A Seleção e a Reeleição de Dilma

Escrito por Mhario Lincoln em 08/05/2014

(*) Mhario Lincoln

É jornalista e editor do site partilhabr.com.br 

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Mesmo tendo sido usado como instrumento de propaganda política na Europa, tanto em ditaduras de extrema direita (como nos casos da Alemanha nazista de Hitler e a Itália fascista de Mussolini, (bicampeonato da Itália), quanto em ditaduras de extrema esquerda (como nos casos dos países do leste europeu, durante a Guerra Fria), os presidentes e ditadores que do futebol se aproveitaram, foram literalmente castigados como Mussolini, morto e pendurado de cabeça pra baixo e exposto em praça pública. (Foto google).

 

Quando o Brasil se tornou Campeão esse título mundial de futebol não conseguiu solidificar, nem dar reais garantias político-eleitorais a JK, então Presidente do país.


Da mesma forma, Jango. O bicampeonato de futebol no Chile, em 1962, (Garrincha-foto- brilhou na ausência de Pelé) foi somente coadjuvante de uma conquista ainda maior: A instituição do 13º Salário, cuja lei foi sancionada em 13 de julho pelo Presidente João Goulart, mas não o garantiu incólume às reformas e mudanças eleitorais.


No Tricampeonato, no México, o Brasil passava por graves momentos político-sociais e estruturais. Não foi o título que amenizou as torturas ou perseguições, muito menos fez dos brasileiros torcedores, fãs incondicionais dos militares que haviam tomado o poder constituído em 1964, apenas 2 anos após o bicampeonato.


Juca Kfouri e Antero Greco (pessoas sérias e com credibilidade indiscutível) em programa de TV (ESPN) no mesmo dia que que foram anunciados os jogadores canarinhos para nossa Copa (2014), disseram algo bem parecido com o que escrevo agora.


Da mesma forma, questionado sobre tal (politiqueiros e seleção), Felipe Scolari,o treinador, também deu a entender que não vai admitir caronas polítiqueiras nos treinos de sua seleção, já que o futuro eleitoral do país deverá ser novamente colocado à prova pouco mais de 2 meses depois da Copa.


Reforcei minha tese lendo vários artigos escritos - não exclusivamente por comentaristas esportivos - mas por historiadores e algumas pessoas que comentaram tal relação entre política eleitoral (bem claro) e Copa do Mundo. (Também bem claro).


Dentre esses vários textos, um me chamou a atenção ao afirmar ser esta Copa "um fato novo por ser no Brasil". Tudo bem. Acrescento, ainda ter a administração do país uma linha "política forte ajustada ao momento social favorável às linhas e aos pensamentos difundidos por milhares de seguidores petistas", como disse nas redes sociais um ex-deputado federal do PT, hoje num desses tribunais da vida.


Porém, esta Copa não será exceção (acredito) a ponto de influenciar diretamente os resultados eleitorais de outubro/14, mesmo acreditando eu não ser tão fácil desvinculá-la desse  "fato político muito forte", nas palavras ditas acima pelo ex-deputado petista. E o resultado está aí. É difícil se esquecer, por exemplo, a respostas das ruas no ano passado, quando Dilma e seu governo foram emparedados por falta de resultados positivos  nos setores da saúde, da educação e da humanização do transporte público, diante de bilhões gastos em estádios de futebol, seguindo orientação da FIFA, suas normas, suas reivindicações, suas imposições e seus fantasmas.


No fundo, ainda doem as concessões dadas à FIFA por Lula e Dilma no tocante à Copa 2014. Coisas absurdas. Mas a força e a relação direta de uma eleição majoritária pouco mais de 2 meses da vitória ou derrota de uma seleção de futebol, não caracteriza obrigatoriamente vitória ou derrota de quem se candidate.


E isso não é exemplo só no Brasil. Mesmo tendo sido usado como instrumento de propaganda política na Europa, tanto em ditaduras de extrema direita (como nos casos da Alemanha nazista de Hitler e a Itália fascista de Mussolini, (bicampeonato da Itália), quanto em ditaduras de extrema esquerda (como nos casos dos países do leste europeu, durante a Guerra Fria), os presidentes e ditadores que do futebol se aproveitaram, foram literalmente castigados como Mussolini, morto e pendurado de cabeça pra baixo e exposto em praça pública.


