"SEGURANÇA PÚBLICA"

Escrito por Mhario Lincoln em 29/05/2014

VALÉRIA FERNANDES

 

 

A inércia do poder público em relação a falta de segurança é um desalento a sociedade que já se arrasta por longas datas.


Segurança pública, saúde, educação sempre foram prioridades nas campanhas eleitorais que nunca passaram de falsos discursos e promessas milagrosas.


A falta de segurança é um conjunto de fatores que requerem soluções rápidas e eficazes. É preciso que haja planejamentos de recursos para serem executados ao menos minimizando a violência.


Artigo 6o da C.F.(Constituição Federal) diz: "Segurança é direito do cidadão e dever do estado."

É preciso mais investimentos em infraestrutura em delegacias, viaturas, armamentos e mais efetivos na polícia, possibilitando através de concursos públicos.

Que haja mais policiamento efetivamente nas fronteiras combatendo o tráfico de drogas e de armas. O C.P.(Código Penal) já se arrasta desde 1940 e precisa ser repensado e reformulado mais, de acordo com nossa atual realidade.


Leis que deveriam resguardar mais o cidadão de bem, enquanto que na maioria das vêzes, favorece o miliante. Hoje na sociedade os crimes com maiores atrocidades sao do "Menor Infrator".

Os "pseudos" menores, que são amparados pelo o E.C.A.(Estatuto da Criança e do Adolescente). Lei 8.069 d 13 de Julho de 1990. é um ordenamento jurídico que tem como objetivo e proteção integral do "Menor" e ressaltando que a Lei dá o direito do menor a votar. Mas protege, em não pagar pelos seus delitos.


Hoje a violência tem sido uma verdadeira guerra civil, vidas sendo dissipadas e nenhuma providência eficaz do poder público para coibir os crimes que assolam a sociedade.


Hoje o Brasil está no ranking entre Países mais violentos.


Mas a violência e a miséria precisam ser atacadas com a ferramenta chamada "EDUCAÇÃO". Se o poder público não investir no ensino de qualidade, fundamental e superior, continuarão o índice de analfabetismo.


A pobreza e o analfabetismo gera sempre uma polêmica, que os próprios especialistas jurídicos e psiquiatras acreditam que haja uma relação aos crimes.


Hoje o maior desafio dos 200 milhões de brasileiros é driblar a violência para continuarmos vivos.
A segurança pública no Brasil é direito d todos e responsabilidade da União, Estados e Municípios.

 


VALÉRIA FERNANDES

Consultora Política

Goiânia- GO

A marca Pictórica de Kate

Escrito por Mhario Lincoln em 29/05/2014

Kate Helena Sento Sé

@zakate 

Quer saber? Vou falar...eu sou mãe, pai, filha, irmã e tia, dona de casa, artista plástica, consultora de beleza, metida à chef de cozinha. Pronto, falei! Lauro de Freitas - BA

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O autor é jornalista sênior e editor do partilhabr.com.br:

 

(*) Mhario Lincoln

 

Fiz uma rápida análise sobre o insigth de Kate Helena Sento Sé (foto) em sua plasticidade de cores, telas e pincéis. A tendência interdisciplinar de brincar com sua apurada técnica de retratos faz dela quase um anti-ícone da realidade de uma arte que pouco se divulga hoje em dia com tantos selfies eletrônicos. 

Mas a coragem e a qualidade de suas pinturas, sob um olhar pessoal, irrestrito e intransferível, faz de sua arte algo que deve ser admirado mesmo com selfies e a contemporaneidade da era virtual.

Na verdade, as peças que vi, assinadas por Kate Helena são de arte pictórica. Aliás isso me remete imediatamente a coisas que vão além da cor na tela branca. Um trabalho pictórico bem feito vai ao encontro de uma representação da essência interior de quem está sendo retratado, do ponto de vista do artista (aí o talento) e não apenas a aparência externa.

Essa definição acima também me remete imediatamente a Aristóteles, que diz: "O objetivo da arte não é apresentar a aparência externa das coisas, senão o seu significado interno; pois isto, e não a aparência e o detalhe externos, constitui a autêntica realidade".

Destarte afirmo que não há incluída em bons artistas, uma profissão. Mas uma extensão da vida desses artistas. Claro que ninguém é uma ilha e assim, nada melhor que compor seu próprio universo desenhando ou pintando aqueles que flutuam na memória ou integram seu dia-a-dia de forma expressiva.

