"Restos do carnaval", de Lispector

Escrito por Mhario Lincoln em 06/03/2014

Especial quarta-feira de cinzas (2014)

Ilustração de Ana Raquel (original do texto) e foto: Google Imagens

 

Restos do carnaval, de Clarice Lispector
Clarice Lispector (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )


Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

 

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

O Mundo dos Bilionários

Escrito por Mhario Lincoln em 05/03/2014

Brasil 

(Foto google imagens)

 

 O Brasil tem atualmente 19 bilionários a mais entre as pessoas mais ricas do mundo em relação ao que tinha no ano passado, de acordo com o ranking anual da revista americana Forbes, divulgado nesta segunda-feira (3/3/14).

 Foto: Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev e homem mais rico do Brasil.

 

Agora, o País tem 65 representantes, em comparação com 46 na listagem de 2013.

 

Dono da companhia de bebidas Ambev, o empresário Jorge Paulo Lemann continua a ser o primeiro entre os brasileiros, com uma fortuna estimada em US$ 19,7 bilhões (o equivalente a R$ 47,28 bilhões).

O banqueiro Joseph Safra, continua sendo segundo brasileiro melhor colocado, na 55ª posição geral, com US$ 16 bilhões (R$ 38,4 bilhões), seguido pelo empresário e sócio de Lemann, Marcel Herrmann Telles, que é o 119º mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 10,2 bilhões (R$ 24,48 bilhões).

 

O empresário Eike Batista, brasileiro mais bem colocado na lista entre 2009 e 2012, já havia caído para a 100ª posição geral em 2013, e não consta da nova relação da Forbes.

 

Inéditos de Pedro du Bois

Escrito por Mhario Lincoln em 02/03/2014

LUZES

 
A luz predisposta
na porta entreaberta
o sono abafa o choro
de perdidas imagens
lembradas no início
raiva concentrada
em impropérios
caminho bifurcado
segue o destino
sobre a elevação
o vento silencia
a resposta
cobra do corpo
o escopo deposto
em anotações
verbaliza ordens
a desordem habita
sua vista
a luz ganha espaço
perdido na composta
vida: outro o preferido
em amor e vácuo
mortos sentimentos
retornam na estrada
                      única. 

(Pedro Du Bois, inédito)

 

 

SAPIÊNCIA

 
Sabe o que aprende
através dos deuses
do conhecimento:

desconhecido ser
                 interior
na tentativa de entender
o começo no alvoroço
da passagem suave
no encanto da chegada
em torvelinho distinto
de estrelas
     e corpos suspensos

o que apreende
dos deuses no reconhecimento
sobre a ignorância
                   paira
                   no mundo
                   de diversos universos
                                em desconheceres.

(Pedro Du Bois, inédito)
 
 

Meu Convidado hoje:

 

Uma aula sobre Compra de Ações

Escrito por Mhario Lincoln em 28/02/2014

  1. Recuperado do twitter  
     
     
     
     
    1.  

      1) Quando compramos ou vendemos ações não devemos nos preocupar com as corretagens. Isso deve ser negociado antes das operações...

      2) Comprar na baixa e vender na alta, é uma regra das mais simples e funciona quando a Cia é liquida e apresenta sempre lucros...

      3)Deixar de acreditar que quando montamos uma carteira estamos 100% certos ao ponto de imaginarmos resultados superiores que os do IBOVESPA

      4) As pessoas não podem correr o risco de ter reações emocionais de amizade com os seus trades: corretores, operadores, analistas (segue)

      5) Quem cria amizade c/trades, deixa de observar o racional e passa a ser simples jogador. Os trades ganham corretagens nas compras e vendas

      6) Temos q pensar no futuro da ação escolhida e ñ no passado histórico q nunca se repete, pois as situações são outras, em todos os sentidos

      7) Aquela empresa que para no tempo e atua sempre igual não terá crescimento e nem bons proventos...

      8) Vender tudo é correto, qdo seguimos o mercado, mas temos esquecer a carteira anterior e pensar na atual, s/ futuro e reais possibilidades

      9) Nota-se claramente q corretoras, operadores e analistas erram sempre, como qualquer investidor. Difícil é saber se é de propósito ou não.