Todavia seria inocência minha (e de muitos dos leitores) pensar que o governo do PT não fará uso político da Copa/2014. É claro que já usou, usa e usará. Isso é real. Mas relacionar ao futuro do partido na presidência, nas Câmaras Legislativas e nos governos estaduais é literalmente outro departamento.


Voltemos às conquistas canarinhas. Em 1994, o Brasil ganhou a Copa nos Estados Unidos e Itamar Franco fez o sucessor – Fernando Henrique Cardoso. Mas, as estatísticas e estudos feitos a posteriori revelam um dado espetacular. Foi o Plano Real e não o Tetra que influenciou na escolha de FHC para a Presidência da nossa República.


O caso ficou mais explícito em 2002, quando o selecionado brasileiro abocanhou o pentacampeonato no Japão/Coreia (foto google, Rivaldo e Ronaldo). Quem era o presidente do país? FHC. Mas a conquista não resultou nos loiros da vitórias nas urnas. Sagrou-se campeão eleitoral exatamente o adversário de FHC, o Luis Inácio Lula da Silva.


Mutatis Mutandi, em 2006, na Alemanha, nossa seleção perdeu feio, mas Lula, candidatíssimo à reeleição, obteve vitória. E por último, na África do Sul, há 4 anos, novamente perdemos, mas Lula acabou elegendo Dilma.


Uma prova histórica de que não há relação significativa entre ganhar a Copa e ganhar nas Urnas (ou) vice-versa!

As RRPP na UFMA

Escrito por Mhario Lincoln em 07/05/2014

Na expectativa dos enfrentamentos naturais após a conclusão do curso, o interesse em conhecer
as potencialidades e dificuldades do mercado de trabalho de Relações Públicas faz parte do cotidiano  acadêmico dos alunos. Nos últimos quatro anos, a newsletter Mercado RP tem cumprido o papel de  revelar o que, muitas vezes, está encoberto pelos mitos em torno da profissão e pelo distanciamento entre o mundo acadêmico e a atuação profissional dos egressos do curso.

Na esteira desses objetivos, esta edição aborda a memória organizacional na perspectiva
institucional, a necessidade de formação complementar em Relações Públicas, o mercado das agências  de Relações Públicas, as Relações Públicas Comunitárias, as oportunidades para as Relações Públicas em  pequenas empresas e as possibilidades de convergência entre as áreas de Relações Públicas e de Recursos Humanos.

Boa leitura!!!
Profa. Éllida Neiva Guedes
Conrerp 236 – 6ª região

Colaboração: Roberta Lima

Para ler toda a Newsletter produzida por alunos de RRPP, da Universidade federal do Maranhão, clique a seguir: 

file:///C:/Users/SONY%20VAIO/Downloads/Mercado%20RP%20n9.pdf

 

 

Universidade Federal do Maranhão
Curso de Comunicação Social - Relações Públicas
Reitor: Prof. Dr. Natalino Salgado Filho
Vice-Reitor: Prof. Dr. Antônio Oliveira
Diretor do CCSo: Prof. Dr. César Castro
Chefe de Departamento: Profª. Dra. Rosinete Ferreira
Coordenador de Curso: Prof. Dr. Silvio Rogério Rocha de Castro
Editora e Orientadora: Profª Dra. Éllida Neiva Guedes
Projeto gráfico: Virgínia Gabriele dos Santos Costa
Revisão: Profª. Dra. Jovelina Maria Oliveira dos Reis
Fotos: Arquivo pessoal dos entrevistados
Redação: Alunos da disciplina Laboratório de Redação Jornalística
e Relacionamento com a Mídia


Alunos:


Euclides de Carvalho
Henrique Coutinho
Isabella Carolina
Júlio Filgueiras
Laurilene Oliveira
Mariana Galvão
Mayana Cavalcanti
Riverlan Macêdo


Roberta Lima (foto, 
É minha sobrinha por quem tenho admiração e orgulho)

Suelen Campos
Virgínia Costa
Tiragem: 1.000 exemplares
Endereço: Av. dos Portugueses, Centro de Ciências Sociais,
Departamento de Comunicação Social - Bacanga - 65080-040
São Luis- MA.