Pintar retratos não se prende somente à disposição de receber em troca por encomendas pré-determinadas, como alguns analistas ainda replicam essa ultrapassada forma de enxergar o artista pictórico. Claro que isso era um lugar comum durante toda a Antiguidade clássica e toda a Idade-Média, quando o artista era classificado como trabalhador manual e artesão – numa estrutura social que não reconhecia a dignidade do trabalho manual.


Hoje, mesmo com a insistência de críticos obtusos, a arte pictórica é muito mais, como, até, traduzir em cores e traços a saudade que o personagem traz ao artista. É óbvio que existem os extremos, claro.
 O retrato de Dorian Gray é um exemplo: Mostra a obsessiva relação entre o jovem retratado Dorian e seu retrato, feito pelo pintor Basil.

Há aqueles que acreditam que a arte pictórica é difícil de fazer. Claro, pelas imagens que recebo das obras de Kate Helena, vislumbro muito mais, já disse, que cabeça, tronco e membros. Vejo arte de qualidade que exprime a alma de quem se deixa retratar por essa talentosa artista. Daqui, meus parabéns.

Os Mitos e o Câncer

Escrito por Mhario Lincoln em 27/05/2014

“Não acredite em tudo que se lê na internet” é a máxima do nosso tempo. Embora as pessoas saibam que muita besteira circula por aí, alguns fatos são apresentados tão persistente e constantemente que começam a parecer verdade. Muitos nem sequer procuram saber mais sobre o assunto – apenas o tomam como verdadeiro.

Neste artigo, queremos corrigir 10 mitos sobre câncer que aparecem regularmente no cotidiano das pessoas. Aqui, vamos nos guiar pela evidência, e não pela retórica ou anedota, para descrever o que as pesquisas realmente mostram sobre o tema:


5 mitos ambientais que muitas pessoas ainda acreditam

 

 

 

 

hypescienceMito 1: O tratamento do câncer mata mais do que cura

 

Quimioterapia, radioterapia ou cirurgia – o tratamento para o câncer não é fácil, não é gostoso, e às vezes não funciona.
Cirurgia ainda é o tratamento mais eficaz que temos para o câncer, desde que seja diagnosticado cedo o suficiente para uma operação ser feita. Radioterapia ajuda a curar mais pessoas do que drogas contra o câncer. A quimioterapia e outras drogas de câncer têm um papel muito importante ajudando ou a curar a doença, ou a prolongar a sobrevivência do paciente.
Apesar disso, baboseiras como a “quimioterapia é apenas 3% eficaz” ainda são lidas por aí. Claro que isso é mentira.
É importante ressaltar que, em um número crescente de casos, as drogas funcionam. Por exemplo, mais de 96% de todos os homens hoje são curados de câncer testicular, em comparação com menos de 70% na década de 1970, graças em parte a uma droga. E três quartos de crianças com câncer são curadas agora, em comparação com cerca de um quarto na década de 1960, a maioria delas diretamente graças à quimioterapia.
Sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer até que tenhamos tratamentos eficazes para todos os tipos de câncer. É importante que os médicos, os pacientes e suas famílias sejam realistas e honestos sobre as melhores opções de tratamento, especialmente quando o câncer está muito avançado. Mas uma coisa é certa: piorar a doença, o tratamento não vai.

 


hypescienceMito 2: Superalimentos previnem o câncer

Mirtilo, beterraba, brócolis, alho, chá verde… Apesar de milhares de sites afirmarem o contrário, não existe um “superalimento” que cura câncer. Esse termo pode ser usado por cientistas para falar de alimentos nutritivos que podem fazer bem para sua saúde, mas no geral é usado como marketing para vender produtos sem base científica.
Claro, quanto mais alimentos saudáveis você comer, melhor. Mas nossos corpos são complexos, o câncer também, e por isso é uma simplificação grosseira dizer que qualquer alimento por si só poderia ter uma grande influência sobre a sua chance de desenvolver a doença.
O acúmulo constante de evidência ao longo de várias décadas de pesquisa aponta que a melhor maneira de reduzir seu risco de câncer é através de uma série de comportamentos saudáveis a longo prazo, como não fumar, manter-se fisicamente ativo, manter um peso saudável e evitar bebidas alcoólicas.

