Por que a Previdência está no ZERO?

Escrito por Mhario Lincoln em 25/02/2014

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Algumas Verdades sobre a Previdência Nacional

 

 (*) Mhario Lincoln /O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

A Previdência brasileira deveria ser, apenas, retributiva e conceder, diante disso, proventos para aposentados e pensionistas. Isso seria o certo, não? Ou seja, paga-se para receber a contribuição devida ao final da jornada de trabalho, descontada a contribuição mês a mês. É assim que seu escopo foi elaborado.

Desta forma, todos os que contribuem para a Previdência Nacional constituem uma Massa de Segurados, que não é a Sociedade. Mas parcela dessa sociedade.

Nossa preocupação aumentou quando li um artigo publicado na "Revista Cobertura de Seguros", assinado por Paulo Mente, ex-presidente da Associação Brasileira dos Fundos de Pensão Fechados (Abrapp), que falava sobre a Previdência Brasileira, chegando a afirmar:

"A previdência social está por merecer uma definição mais clara quanto à forma de financiamento. Talvez caiba segregá-lo em duas partes: o regime retributivo e o regime assistencial. Aquele, reservado às aposentadorias e pensões dos participantes que efetivamente contribuem durante suas vidas ativas, e o assistencial, com fonte de financiamento separada, para os benefícios rurais e outros de não contribuintes."

Então, todo dinheiro que se paga a título de contribuição previdenciária, visa formar esse bolo, cuja total serve para pagar aqueles que se aposentaram, inclusive autônomos que recolheram ao longo do tempo.

Ora, Paulo Mente parecer ter ido no gargalo da ideia que nós tínhamos também, ou seja, o Instituto da Previdência, sendo retributivo, acaba devolvendo, através dos proventos da aposentadoria e pensões o que ao longo dos anos foi recolhido mensalmente de parte de cada contribuinte na ativa, seja ele funcionário público optante ou trabalhador autônomo, rural ou urbano.

Mas há quem consiga misturar alhos com bugalhos na direção do nosso Instituto de Previdência, conhecido como INSS para, forçosamente continuar espraiando o conceito, apenas,  de “contributivo”, para um órgão também assistencialista.

Crimes Econômicos. Brasil lidera!

Escrito por Mhario Lincoln em 24/02/2014

CRIMES ECONÔMICOS
Brasil lidera fraude em compra corporativa, aponta estudo


(*)Conjur

Levantamento com executivos que atuam no Brasil aponta que o índice de fraudes na área de compras supera a média mundial e de regiões com perfil semelhante, segundo pesquisa global de crimes econômicos divulgada pela PwC, grupo que presta serviços de auditoria e consultoria. Entre os cinco primeiros crimes apontados no ranking, a fraude em aquisições corporativas foi apontada por 44% dos 132 entrevistados, à frente da taxa global (29%), latino-americana (27%) e de mercados emergentes (36%).

A pesquisa ouviu mais de 5 mil pessoas em 95 países. Mais da metade (54%) eram empresários de organizações com mais de mil funcionários. O desvio de bens de empresas, que ocupa o topo da lista da PwC, tem índice de 72% no Brasil, semelhante à média geral (69%) e de outras regiões. Suborno e corrupção estão em terceiro lugar. Enquanto esse tipo de delito foi lembrado por 28% dos entrevistados no país e 27% dos ouvidos no mundo, a taxa em mercados emergentes chegou a 38%.

Entre os crimes mais citados, a ocorrência de cibercrimes fez o Brasil ficar com a menor taxa: 17%, enquanto o índice global foi de 24%. Na América Latina e em mercados emergentes, a porcentagem para o mesmo crime foi de 20% e 22%, respectivamente.

Da amostragem, 27% das companhias com atividades no país disseram já ter sofrido algum tipo de crime econômico. Mais de 30% dos empresários estimaram que as fraudes geraram prejuízo entre US$ 100 mil a US$ 1 milhão. A maioria deles disse ainda que o inimigo está próximo: 64% acreditam que o fraudador atua dentro da própria empresa. Com informações da Global Economic Crime Survey 2014 da PwC.