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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

Escrito por Mhario Lincoln em 30/04/2014


A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
Responsabilidade Subjetiva

 

Dra. Anelize Klotz Fayad

 

"Falar hoje em identificar qual a conduta estatal possa ser configurar na obrigação de indenizar parece obvio, focalizar-se-ia de imediato a responsabilidade objetiva independendo de conduta, mas de apenas três requisitos para sua comprovação: a) ato; b) dano; e c) nexo causal. Não se requer mais a culpa, subjetividade, para compor a responsabilidade estatal; esta reflete a supremacia da sociedade e o Estado se obriga diante da sociedade a arcar com as suas ações e omissões bem como pelas consequências que causar."

 

 

Há a previsão de que a responsabilidade civil do Estado é objetiva, conforme art. 37, §6º da Constituição Federal de 88. Sobre este tema, há doutrinadores que defendem desde a irresponsabilidade absoluta até a teoria do risco integral.

Verifica-se a possibilidade de regresso ao responsável, porém desde que comprovado o dolo ou a culpa. Contudo esta possibilidade nem sempre decorreu desta forma. Havia o provérbio inglês: The king can do no wrong ( O Rei nada faz de errado), pode ser interpretado como a Teoria da Irresponsabilidade do Estado junto às monarquias absolutistas onde não era tolerado qualquer tipo de contestação pelos súditos. Infelizmente, período atual, estas atitudes ainda existem indiretamente prevalecendo o “quem pode o mais, pode o menos” entre quaisquer tipos de relações, levando a falta de credibilidade não apenas no Estado, mas em qualquer parte que disponha de mais poder.

Violência explode no País

Escrito por Mhario Lincoln em 28/04/2014

Como explicar o fato de o Nordeste ter sete cidades entre as 30 mais violentas do mundo? Estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) confirma pesquisa de ONG mexicana em que sete cidades da região Nordeste aparecem entre as mais perigosas do mundo.

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CLÁUDIO RIBEIRO

Jornalista do O POVO

Poucos dias atrás, ouvi de uma pessoa que está na lida do Direito a seguinte frase: “A gente faz de conta que está punindo e os bandidos estão é achando graça da gente”.

 

 (*) Mhario Lincoln com Pesquisa ONU (Janeiro de 2014).

 

Em janeiro os governos de várias cidades do Nordeste brasileiro tomaram um susto diante de uma pesquisa realizada com grande credibilidade pela ONU.

Foi como se uma bomba atômica explodisse entre os moradores das cidades envolvidas, mas, o susto oficial dos governantes foi dissipado rapidamente com desculpas e culpas entre Municípios, Estados e Governo Federal.

Ninguém quis assumir a culpa pelos desmandos cada vez mais sanguinários e mortais dessa violência incontrolável que atinge como um petardo hidrogênico o povo brasileiro, especialmente os mais humildes a quem os Governos últimos insistem em afirmar que "estão vivendo um dos melhores momentos de suas vidas". Infelizmente não é bem assim.

A sociedade organizada, por exemplo, está indo na contramão das desculpas oficiais e busca com todas as forças (e apoio de empresários e homens de bem deste país) soluções viáveis e práticas para dirimir tais absurdos e diferenças abissais entre os Deveres e os Direitos do Cidadão.

Constatei isso na semana passada quando tive o prazer de, a convite do empresário Francisco Simeão, participar de jantar onde nos foram mostradas as bases que alicerçam o Instituto de Promoção Humana do Norte do Paraná, órgão sem fins lucrativos plantado no objetivo de restituir no Brasil os fundamentos necessários de nossos Direitos e Deveres em sua medida harmônica e equilibrada. (Na foto acima com Gerson Machado (M) e Sebastião Calmozini (D), ambos da entidade).

Confesso minha emoção ao participar desse evento especialmente porque de nada eleitoreiro houve, sequer cheiro, a não ser de pura cidadania, perfume permanente da brava personalidade de Arnaldo dos Santos, humilde e probo fundador, há mais de 30 anos, de outras entidades congêneres, como  EPESMEL e da Casa do Caminho, em cujo currículo está a reinserção social de dezenas de crianças abandonadas nessa região do Paraná, hoje, na maioria, homens de negócio, educadores, profissionais liberais e pastores das igrejas Católica e Evangélica.