 

Por que políticos mentem?

Escrito por Mhario Lincoln em 20/05/2014

Esquerda e direita diante da ética contemporânea: Livro recente sugere: mesmo torturadores, ou especuladores financeiros, precisam amparar-se em valores considerados legítimos. Alguns destes ainda reforçam obediência, autoridade e religião.

 

 

 

Por Ladislau Dowbor | Imagem: Herakut 

Original de: Outras Palavras/CartaCapital

 

"Mentimos, trapaceamos e justificamos tão bem que
passamos a acreditar honestamente que somos honestos"
Jonathan Haidt

 

 

HerakutÉ difícil traduzir a expressão inglesa self-righteousness. Expressa a profunda convicção de uma pessoa de que domina os outros da altura da sua elevada postura ética. Em geral leva a comportamentos estreitamente moralistas e intolerantes. E frequentemente vemos atos violentos justificados com fins altamente morais. Não há barbárie que não se proteja com argumentos de elevada nobreza. Sentimento que permite soltar as rédeas do ódio, aquele sentimento agradável de odiar com boas razões. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade representou um marco histórico da hipocrisia na defesa de privilégios. Vêm mais marchas por aí, a hipocrisia tem pernas longas. As invasões de países se dão em geral para proteger as populações indefesas, as ditaduras para salvar a democracia, os ataques sexuais são feitos da altura moral de quem usa os buraquinhos como se deve.

Jonathan Haidt, no seu livro The Righteous Mind, que traduziremos aqui por “a mente moralizante”, para distinguir da pessoa meramente “moral”, parte de um problema relativamente simples: como a sociedade americana se divide, de maneira razoavelmente equilibrada, em democratas e republicanos, cada um acreditando piamente ocupar a esfera superior na batalha ética, e considerando o adversário como hipócrita, mentiroso — enfim, desprovido de qualquer sentimento de moralidade? O imoral é o outro. E no entanto, de cada lado há pessoas inteligentes, sensíveis, por vezes brilhantes – mas profundamente divididas. Em nome da ética, o ódio impera.

O tema, evidentemente, não é novo. Um dos livros de maior influência, até hoje, nos Estados Unidos, é O Dilema Americano, de Gunnar Myrdal, dos anos1940, que lhe valeu o prêmio Nobel. É uma das análises mais finas não dos Estados Unidos, mas do bom americano médio, e de como cabem na mesma cabeça a atitude compenetrada no serviço religioso da sua cidade, a profunda convicção da importância da liberdade e dos direitos humanos, e práticas como a perseguição dos negros? O livro é muito inteligente, e correto. Myrdal adverte que desautoriza qualquer uso da sua análise para um antiamericanismo barato. O objetivo dele não é defender ou atacar, é entender. Mas conclui que “o problema negro”, nos Estados Unidos, “é um problema dos brancos”. A análise, naturalmente, poderia ser estendida para muito além da mente americana.

"ANIMUS"

Escrito por Mhario Lincoln em 18/05/2014

Descobri a poeta Claudia Viana navegando no twitter. Garimpando coisas novas e impactantes. Foi assim que a encontrei. De repente li seu poeta ANIMUS e senti toda uma força concentrada nessa coragem nata de quem luta e expele essa luta através de seus escritos.

Ainda farei uma mais longa e apurada análise de seus textos e poesias. Por enquanto, quero apresentar a meus amigos Animus.

Isto já basta!


Eu tinha um menino e uma menina
Viviam soltos dentro de mim
Jogavam bola, soltavam pipa
E furtavam carambolas
Do quintal do meu vizinho

Assim, soltos dentro de mim
Ela, às vezes, me continha
Ora dengosa, ora chatinha
E ele é que vinha
Da menina me salvar

Entre os dois, briga constante
Muitas vezes ela é que vinha
Do menino me libertar
Até que certa hora da vida
Resolveram se acertar

“Empreste-me a sua força
Pra compor a minha delicadeza?”
“Empreste-me a sua sutileza
Para os desejos do meu corpo?”
A isso chamaram: sedução.

Certas madrugadas, eu não entendia
O porquê da minha mão dentro da calcinha
Confesso: “era gostosa a mãozinha”...
Isso era arte deles, molecagem, sacanagem.
Eles? Riam soltos dentro de mim.