 

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Vereadora que praticou nepotismo tem de ressarcir município


Por Marcelo Pinto

De acordo com a Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), a lesão a princípios administrativos não exige dolo ou culpa do agente público nem prova de desvio de dinheiro público. Basta a identificação da ilicitude ou imoralidade administrativa. Com base nesse entendimento, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou uma vereadora de Nova Friburgo pela prática de nepotismo. Além dos direitos políticos suspensos e da proibição de contratar com o poder público pelos próximos três anos, ela foi condenada a pagar multa equivalente a 30 vezes o salário que recebia na Câmara Municipal. O acórdão foi publicado no último dia 7 de fevereiro.

Eleita em 2005, a vereadora Jamila Calil Salim Ribeiro nomeou, para o cargo comissionado de assessor parlamentar, seu marido e sua própria mãe. Conforme a Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público, a nomeação afronta a Lei 8.429/92 e os princípios da legalidade, da moralidade administrativa e da impessoalidade. Segundo a Procuradoria de Justiça, seria ofensivo “à inteligência mais rasteira acreditar que tal prática por um político não estaria violando a moralidade. Ou que, ingenuamente, teria agido de boa fé, em consciência da antijuridicidade de sua ação”.

As penalidades do Voto Obrigatório

Escrito por Mhario Lincoln em 21/02/2014

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(*) Mhario Lincoln

 

A questão do Voto Facultativo é polêmica e tem reservado cada vez menos espaço no Legislativo brasileiro. Isso não deveria ocorrer. A cada eleição fica claro que eleitores buscam, através da anulação ou do voto em branco, às vezes da própria ausência ao pleito, mesmo sabendo das graves sanções, a liberdade de votar ou não nas eleições brasileiras.

Esse fato se torna explícito no momento em que confiro a ata do último pleito. De 138,5 milhões de eleitores aptos no país, 16,4% não apareceram nas seções eleitorais. Isso se traduz num número bem significativo, isto é,  22,7 milhões de pessoas (quase 23 milhões) abriram mão de exercer - de forma obrigatória - o seu direito ao voto. Quase 23 milhões é quase a populações do Chile e do Uruguai juntas.

Então fui em busca de especialistas para entender o Voto Obrigatório. Um deles, o consultor legislativo na área de Direito Constitucional e Eleitoral do Senado, Paulo Henrique Soares tem opinião formada e diz com clara evidência:

- A decisão de votar deve ser do eleitor. Quanto ao nível de engajamento, se a disputa for acirrada, o índice de participação será alto.

 

O Menor infrator deve ser punido?

Escrito por Mhario Lincoln em 20/02/2014

Nota do editor: Diante de tantos crimes hediondos praticados por menores infratores neste país, escolhi este texto do emérito jurista Daniel Melo Garcia que discorre, com muita acuidade histórica e bom senso,  sobre essa problemática por demais discutida e polemizada em nosso país. Tenham uma boa leitura e tirem suas conclusões. Cada uma será bem vinda.

(Foto não original do texto: Google imagens)

 

Desenvolvimento histórico da responsabilização criminal do menor infrator

(*) Daniel Melo Garcia




Resumo: diante da complexidade e polêmica do tema, para que se possa bem trabalhar com a tentativa de flexibilizar o atual marco etário de incapacidade criminal, é mister promover breve escorço histórico acerca da condição do jovem indivíduo delitivo ao longo das legislações e diplomas normativos pátrios. Far-se-á a análise das disposições presentes desde as Ordenações (Afonsinas, Manuelinas e Filipinas), provenientes do direito europeu, perpassando pelo Código Criminal do Império de 1830, pelo Código Penal Republicano de 1890, traçando, ainda, alguns comentários sobre o Código de Menores de 1927, Código Penal de 1940, Constituição Federal de 1988 e Estatuto da Criança e do Adolescente. O objetivo é entender o desenvolvimento histórico dos sistemas e marcos adotados no ordenamento jurídico pátrio em todas as suas épocas, tecendo as devidas críticas em defesa da flexibilização do sistema hodiernamente adotado.

 

Palavras-chave: imputabilidade penal; desenvolvimento histórico; criança; adolescente; menor infrator.