Por um lado, a amostragem de que homens de bem podem fazer por quem está realmente abandonado (sem título de eleitor) precisando de carinho, de um ombro amigo, de um rumo na vida, me enche os olhos de alegria. Aliás, são fundamentos do Instituto exatamente isso: A promoção Humana com aspectos Espiritual, (Palavra e respeito a Deus), Legal (Observância da Constituição Federal) e Social (Direitos Humanos com objetivo correto). 

Por outro lado, movimentos sociais como esses provam mais uma vez a ineficácia inconteste de uma formatação bem desgastada da administração pública amuletada numa chamada "democracia liberal-representativa", no fundo,  uma democracia de baixa intensidade, onde absurdamente ainda é permitido a convivência subliminar com sociedades violentas e marginais, até com políticos retrógrados com pensamentos fascistas, como se ouviu nas ruas, "(...) o Brasil não precisa de partidos políticos (...)".    

Trata-se explicitamente da clara omissão, especialmente na educação cívica, do Poder Público em suas regras, leis e aplicações regulamentares sócio-políticas. Como bem disse o professor Gil Jacó,  "(...) ausência ou omissão do Estado são reforçadas por políticas governamentais equivocadas no que respeitam à segurança e proteção dos indivíduos. Resultado é a busca de resoluções de conflitos ordinários pautados pelo não reconhecimento dos órgãos estatais de segurança e proteção social, mas pelo desejo de cada um." (Mais abaixo parágrafo completo).

Omissão nos rumos específicos da Segurança Pública é explícita, como mostram os números de pesquisas independentes que assolam os maiores jornais do Mundo e que só aos olhos dos governos regionais e Central, nada lhe parecem. Destarte, no Rio de Janeiro, foram 15 policiais mortos neste 2014. Outros dados mostram que levantamento publicado pela entidade PEC (Press Emblem Campaing), com sede na Suíça, aponta que apenas o Iraque registrou um maior número de mortes de jornalistas que o Brasil neste ano.

Para se ter uma ideia do desmando e do descaso dos governos (federal, estaduais e municipais) nos últimos 12 anos no Brasil, o município de Maceió, antes uma cidade conhecida por ser harmônica e amiga, obteve na pesquisa da ONU, o quinto lugar em violência no Mundo, com irreconhecíveis taxas de homicídio na casa de quase 80%. (Vide tabela em cima).

Diante disso, fica inevitável também falar em Copa do Mundo. Enquanto 16 cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas do planeta (isso é gravíssimo), o governo federal e seus pares gastam R$ 1,170 bilhão com segurança do evento. Ora, foram-se pelo escanteio da indignidade de nossos governantes o veio patrocinador que ajudaria a melhorar a segurança pública com reciclagens, novos concursos públicos e incentivos salariais aos nossos pobres soldados PM (a maioria) que nem mesmo moradia digna possuem, indo, ao final do trabalho, se recolherem às casas em bairros pobres, vizinhos dos traficantes e bandidos que na labuta diária tentam prender.

Há um erro fundamental na história político-social do Brasil. Com certeza não será a cesta básica que minorará o sofrimentos de tantas famílias que não conseguem ver seus filhos e maridos, jovens, adultos e crianças, se livrarem da violência seja em assassinatos, seja nas drogas, seja no alcoolismo, seja no trânsito. Nada até agora de positivo foi feito ( a não ser, iniciativas privadas como essa do Instituto de Promoção Humana do Norte do Paraná e de outras congêneres) e isso poderá trazer consequências gravíssimas ao Brasil que nunca na história desta Nação havia colocado 16 grandes cidades entre as 50 mais perigosas do Mundo, inclusive, para jornalistas cumprirem seus deveres. 

Há que reler, refazer, reengrenar muita coisa nos Poderes Legislativo (99% dos parlamentares legislam em causa própria), Judiciário (Justiça lenta, retardada e sobrecarregada) e Executivo (cheio de escândalos de corrupção e incompetência administrativa à olhos vistos). Tem-se que se fazer uma releitura na forma de se comandar as eleições partidárias, redefinir pressupostos dos partidos políticos e, sobretudo, assegurar um autêntico Estado Brasileiro de Direito Democrático.