      10) P/encerrar fique esperto quando corretora ou operador oferece novos métodos de negociações, q induzem a compras e vendas s/ base firme

       

    Foto google imagens
     

    : Assessoria financeira de investimentos em ações e tributação atinente. Atende apenas no Brasil. É independente. (Araraquara - SP - BR).

     
     

"Os bons se foram. Ficaram os Canibais" (TT)

Escrito por Mhario Lincoln em 27/02/2014

Charge: JUNIÃO (Excelente conotação gráfica).

 “O PT no governo é um prolongamento da longa ‘via passiva’ brasileira, a expansão do capitalismo da exclusão, a repetição do mesmo, desde o aliancismo desembestado até as políticas dos tíquetes do leite. O PT é hoje o partido de centro no espectro político brasileiro, junto com aquele que escolheu como irmão, o PSDB: se odeiam, mas são irmãos. E o pior é que não sabe disso. Pensa que está reformando o país."

Chico Oliveira, um dos fundadores do PT ao abandonar o partido.

 O PT (origem Senado) divulgou em sua rede social que “PIB do Brasil cresceu mais do que o de nações desenvolvidas”. No fundo, não foi bem assim. Por exemplo, ele disse que a inflação “não subiu”. Mas o que o povo brasileiro sofreu no bolso, então, não se chamava inflação? Então o que esse aumento de preços (chegou até a 60% em certos produtos) realmente é? Para Guido Mantega e o Governo do PT, foi fácil dar aquele “jeitinho brasileiro” nesse quesito. Modificaram o índice inflacionário. Por isso que o Financial Times o chamou de “especialista em jeitinho brasileiro”.

Economistas ouvidos por mim, por telefone, admitiram que realmente, à grosso modo, houve um certo incremento nos indicadores econômicos em 2013. “Mas Guido Mantega e sua equipe foram supercriativos para que esses números fossem passados para a população de modo a dar maior consistência aos números”.

As coisas não vão tão bem assim, especialmente quando o assunto são Contas Públicas. Ele antecipou, em 3 de janeiro, o anúncio dos números preliminares do superávit fiscal primário para 2013. Isso, nas palavras de Mantega, “para acalmar o nervosismo do mercado financeiro”. Isso, segundo pessoas que estudam o caso, afirmam ser, “esse jeitinho brasileiro que o FT se referiu”.

Aliás, há muito Mantega tem-se dado a esse tipo de jeitinho econômica. Em 2007, declarou, absurdamente, que “80% ou 90% dos brasileiros não pagariam a CPMF. Óbvio de que a reação foi imensa. “Se isso fosse levado a sério, faria desaparecer a principal distorção do sistema tributário brasileiro - carga excessiva e baseada em tributos indiretos, embutidos nos preços de bens e serviços”, lembra matéria do O Estadão, na época.

 

 

Ratadas nas Redes Sociais

Escrito por Mhario Lincoln em 27/02/2014

Foto google imagens

 

Você está satisfeito com seu corpo? Quantas calorias perdeu hoje na academia? Responda isso mentalmente, por favor, e não em seu Facebook. A coisa que mais irrita seus amigos na rede social são informações pessoais sobre dietas e exercícios. Isso é o que indica uma nova pesquisa do site Sweatband.


No levantamento, foram entrevistados 1.793 usuários. Os pesquisadores descobriram que 52% deles usaram menos o Facebook por causa de atualizações irritantes de pessoas que eles seguem. Mais de um terço do grupo afirmou que já abandonou o serviço completamente por algum tempo por causa dessas atualizações de status chatas.


Confira abaixo 10 coisas que mais irritam no Facebook:

 

1. Dietas e exercícios

Ninguém quer sabe o quanto você correu hoje e quantos quilos perdeu nessa semana.


2. Fotos de comida

A sua comida pode ser bonita e parecer deliciosa… mas nada justifica você fotografar todas as suas refeições e postar no Facebook. Isso é realmente chato.


3. Fazer mistério

Se você quer dizer algo no Facebook, conte tudo ou cale-se para sempre. As pessoas detestam frases misteriosas, como “Eu não acredito no que aconteceu!”. Pior ainda é quando alguém pede mais detalhes e recebe como resposta “Eu não quero falar sobre isso”.

