Feliciano e Bolsonaro foram campeões de voto, mas também foram os dois que mais tiveram exposição na mídia. Há um segmento conservador que, ao vê-los combatendo figuras mais progressistas, se identifica — diz o cientista político e professor da PUC-Rio Ricardo Ismael.

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Coordenador do Centro Brasileiro em Pesquisas em Democracia da PUCRS, Rafael Madeira aponta que tanto defensores de bandeiras minoritárias e polêmicas, quanto perfis mais conservadores usam das redes sociais para difundir suas ideias. Para o cientista político, a rejeição aos candidatos é proporcional à polêmica dos discursos que defendem — e quanto mais tradicional a posição, mais fácil a aceitação.

— O Bolsonaro reflete uma fatia da sociedade brasileira que ainda é bastante conservadora e é uma das figuras que está conseguindo transformar isso em capital político, mas chama a atenção que também existe espaço para um discurso mais progressista. Um caso é a eleição de Manuela D'Ávila no Estado. Existe espaço para os dois discursos, mas, se formos medir em termos de eleitorado, o conservador é muito maior — avalia.

Apesar de relativizar o poder das redes sociais, o doutor em Comunicação Política e professor da Unisinos Sérgio Trein aposta que as urnas deram um recado: o de que a sociedade se sentiu desconfortável com as manifestações do ano passado.

— A resposta é de que os temas polêmicos ainda incomodam muito — diz.

Votar NULO é uma boa?

Escrito por Mhario Lincoln em 07/10/2014

 

 

Votar em Branco ou Anular o Voto?

(*) Sabrina Waideman

Tanto uma ação quanto a outra invalidam EXCLUSIVAMENTE o seu voto. E isso quer dizer que você abre mão de escolher quem irá lhe representar ou quem irá governar o seu estado e o seu país. Ou seja, você estará passando uma procuração para que pessoas que você nunca viu escolham inclusive, o político que governará o país.

Veja tudo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ci5KJV_Y-2k#t=15