Outros pensadores nacionais em diversas atividades conceituais, também dão suas opiniões sobre essa tão desenfreada violência brasileira e a manutenção urgente e desafiante do Estado Democrático de Direito no Brasil. Um deles, Gil Jacó ( original do "Jornal de Hoje"), do Laboratório de Estudos da Conflitualidade e Violência da UECE (Covio) é claro quando afirma que há dois pecados originais do Estado brasileiro na violência no Brasil:

"O primeiro é o da omissão. As cidades, especialmente no Nordeste estão entregues à lógica dos agenciamentos individualizados.Sabemos que há leis de trânsito, mas poucos cumprem; paredões de som impõem sua lógica como estética de entretenimento impositivo que se somam a outras infinitas incivilidades sem que haja a mediação do Estado como forma de resolução e ou prevenção. Segundo pecado é o do excesso: quando o Estado age, o faz pelo uso excessivo da força, utilizando-se do seu poder de polícia, com o uso da violência em nome da ordem.Que ordem?

 

Os Erros nas Redes Sociais

Escrito por Mhario Lincoln em 27/04/2014

Sabe quando você quer comprar um produto, mas antes de tomar uma decisão entre um ou outro, reserva alguns minutos para pesquisar na internet? Procura avaliações no Google, comentários de outras pessoas que já o compraram, lê fóruns e etc? Então. Quando uma empresa está avaliando qual funcionário contratar, ela faz a mesma coisa. A diferença é que o foco da pesquisa é totalmente nas redes sociais. Afinal, as coisas que você posta podem dizer muito a seu respeito. E são exatamente o tipo de informações que não vem escritas em um currículo.
Se você não acha que tem um “comportamento de risco” para sua carreira, vale a pena ler os itens a seguir até o final. Não pense que está em segurança só porque não posta fotos de bebedeiras ou coisas assim. Existem alguns outros erros, um pouco mais sutis, que cometemos nas redes sociais sem perceber, e que podem facilmente acabar com a sua carreira.


Erro 1: Não manter o profissional e o pessoal separados

A linha entre a vida pessoal e profissional é cada vez mais tênue. E nas redes sociais essa dificuldade em delimitar os ambientes fica ainda mais evidente. Contudo, é essencial manter toda a interação pública no campo profissional, independente de qual seja a mídia digital em que você estiver. Para Chris Duchesne, vice-presidente do site care.com, essa “é uma regra de ouro para nunca postar qualquer coisa que você não gostaria que um chefe ou empregador visse”. E ele completa alertando: não importa quão rigorosas sejam as suas configurações de privacidade, as empresas sempre darão um jeito de ver seus posts. Isso porque, como falamos no começo, as companhias fazem uma extensa pesquisa sobre as pessoas nas redes sociais antes de contratá-las.
Justamente pensando neste problema, o Google Plus, a rede social do Google, permite que seus usuários separem suas conexões em diferentes “círculos”. E na hora de postar alguma coisa, também temos a possibilidade de escolher com quais círculos iremos compartilhar um determinado conteúdo. Mas ainda assim, todo cuidado é pouco. É de fundamental importância ter atenção para não se confundir com os círculos.


Erro 2: Não considerar seu público ou contexto

Muitas vezes, você não está nem postando conteúdos ofensivos ou impróprios para outros usuários, mas seus amigos, familiares e outras conexões podem, sem querer, acabar prejudicando a sua reputação online.
Como explica Jean Dobey, CEO do site Hibe.com, imagine que você está em um restaurante almoçando com um colega de trabalho. Você está usando um belo terno e conversando sobre assuntos profissionais. Se um amigo de faculdade entra e vê você, ele é capaz de entender, pelo seu comportamento e aparência, que você está em um contexto profissional e, por isso, deve se aproximar com o mínimo de formalidade. Fácil, não? O problema é que no ambiente digital, pode ser um pouco mais difícil de interpretar essas pistas contextuais.
“Isso pode levar a alguns dos principais mal-entendidos e gafe sociais”, diz Dobey. “Se você postar o conteúdo em um contexto profissional, mas seu amigo de faculdade não perceber isso, ele pode responder com comentários que são completamente inadequados – e isso é uma ruim para sua imagem”, diz ele. “Você precisa realmente entender quem é seu público quando você está postando conteúdo online. Quando esse público é uma mistura entre sua vida pessoal e profissional, você vai acabar encarando alguns mal-entendidos. A melhor maneira de evitar isso é mantê-los completamente separados um do outro”, completa Dobey.
A incrível capacidade de “manipulação” que temos através de redes sociais.