4. Solicitações de jogos

Tudo bem você ser um agricultor ou mafioso virtual em jogos do Facebook, mas nem todos seus amigos gostam disso. Por isso, nada de mandar solicitações de jogos descontroladamente.

5. Pais corujas

É claro que seu filho é muito especial e surpreendente. Para você. O resto das pessoas não precisa saber de cada passo, palavra nova ou suspiro que ele dá.

6. Detalhes muito pessoais

Algumas pessoas compartilham informações no Facebook que deveriam contar apenas para amigos muito, muito próximos.

 

7. Check-ins em todo o lugar

Quer dizer que agora você está em um café? E agora no cinema? Bom para você, mas seus amigos não precisavam saber disso.

 

8. Spam de eventos

Tudo bem se for seu aniversário ou uma festa realmente legal. Mas mandar dezenas de convites de eventos que provavelmente nem você vai, diariamente, para todos os seus amigos, vai te fazer uma pessoa menos amada.

 

9. Viciados em comentários e “likes”

Todos gostam quando têm suas atualizações de status curtidas e comentadas. Mas se você fizer isso o tempo todo com um amigo, ele vai pensar que você está o perseguindo.

 

10. Autopromotores

Ok, você tem um ótimo trabalho e faz muito sucesso. Mas que tal parar de se promover pelo Facebook?

 

 

Original de: [Telegraph 1 e 2]

Teus amigos te Engordam?

Escrito por Mhario Lincoln em 27/02/2014

Foto original do texto/Com Hypescience

Respostas e Perguntas?

 

1- O sucesso de uma dieta depende de mais do que apenas força de vontade e autocontrole.


2- O que faz uma pessoa ter uma recaída ou abandonar sua meta?


Foi o que uma pesquisa liderada por Heather McKee, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, queria descobrir.


Os cientistas estudaram os fatores sociais e ambientais que fazem as pessoas largarem sua dieta (mesmo que momentaneamente) e não resistirem à tentação.
Oitenta pessoas que faziam parte de um grupo de perda de peso ou estavam fazendo dieta por conta própria participaram do estudo de uma semana. Eles receberam telefones celulares nos quais tinham que manter um diário eletrônico de todas as tentações que cruzavam seu caminho, e como lidavam com elas.
Isso ajudou os pesquisadores a fazer um registro completo em tempo real, conhecido como “avaliação momentânea ecológica”, das tentações e lapsos da dieta dos participantes.


O resultado? A presença de amigos, desejos tarde da noite ou a tentação do álcool muitas vezes foram simplesmente fortes demais para resistir.


Ter amigos mais pesados aumenta suas chances de engordar


Os participantes caíram na tentação pouco mais de 50% das vezes em que passaram por uma, e eram especialmente vulneráveis à noite. Eles eram mais propensos a ceder a tentações alcoólicas do que comer um alimento açucarado ou comer mais do que o programado. Sua força de vontade também foi influenciada pela presença de outros, como os amigos, independentemente da tentação na dieta ser inesperada ou se a pessoa já estava à procura de algo para comer. Quanto mais forte a tentação da dieta, mais provável um participante era de ceder a ela.

 

Foto google imagens
foto google imagens10 atitudes que acabam com sua dieta


Não surpreendentemente, a maioria dos participantes relatou estar mais consciente do seu comportamento alimentar ao manter um diário de dieta.
As descobertas podem ser úteis para programas de perda ou manutenção de peso. Os pesquisadores destacam o possível uso de aplicativos de celular para apoiar as pessoas que estão de dieta.
Os resultados também enfatizam a importância da inclusão de mecanismos de enfrentamento específicos para reforçar a autoeficácia de uma pessoa. Em outras palavras, é preciso fazê-la acreditar na própria capacidade de alcançar seus objetivos.

 


“Na luta contra a obesidade, precisamos ajudar as pessoas a se tornarem mais conscientes dos diversos fatores pessoais, situacionais e ambientais que as expõem a tentações alimentares. Ao fazer isso, nós podemos ajudá-las a desenvolver as habilidades necessárias para lidar com sucesso com a dieta e evitar lapsos”, diz McKee.