Quando ele adormecia
Ela inventava mil fantasias
Coisas de menina sem medidas
Seduzia, seduza e seduzia
O moço que bem queria.

Ele despertava lento
Deslumbrado com ela
Ficava assim por dias, anos
Observando a performance dela
Orgulhoso de tudo que ensinou pra ela.

Cláudia Viana (24/11/2012)
 

Desigualdades da América Latina

Escrito por Mhario Lincoln em 15/05/2014

google(*) Mhario Lincoln (Editor Sênior).

BBC/MUNDO/Ilustrações não originais (Google)

 

Li atentamente matéria publicada no site da BBC Mundo e fiquei analisando a real situação brasileira diante de tantas ratadas econômicas do mexe e remexe de preços em seus diversos setores e a mancada maior no que se refere à energia elétrica, contas, aumentos e bônus.


Mesmo que não seja o Brasil, diretamente citado - mas sim a América Latina como um todo - e diante da repatriação de quantidades significativas de dólares feitas por nossas autoridades, do que Paulo Maluf havia escondido em paraísos fiscais (e não só ele, isso é fato), vale começar esta análise com a desnorteada fiscalização das agencias públicas o que, naturalmente, gera "riqueza absoluta de bastidores", resultante de tanta corrupção envolvendo as altas cúpulas do governo brasileiro.


Mas, enquanto uns poucos ficam ricos por surrupiar nas têtas dos governos (ou com drogas e outros ilícitos), a população mundial sofre com as desigualdades sociais. Foi o que mostrou esse artigo do site da BBC Mundo que reproduzo:

 

"América Latina é a região com maior desigualdade do mundo. Há cerca US$ 21 trilhões escondidos em paraísos fiscais. Esta riqueza está nas mãos de uma pequena parte da elite e não entra nas medições", disse Henry à BBC Mundo.

 

(Original BBC/Mundo): Muitas instituições, incluindo a ONU e o FMI, reconhecem que a desigualdade de renda é alta e vem aumentando no mundo. O tema ganhou especial atenção com o sucesso do novo livro do francês Thomas Piketty - O Capital no Século XXI. Alguns economistas apontam, porém, que a concentração de renda é ainda maior do que os dados oficiais revelam.
Segundo James S. Henry, professor do Centro de Investimento Internacional Sustentável na Universidade de Columbia, tantos os cálculos de Piketty como os dos organismos internacionais subestimam a verdadeira desigualdade mundial, pois não levam em conta o dinheiro oculto em paraísos fiscais. "Há cerca US$ 21 trilhões escondidos em paraísos fiscais. Esta riqueza está nas mãos de uma pequena parte da elite e não entra nas medições", disse Henry à BBC Mundo.

 

Medindo a desigualdade
As estimativas de desigualdade são feitas fundamentalmente a partir de pesquisas domiciliares em que as pessoas informam livremente sua renda ou, no melhor dos casos, das declarações de impostos de renda.
Em 2006, a ONU constatou que o 1% mais rico do planeta possuía 39,9% da riqueza global. Em 2011, o instituto de pesquisa do banco Credit Suisse calculou que os 10% mais ricos tinham 84% tinham da renda global, enquanto a metade mais pobre apenas 1%.
O estudo de Henry sobre a riqueza oculta (The Price off shore revisited) mostra as limitações desta comparação, quando somente os dados visíveis são levados em conta.
O economista estima que um terço de riqueza financeira privada e metade do dinheiro em paraísos fiscais está na mão de 91 mil pessoas, o que representa apenas 0,001% da população mundial.
"Isso nos permite calcular também que cerca de 8,4 milhões de pessoas, ou seja, 0,14% da população, têm 51% da riqueza global", disse à BBC Mundo.
O estudo de Henry se baseia em fontes oficias nacionais, como os bancos centrais, além de dados de FMI e Banco Mundial, para analisar 139 países. América Latina é a região com maior desigualdade do mundo, estima ele.
Os dez com maior fuga de capitais são China, Rússia, México, Arábia Saudita, Malásia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Venezuela, Catar e Nigéria.