Erro 3: Cuidado com o conteúdo zumbi

Uma das coisas mais importantes para se lembrar sobre o conteúdo online em geral é a sua permanência, diz Brandon Metcalf, CEO e co-fundador do software de recrutamento TalentRover. Sabe aquela sua foto comprometedora do verão passado? Está por aí, em algum lugar. E pode voltar para assombrá-lo. Precisamos ter consciência de como o meio digital é permanente. Uma vez que um determinado conteúdo é publicado, ele estará para sempre lá. Nunca vai morrer. Como um zumbi (que pode aparecer para puxar o seu tapete bem quando você estiver disputando por uma vaga de emprego).
Uma boa medida para saber se você deve ou não postar alguma coisa é se perguntar se você gostaria ou não que sua mãe visse aquilo.
E sobre esse assunto, Metcalf tem um caso interessante para contar. Certa vez, ele estava recrutando pessoas para trabalharem em uma grande empresa de ações e tinha encontrado o candidato, aparentemente, perfeito. A pessoa tinha as habilidades que a empresa procurava, experiência, formação e localização ideais para a vaga. Mas aí ele foi conferir o perfil do candidato no Facebook – o que era um procedimento padrão do recrutamento. A foto que estava no seu perfil era dele com uma boneca inflável. Metcalf, então, enviou uma advertência para o rapaz, que trocou imediatamente a foto para algo mais formal, para que continuasse na disputa pelo emprego.
Metcalf também dá uma dica: ao procurar um emprego, tente focar o seu conteúdo e suas mensagens sobre a indústria ou área que você está querendo construir carreira. “Se você está focado em conseguir um trabalho, por exemplo, em um banco, procure compartilhar informações e comentários sobre os acontecimentos do setor. Dessa forma, quando um recrutador for analisar o seu perfil, você terá instantaneamente mais credibilidade do que os outros candidatos. Você estará se colocando como um líder de pensamento”, diz ele.


Erro 4: Conteúdo desequilibrado

Se as conexões de redes sociais são uma mistura de pessoal e profissional, você precisa ter certeza de que não é percebido mais como “festeiro” do que profissional, diz com toda razão o CEO e co-fundador da Strikingly.com, David Chen. A empresa de Chen oferece uma solução de um clique para que os usuários criem páginas pessoais que podem servir como currículos online ou portfólios digitais, e também oferece uma integração com o LinkedIn para que os talentos tenham uma vitrine mais completa dos empregos que procuram. Por isso, ele tem propriedade para falar que “você não é julgado apelas pelo conteúdo pessoal vs. profissional, mas também pela quantidade de conteúdos não relacionados ao trabalho que aparecem no seu feed”.
Se muitas mensagens “pessoais” estão aparecendo, você pode ser considerado como alguém que não é dedicado o suficiente ou sério sobre seu trabalho e responsabilidades profissionais, diz Chen.
“Uma boa regra a seguir é essa: ter um terço posts ‘informativos’, um terço posts ‘promocionais’ e um terço de posts de ‘conteúdo interessante’”, diz ele.


Erro 5: Atividade em horário comercial

De acordo com Chen, outro erro bastante comum está no momento da atividade em redes sociais. Fazer posts durante o horário comercial pode depor contra você, de forma que tanto seu atual empregador quanto um futuro podem entender que você está negligenciando suas tarefas para ficar conectado às redes sociais. Dependendo das políticas da empresa, você pode acabar até sendo demitido.
Vertigem Digital: Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando.


Erro 6: Deixar uma primeira impressão online ruim

O ditado “a primeira impressão é a que fica” também vale para o ambiente digital. Segundo Chen, as primeiras impressões que empregadores ou potenciais empregadores têm de você vem do Google e das redes sociais. Se os primeiros resultados de pesquisa para o seu nome não forem dos mais lisonjeiros, é essencial que você que crie um novo conteúdo – como um site pessoal – para substituir esses resultados, aconselha o CEO. E, atenção: “controlar sua impressão online profissional também significa verificar o que o Google Imagens diz sobre você. Muitas vezes, essa é a ferramenta mais incriminadora para potenciais e atuais funcionários”, porque é a primeira coisa que as empresas costumam abrir.
A grande moral dessa história é que tudo é uma questão de bom senso. Não existe uma fórmula mágica, muito menos um caminho correto a percorrer. Mas se você prestar atenção nos detalhes de que falamos, pode usar o poder das redes sociais a seu favor, saindo na frente de muitos candidatos e se destacando aos olhos do mercado de trabalho.