 

Original de: [MedicalXpress]

"A Banalidade do Mal"

Escrito por Mhario Lincoln em 26/02/2014

(*)Trechos de artigo publicado dia 08/06/2013 no jornal "Brasil de Fato"

 


"Quem opta por fazer o bem e se doa na construção de um mundo mais justo tem de aprofundar o seu pensar e constantemente rever o seu modo de agir. Quem faz o mal nem precisa de opção".

 

 

 

Marcelo Barros (*)

 

Nessa semana, (08/06/2013) o mundo recorda os quase 70 anos do dia em que a humanidade perdeu sua inocência e viu o lançamento da primeira bomba atômica, no caso, jogada pelo governo dos Estados Unidos da América sobre a população de Hiroshima (no dia 06 de agosto de 1945). Dois dias depois outra bomba norte-americana caía sobre a cidade de Nagazaki, ambas no Japão.

No Ocidente, os meios de comunicação divulgaram a noticia de que esse era o único modo de acabar com a guerra. No entanto, desde dois meses antes, no dia 06 de junho, as tropas aliadas tinham conquistado a Normandia e vencido o exército alemão, o que levou à rendição de Hitler e ao fim da guerra na Europa.

A quase indiferença com a qual, naquele momento, a maior parte das nações encarou a destruição das duas cidades, a morte de milhares de pessoas inocentes e as consequências da radiação sobre as gerações seguintes só pode ser compreendida se se toma consciência do racismo ocidental em relação aos orientais.

Além disso, sem dúvida, uma cultura de convívio com a morte conduz as pessoas a acharem menos horrível o sofrimento dos outros, principalmente se estão distantes. Alguns anos depois, em Jerusalém, ocorria o julgamento de Adolf Eichmann, o oficial nazista que organizava o transporte dos judeus para os campos de extermínio. A imprensa havia descrito Eichmann como uma espécie de cérebro monstruoso do mal.

Como correspondente da revista New Yorker, a filósofa judia Hannah Arendt assistiu ao julgamento de Eichmann e sobre isso publicou o livro que escandalizou muita gente. O livro se intitula: “A banalidade do mal”. Ao contrário do que dizia a opinião pública, ela afirmou: “Eichmann era um homenzinho insignificante e medíocre, cuja única característica notável era não pensar e não dar o menor sinal de uma autêntica personalidade própria, nem de direita, nem de esquerda e não estar ligando para o bem ou para o mal”.

Quanto mais ela o entrevistava, mais se dava conta: era impossível conversar com ele, não porque ele mentisse, mas simplesmente porque não tinha pensamento próprio. Repetia frases prontas e argumentos que aprendeu no exército nazista. Segundo ele, a responsabilidade do que fez não era sua e sim dos chefes que lhe mandaram matar judeus. E isso é que foi grave porque, ao não se dar o trabalho de pensar, ele cometeu um verdadeiro genocídio e se tornou responsável pelo sofrimento e pela morte de milhões de pessoas.

Por revelar essa banalidade do mal e por revelar que algumas organizações judaicas também colaboraram com o nazismo, Hannah Arendt sofreu muitas pressões e incompreensões. Ela revelou que os judeus que tinham muito dinheiro e poder não morreram, nem foram perseguidos. Morreram os pobres e as pessoas comuns. A imprensa e o Estado de Israel se sentiram traídos.

(...)

Aqui no Brasil, no tempo da escravidão, muitas pessoas de bom coração tinham escravos sem se perguntar sobre isso. Nas operações policiais, há soldados que agridem pobres na rua por serem negros ou estarem mal vestidos. Depois, voltam à casa, beijam a esposa, tomam nos braços o filho pequeno e lhe fazem carinho.

Segundo nos ensina Hannah Arendt, uma sociedade que não faz pensar e não torna acessível a todos a capacidade de aprofundar criticamente a própria história transforma homens e mulheres em pessoas sem responsabilidade moral, mesquinhos executores do que pensa e transmite qualquer programa sensacionalista de rádio ou televisão que transmite os crimes do dia misturados com a propaganda de Coca-cola.

Como Pôncio Pilatos no julgamento de Jesus, essas pessoas lavam as mãos e deixam o mal se perpetuar, como a banalidade de suas vidas. Para quem crê, Paulo escreveu aos cristãos de Roma: “Não se conformem com esse sistema do mundo, mas se transformem continuamente pela renovação da mente” (Rm 12, 2).

Marcelo Barros é monge beneditino.