 

Sumário: 1. Noções Proemiais 2. Brasil-Colônia 3. Período Imperial 4. Brasil-República 4.1. Código Penal dos Estados Unidos do Brasil – Decreto n. 847 de 1890 4.2. Código de Menores de 1927 – Código de Mello Mattos 4.3. Código Penal de 1940 – Decreto-Lei n. 2.848 4.4. Anteprojeto de 1969 5. Conclusões

Pobre paga (+) Imposto.O rico, menos

Escrito por Mhario Lincoln em 17/02/2014

(Imagem: CartaCapital)

 Foto Carta Capital(*) Mhário Lincoln

É jornalista, advogado e editor do site partilhabr.com.br / tuíter @Mhariolincoln

 

Estudos realizados por empresas especializadas revelou algo que todo mundo sabia, mas que foi além da imaginação. Nem mesmo os seguidores do Governo de Dilma Rousseff, seus fãs ou eleitores talvez não soubessem da gravidade do problema.

Trata-se de números exatos sobre a força da mordida do Leão Fiscal entre os pobres que o governo petista insiste em afirmar que “é para eles que governo”. (Dilma em recente pronunciamento em cadeia nacional de tv).

Na verdade, ao onerar mais e mais o consumo (renda e propriedade), o sistema tributário brasileiro acaba punindo muito mais os pobres (ou aqueles que ganham menos) e, paradoxalmente, cobra muito menos dos que estão no topo da pirâmide social em termos de salários. Os pobres pagam pelos ricos.

Dados primários de pesquisa elaborada pelo IBGE/POF nos revela (pasmem) que um cidadão brasileiro que tem salário de R$ 724,00 paga 37% de impostos e vai ter que trabalhar (se contasse a partir de hoje) 153 dias para quitar seus tributos esfolados pelo Governo.

Quem ganha salário de 724,00 reais paga mais impostos em cima da alimentação (R$70,8), (R$166,4), em habitação e (R$20,00) em vestuário. Ao final, são 37% do salário suado, só de impostos injustos.

Uma segunda faixa, a de quem ganha até 6 mil reais, vai pagar pouco menos. Desconta algo em torno de 23% de carga tributária, resultando em 115 dias de trabalho para quitar essa dívida fiscal. Gasta mais em Alimentação (200,8 reais), habitação (479,6), e (98,5) em vestuário.

Agora pasmem! Como um governo que se diz “do trabalhador para o trabalhador” consegue assistir à cobranças de tributos na ordem de, apenas, 17% de carga tributária em cima de quem ganha salário de 22 mil reais?

Esse trabalhador de 22 mil reais dispensa, somente,106 dias para o pagamento de seus tributos, enquanto o trabalhador de salário mínimo (700,00) tem que trabalhar quase o dobro, 200 dias, para pagar uma alíquota de 37% de impostos.

Alguma coisa está errada. E a gente pode corrigir com a única arma letal disponível ao eleitor consciente: O VOTO!

A Soberania Popular e as Forças Armadas/Cada um no seu quadrado

Escrito por Mhario Lincoln em 15/02/2014

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(*) Mhario Lincoln

Jornalista, escritor e editor do site PARTILHABR (partilhabr.com.br)

Tuíter: @mhariolincoln

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“Quando o povo foi às ruas para reivindicar preços menores para passagens de ônibus (0,25 centavos), na verdade, não eram apenas 0,25 centavos. Mas toda uma correção monetária imposta pela cadeia corrupta que resulta da má conduta econômica e fiscal, apta a corroer o bolso de quem produz e a ideologia democrática de quem vota.” (ML).

 

 

Na X Conferência Nacional da OAB, em Recife, em 1984, foi discutida a Redemocratização do País. Um dos palestrantes foi o jurista Raimundo Faoro, também sociólogo, historiador, cientista político e escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, de 1977 a 1979.

Ele passeia com insights empolgantes sobre a redemocratização do Brasil e o papel das Forças Armadas nesse processo, no que se referiu à Revolução de 64. Em uma das brilhantes passagens, Faoro lembra com acuidade experimental: “A tutela estamental das Forças Armadas só permanecerão dentro da lei, se democrático for o Regime, um Regime que solva as reivindicações da sociedade, suas perplexidades e suas inquietudes, no confronto das urnas e da opinião pública”.

Ora, já há um movimento às escondidas visando a tomada de uma posição (seja ela qual for), pelas Forças Armadas, à pró Sociedade do Brasil, diante desses milhares de escândalos explodidos em diversos partidos políticos civis, envolvendo lideranças sócio-políticas da base até a Presidência da República, onde, imaginam esses, “coloca em risco o Estado de Direito da Nação Brasileira e desrespeita a hegemonia e independência dos Três Poderes Constituídos”.