Original de: [Cio]

 

ASSÉDIO MORAL

Escrito por Mhario Lincoln em 23/04/2014

(*) Convidada VALÉRIA FERNANDES (foto) (Tuíter: @valeriaqibrasil )

 

Marie France Hirigoyen conceitua o assédio moral como “toda conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude...) que atenta, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de
uma pessoa, colocando em perigo seu emprego ou degradando seu ambiente de trabalho”.

(Pesquisadora francesa, psiquiatra, psicanalista).

 

 

 

O Assédio Moral já vem se arrastando por longas datas.

Nos últimos tempos têm crescido as denúncias das perversas formas de violência dirigidas aos trabalhadores durante a jornada de trabalho ou no exercício de suas atribuições, praticadas por chefes ou pessoas hierarquicamente superiores.


O assédio moral é a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. A vítima é excluída e isolada do grupo sem explicação passando ser perseguida, desestabilizando a vítima (trabalhador), o hostilizando e o inferiorizando.

Algumas situações e alguns locais:

 

1 - EMPRESAS PRIVADAS:

Os trabalhadores sofrem por aqueles que detém o poder e por seus representantes, como instrumentos para alcançar metas e atingir lucros.

 

2 -EMPRESAS PÚBLICAS:

As pressões por diferenças políticas, partidárias ou ideologias.


Então, como conhecer as tendências ao assédio moral? O assediador sempre agirá:

 

a) Fala com você aos gritos, faz ameaças e intimidações.

b) Questiona seus atestados médicos.


c) Marca o número de vezes que você vai ao banheiro.


d) Diz que você tem problema psicológico.


e) Passa tarefas humilhantes.


f) Nao lhe dirige a palavra e ignora sua presença.


g) Retira sua autonomia e seus instrumentos de trabalho.


h) Sobrecarrega você de outras tarefas.

 


3 - AS PRINCIPIAS VÍTIMAS:

_Mulheres.
_Portadores(as) de doenças relacionadas ao trabalho (LER/ DORT)
_Vítimas de acidente
_Negros(as)
_Homossexuais
_Portadores(as)de necessidades especiais
_Trabalhadores com mais de 40 anos
_Pessoas que sobressaem por sua postura crítica e que contestam regras injustas.


4 - O QUE ACONTECE COM A SAÚDE DAS VÍTIMAS D ASSÉDIO MORAL:

_Aumento de peso ou emagrecimento exagerado.
_Distúrbios digestivos.
_Palpitações,dores no peito,pressão alta,tremores.
_Aumento no consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas.
_Estresse.
_Depressão,medo acentuado,tristeza,perda de auto-estima.
_Irritação constante,falta de confiança em si mesmo,cansaço exagerado.
_Dificuldades para dormir,pesadelo,sentimento de culpa.
_Pensamentos de suicídio.
_Mudança d personalidade.
_Falta de esperança no futuro.

 

5 - PROVIDÊNCIAS


"O DIREITO NÃO SOCORRE OS QUE DORME"

DENUNCIE: Ao MPT(Ministério Público d Trabalho) ou
Nomeie um Advogado.


VALÉRIA FERNANDES


Consultora Política
Goiânia -GO

‘A vida no plural’

Escrito por Mhario Lincoln em 23/04/2014

Convidada:

Jemima Pompeu Vespi

http://www.vizinhosdeutero.com.br/ilustração original do texto.


Ter a identidade espelhada num irmão gêmeo é participar de um eterno jogo de comparações. Mas elas ajudam a explicar como a herança e os ambientes formam o ser humano. Eles chamam a atenção desde que se os conhece por gente. São mimados em dobro e causam confusão por dois — ou mais. Quem os vê não resiste a caçar diferenças mínimas em suas aparências e semelhanças em suas personalidades. Mas, sobre o sucesso que fazem por serem tão iguais, suas opiniões divergem: existem os que não conseguem imaginar a existência no singular; para eles, um é muito pouco. Outros, cansados de mal – entendidos, acham que dois é demais. A vida aos pares é assim mesmo, ambígua: há momentos constrangedores, outros cômicos, há situações irritantes, outras incomuns. Apenas duas em cada noventa pessoas sabem o que é ter a identidade espelhada num irmão gêmeo.