googleQueda neutralizada
O impacto concreto no cálculo da desigualdade é claramente visível em um estudo específico sobre a Argentina, que analisou a fuga de capitais entre 2002 e 2012. Ele aponta uma elevação do coeficiente de Gini de 0,42 para 0,49 uma vez que são registrados no cálculo do índice os recursos enviados para paraísos. O coeficiente de Gini é uma fora de medir a desigualdade - quanto mais perto de 1, maior a concentração de renda.
A estimativa dos autores é de que haja US$ 400 bilhões de argentinos em paraísos fiscais, o equivalente a 15 vezes as reservas internacionais do Banco Central.
Um dos autores da pesquisa, o economista Jorge Gaggero, explicou à BBC o impacto econômico e social desse processo:
"Mas, mesmo se tomarmos um número mais conservador, de cerca de US$ 200 bilhões, vemos que a desigualdade salta de 0,42 para 0,48 no país. Esse aumento neutraliza todos os avanços de melhora da distribuição de renda devido ao crescimento econômico e às fortes políticas de sociais do período 2003-2010"

Dra. Anelize Klotz Fayad

Escrito por Mhario Lincoln em 13/05/2014

Convidada especial: Anelize Klotz Fayad 

 

 

A TRAMITAÇÃO DOS TRATADOS INTERNACIONAIS NO CONGRESSO NACIONAL

 

 

 

A prática internacional instituída pela Convenção de Viena atribui a representatividade ao chefe do poder Executivo de modo ad referendum ao Congresso Nacional e como versa a Constituição de 1988, em seu art. 49, I.

Há que se mencionar um terceiro dignitário, aquele que possui a qualidade representativa ampla, também chamada de plenipotenciário; trata-se do ministro das relações exteriores. Destaca-se a diferença entre ministro especializado e as autoridades: chefe de Estado e chefe de Governo. Estes são o poder executivo como representatividade originária, aqui figurada pelo presidente da República. Já para o ministro das Relações exteriores, a representatividade é derivada.

Para Rezek (1), o rótulo de plenipotenciário equivale a mandatário e é pertinente a quem é incumbido dos plenos poderes e não de quem os concede, uma vez que já os detém; é prerrogativa inerente ao cargo, de outorgá-los a outrem. Sendo assim o ministro das relações exteriores será plenipotenciário tão logo seja investido pelo presidente do Executivo.

Esta qualidade independe de qualquer prova documental no período em que o cargo é exercido; possui idoneidade para negociar e firmar o acordo ou tratado de forma definitiva. Há a carta de plenos poderes expedida formalmente pelo chefe do poder Executivo e o elemento favorecido destes plenos poderes é um diplomata ou até servidor público de outra área. Há a dispensa da apresentação desta carta aos embaixadores apenas para negociação de tratados bilaterais entre o Estado acreditante e entre o Estado acreditado.

Após a participação integral do poder executivo nas negociações para a formação do Tratado, ele mesmo deve encaminhar o documento para que o Congresso Nacional aprecie e avalie conforme os requisitos das convenções internacionais para o Brasil e para que não contrarie o interesse nacional. Caso não seja aprovado pelo Congresso Nacional, não produzirá efeitos jurídicos e será arquivado.

Esta decisão deverá ser comunicada ao Presidente do Executivo. Faz-se mister, a aprovação do poder legislativo para a expressão da vontade do Brasil concretizando a sua participação em Tratados Internacionais. Contudo, por mais que esta aprovação, o Executivo não será obrigado a ratificar a convenção. Apenas em última instância, caberá a este poder finalizar a decisão sobre o juízo da ratificação, devendo, portanto, concretizá-la.

O Presidente da República enviará ao Congresso Nacional, para que este aprecie o texto do acordo bem como os motivos já justificados pelo Ministro das Relações Exteriores. A matéria será discutida: primeiro na Câmara dos Deputados e em seguida no Senado. Sendo negada a concordância na Câmara, o processo é impedido de chegar ao Senado Federal. Para que um Tratado seja contemplado pelas duas casas do Congresso, o quorum mínimo exigido é de maioria absoluta do total de Deputados ou Senadores. Para a aprovação, se faz preciso que o voto seja favorável da maioria dos presentes. É dada a oportunidade às comissões especializadas do Legislativo por pertinência temática de se pronunciarem sobre a matéria antes das votações. No caso da aprovação do tratado, a promulgação será feita por decreto legislativo do Presidente do Senado Federal a ser publicado em Diário Oficial da União.

Após o trâmite legislativo, o tratado voltará às mãos do presidente da República para o exercício de seu poder discricionário de ratificá-lo ou não.