Nos últimos 12 anos, (incluindo final do governo FHC), como é sabido e divulgado, a instabilidade emocional do povo, diante do aumento incontrolável da corrupção, gerando total insegurança pública, é notória, reacendendo a chama das reinvindicações nas ruas, às vezes legítimas, outras vezes minada de vandalismo e marginalidade.

Há igualmente a instabilidade econômica com PIB’s cada vez menores, exacerbação de empréstimos fáceis incentivado por bancos do Estado (ou sob seu controle) e consequente endividamento popular, obras públicas supervalorizadas, corrupção em diversos setores públicos e privados, além de escândalos com desvio de dinheiro público.

Soma-se a isso, impostos cada vez mais severos, como, por exemplo, em cima de Mercadorias, Bens e Serviços, setor importantíssimo para a produtividade da Nação e que recebe a maior carga. Em torno de 45% de tudo que se produz. Ou seja, paga-se quase a metade do que se produz, para o Governo.

Soma-se a isso um sistema burocrático confuso que pune aqueles que desejam produzir, sem nenhum estímulo à inovações, pesquisas e desenvolvimento da ciência corporativa.

O pior disso é que o pequeno produtor no Brasil gasta quase 4% de seu faturamento para cuidar dessa complexa e desumana administração de tributos.

Vê-se grave erro na política fiscal da atual administração executiva, a partir desse ponto. Daí, quando o povo foi às ruas para reivindicar preços menores para passagens de ônibus (0,25 centavos), na verdade, não eram apenas 0,25 centavos. Mas toda uma correção monetária imposta pela cadeia corrupta que resulta da má conduta econômica e fiscal, apta a corroer o bolso de quem produz e a ideologia democrática de quem vota.

Portanto, quando se publica na internet manifestos civis obrigando as Forças Armadas a se inserir no momento político brasileiro (da forma que seja), como única esperança de recolocar o Brasil nos trilhos, há, igualmente, um grande risco.

Em plena abertura, o jurista Raymundo Faoro, que cito no parágrafo primeiro consegue analisar muito bem isso, mesmo que nos idos de 1984, exatos 30 anos atrás, como prova de que os governos civis, (de lá pra cá), com raríssimas exceções, meteram os pés pelas mãos, como administradores públicos.

Mas, por outro lado, garantiram eleições diretas e liberdade de expressão fatores incondicionais para o funcionamento da Democracia, mesmo que, vez por outra, alguém ressuscite o termo “Democracia Capenga”, o que desapareceria por inteiro do dicionário nacional, caso votassem uma lei que desobrigasse o eleitor verde-amarelo da ‘síncope’ do voto obrigatório.

Faoro, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil numa época difícil (entre 1977 a 1979), conseguiu resumir ao final de sua palestra naquele X Congresso, em Recife, algo que deve ainda ser analisado com respeito e bom senso diante de tantas reinvindicações – algumas completamente fora da casinha – explosivas, até assassinas promovidas diante de instabilidades cada vez mais comuns no Brasil.

Tomo a liberdade de reproduzir toda a conclusão do jurista Faoro, como forma de, pelo menos, evitar as espoletas que detonariam barris de pólvora sob os três poderes constituídos, antes que algum aventureiro reencarne Guy Fawkes, que irritado com as condições lastimáveis do povo inglês, juntou-se a Robert Catesby para tramar a “Conspiração da Pólvora”, um dos planos mais ousados para libertar o povo inglês das garras da tirania da coroa, explodindo o Parlamento (com membros da Coroa dentro).

Destarte, encerro este meu comentário com a conclusão de Raymundo Faoro, que a meu ver e em linguagem atual, pode se resumir assim: A Soberania Popular e as Forças Armadas. Cada um, em seu quadrado.

Faoro, in litteris, relatado nos idos de 1984, durante a X Conferência da OAB, na cidade de Recife:

 

(1)  - “A ideologia, que lhe impede a maioridade e lhe tolhe as liberdades e os direitos, se evaporará, como o nevoeiro na manhã de sol.”

(2)  - “A democracia não temerá a liberdade, nem fará dela unicamente o instrumento descartável e oportuno das transformações sociais, nem a liberdade servirá para esmagar os homens, num mundo de senhores e dominados.”