E a ciência começa saber, por que isso acontece. Recentemente, os cientistas descobriram que há mais dois tipos de gêmeos. Existe a hipótese de que, raríssimas vezes, também por motivos ainda desconhecidos, o óvulo pode se dividir antes mesmo de ser fecundado – e quando isso acontece, a fecundação se dá por dois espermatozoides. Estes são chamados semi- idênticos, são 50% iguais geneticamente. Há casos que a mulher está gestante de poucos dias, engravida de novo e concebe outra criança do mesmo ou de outro pai. Os filhos, embora gêmeos pelo simples fato de nascerem juntos, seriam meio irmãos. Impossível? Não.

Por mais que tenham hábitos diferentes, gêmeos idênticos tendem a ter, por exemplo, as mesmas doenças nos mesmíssimos períodos de suas vidas – desde uma curável apendicite a fatais ataques cardíacos. Também começam a usar óculos com a mesma idade, quando é o caso. Isto significa que os genes não só traz a tendência a sofrer de certos males como também funcionam feito verdadeiras bombas-relógio. Nos exames de eletro encefalograma, gêmeos idênticos mostraram ter ondas cerebrais muito semelhantes. Isto é, diante de certos estímulos visuais e sonoros, seus cérebros reagem quase com a mesma intensidade.

 

(Fonte: Revista Superinteressante)

 

Resultado de Pesquisa Feita com Gêmeos Adultos!


22 de abril de 2014 


Base da pesquisa: 498 depoimentos enviados de março de 2010 a março de 2014.


-90% dos gêmeos sente orgulho de ser gêmeo.
-50% dos gêmeos tem uma relação de amizade 'romântica'.
-40% dos gêmeos tem uma relação fraternal normal, sem romantismo.
-10% dos gêmeos odeia o fato de ter nascido gêmeo.
- Não conheço nenhum gêmeo adulto que tenha ficado traumatizado por vestir roupas iguais na infância, pelo contrário. Alguns escolhem continuar vestindo o mesmo estilo na fase adulta. O que incomoda mesmo são os adjetivos pejorativos.


Os dois pontos negativos mais ressaltados pelos gêmeos adultos:
1) Comparações. Definitivamente o gêmeo não tolera ser comparado.
2) Interferência de terceiros. A intromissão alheia é extremamente prejudicial para a relação fraternal gemelar.

“Vizinhos de Útero” um site totalmente dedicado aos irmãos gêmeos e familiares.

Jemima Pompeu – Autora e Editora
www.vizinhosdeutero.com.br

A Diversificação de investimentos

Escrito por Mhario Lincoln em 21/04/2014

(*) Convidado Eloi Moccellin 

 


Diversificação de investimentos é o termo técnico utilizado para designar a antiga recomendação de que "não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta".

Assim, da totalidade de seus recursos, o investidor (quer se trate de pessoa física, pessoa jurídica ou institucional) deve separar o montante que estará comprometido com gastos de curto prazo e com pagamentos em datas fixas (agregada uma pequena folga para imprevistos) e destiná-lo a aplicações financeiras de curto prazo ou até mesmo mantê-lo em disponibilidade imediata.

Da parcela determinada ao investimento de médio e longo prazo, poderá fixar previamente um valor para aplicações de renda fixa e outro a operações de renda variável.

Em princípio quanto mais conservador maior a parcela dedicada aos investimentos de renda fixa.

Quanto mais agressivo maior a exposição aos mercados de renda variável.

Entretanto, a moderna gestão de fundos e carteiras consegue diminuir as diferenças de relação risco-retorno desses dois tipos de investimento por meio do uso de derivativos.

Derivativos são instrumentos financeiros sofisticados, cujo valor se baseia em outro ativo, os quais propiciam a montagem de estratégias de proteção ("hedge") ou, ao contrário, de alavancagem.

Entre as alternativas de investimento em renda variável destaca-se o investimento em ações. Quando este é realizado com expectativa de retorno de médio/longo prazo, o risco fica menor.

Dessa forma, o risco passa a estar condicionado ao desempenho/resultado (lucro ou prejuízo) da companhia dentro de um horizonte temporal mais amplo.

@garimpodeacoes

Eloi Moccellin = Assessor de Investimentos em Ações.