Por fim, importante salutar que os tratados internacionais que envolvam questões de direitos humanos terão um trâmite de Emenda Constitucional no Congresso Nacional, o que significa que: cada Casa Legislativa fará duas votações, cada qual com aprovação mínima de três quintos dos seus membros (EC/ nº 45, de dezembro de 2004). Em linhas gerais, este é o trâmite dos tratados internacionais no Congresso Nacional brasileiro.

 

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REFERÊNCIAS

ACCIOLY, Hildebrando; Silva G.E. do Nascimento e; Casella, Paulo Borba; Manual de

Direito Internacional Público; São Paulo: Saraiva 2009.

AMARAL Junior, Alberto; Introdução ao Direito Internacional Público; São Paulo: Atlas

REZEK, Francisco; Direito Internacional Público; São Paulo: Saraiva 2006.

"Jair pai e filho em sintonia"

Escrito por Mhario Lincoln em 08/05/2014

Matéria original publicada no Blog do Tárik

http://colunas.canalbrasil.globo.com/platb/tarik/2014/03/24/jair-pai-e-filho-em-sintonia/

 


Em 24/03/14 o jornalista e crítico de musicaTárik de Souza escreveu crítica acerca de Jair Oliveira, filho de Jair Rodrigues. Merece ser reproduzido. Pois é com esse texto de Tárik que estendo homenagens ao pai, falecido neste 08/05/2014.

Neste mesmo texto, o vídeo emociona:

https://www.youtube.com/watch?v=mynGeAFOZDE

 

# O compositor e cantor Jair Oliveira celebra precoces 30 anos de carreira (nasceu em São Paulo, em 1975) fazendo uma reconstituição de sua trajetória.

Gravado ao vivo no paulistano Auditório Ibirapuera, o DVD “Jair Oliveira 30” (S de Samba/Som Livre), também lançado nos formatos Blu-Ray (show + documentário) e em versão digital, reconstitui a época em que ele era o Jairzinho, da Turma do Balão Mágico, ao lado de Simony, que divide com ele “Superfantástico” e “Coração de papelão”.

O pai do solista, Jair Rodrigues, canta com o filho em italiano, entre gozações e trocas de afeto, “Io e te”, que eles inauguraram num Festival de San Remo, quando o garoto tinha apenas sete anos.

A irmã, Luciana Melo, participa do núcleo Artistas Reunidos, que ambos formaram com o baterista e cantor Pedro Mariano (filho de Elis Regina e César Camargo Mariano), o guitarrista, compositor e cantor Max de Castro e o tecladista, cantor e compositor Wilson Simonha (filhos de Simonal) e o compositor e cantor Daniel Carlomagno, em “Simples desejo”, “Voz no ouvido”, “É isso que dá”, “Samba raro” e “Assim que se faz”. Só no palco ou com sua banda, Jair Oliveira ainda encesta as próprias “O samba me cantou”, “Tiro onda”, “Samba da Doca”, “Mulata rainha” e uma releitura do clássico “Disparada” (Theo de Barros/ Geraldo Vandré), onde ele contracena no telão com imagens do pai defendendo a música no Festival da TV Record, de 1966. Veja o trailer:

 

 # Por falar em Jair Rodrigues, aos 75 anos, 55 de carreira, ele lança de uma vez dois CDs do projeto “Samba mesmo” (S de Samba/ Som Livre), só com clássicos da MPB que ele nunca tinha gravado. O samba predomina, justificando o título, mas não é o único gênero do repertório, que vai do bolerista Waldick Soriano (“Tortura de amor”) ao xote de Nando Cordel e Dominguinhos “De volta pro aconchego”, a balada “Como é grande o mau amor por você” (Roberto/ Erasmo Carlos), a “Serenata”, do grandiloquente Vicente Celestino e a “Serenata do adeus” do poeta da bossa, Vinicius de Moraes. Há ainda samba canção (“No rancho fundo”, “Conceição”, “A noite do meu bem”, “Bom dia tristeza”, “Esses moços”) e o teleco-teco come solto em “Na cadência do samba”, “Fita amarela”, “Barracão”, “Volta por cima” e o “Trem das onze”.

 

(*) Tárik de Souza é jornalista e crítico musical, produz e apresenta o programa MPBambas, e assina pesquisa e pauta de O Som do Vinil, apresentado por Charles Gavin, ambos no Canal Brasil.