(3)  “Para as Forças Armadas, há espaço mais alto, mais democrático, sem a mácula das facções: a submissão à lei autorizada, consentida e deliberada pelo povo brasileiro. Elas serão o espelho e o orgulho de todos, não dos partidos, não dos interesses, não dos ambiciosos, não dos manipuladores, não da violência. Elas participarão da legitimidade da democracia.”

 

“0 longo percurso, que mergulha na história e nas constituições republicanas, leva a um só ponto: a instauração da soberania popular. Não será abolida a tutela estamental das Forças Armadas com o seu retraimento aos quartéis. Elas só permanecerão dentro da lei, se democrático for o regime, um regime que solva as reivindicações da sociedade, suas perplexidades e suas inquietudes, no confronto das umas e da opinião pública. Não basta a conduta pessoal e corajosa, que não receie a malquerença dos militares, nem corteje seus favores. Para que elas sejam dispensadas da função de sustentar (Const. de 91), garantir - (Const. de 34) a Constituição, obedecer fielmente ao Presidente da República, ao seu império e aos seus caprichos, defender e garantir os poderes constitucionais (Const. de 46), ou garantir e defender os poderes constituídos (Const. de 67) é necessário que o povo não conte com ninguém acima dele nas disputas dos partidos, que só ele, por si mesmo e por seus legítimos representantes, nos parlamentos e nos tribunais, delibere e atue. A ideologia, que lhe impede a maioridade e lhe tolhe as liberdades e os direitos, se evaporará, como o nevoeiro na manhã de sol. A democracia não temerá a liberdade, nem fará dela unicamente o instrumento descartável e oportuno das transformações sociais, nem a liberdade servirá para esmagar os homens, num mundo de senhores e dominados. Haverá sempre, por maiores e mais largas que sejam as maiorias, lugar para as oposições, nunca desamparadas da esperança de serem um dia, com a única legitimidade do voto, a maioria. As Forças Armadas, nesse tempo novo e próximo não vestirão a pele dos lobos da segurança nacional, nem a espada de árbitros, garantes ou defensores da Constituição. Para elas, há espaço mais alto, mais democrático, sem a mácula das facções: a submissão à lei autorizada, consentida e deliberada pelo povo brasileiro. Elas serão o espelho e o orgulho de todos, não dos partidos, não dos interesses, não dos ambiciosos, não dos manipuladores, não da violência. Elas participarão da legitimidade da democracia.

5 lições para quem sofreu Bullying

Escrito por Mhario Lincoln em 14/02/2014

 

O termo pode ser relativamente recente, mas o fenômeno é um velho conhecido. Você sofria bullying quando ia à escola? Talvez no condomínio, no clube, ou em qualquer lugar longe da supervisão de adultos onde as crianças mais explosivas davam asas à malvadeza infernizando a vida de outras?


Para os que costumavam ser o lado oprimido dessa relação, um escritor finlandês resumiu suas próprias experiências em cinco lições que, segundo ele, foram carregadas para o resto da vida. Confira a lista:

 


5. Não existe pessoa menos vulnerável ao bullying

Em uma sala de aula, havia alguns tipos clássicos que a sociedade já não aceitava logo de cara. Estes pareciam, aos olhos da massa, estar pedindo para sofrerem nas mãos da garotada mais cruel. Mas esta parcela consistia em uma minoria.


Em uma turma de 40 alunos nos anos 90, por exemplo, poderia haver três ou quatro nerds estereotipados, que usavam óculos, sentavam na primeira fila e levavam lancheira com Toddyinho, mas o bullying não se restringia a este pequeno grupo. Em uma relação de mais fortes e mais fracos, especialmente na parte física, muitas crianças se tornaram vítimas em dado momento.

 


4. Bullying não é uma luta entre o Bem e o Mal

Psicólogos podem esclarecer isso com precisão, mas é óbvio que nem as crianças opressoras não têm maldade pura e trevas profundas no coração. Boa parte delas usa o bullying como forma de descarregar um peso emocional que pode ter razões familiares ou externas. Mas é claro que não é fácil explicar isso a uma criança que tem a cueca puxada pelos amiguinhos todo santo dia.

 


3. Os espectadores são piores do que os “bullies”

O velho ditado “a ocasião faz o ladrão” cabe muito bem nesse caso. O bullying só é endêmico nos grupos sociais infantis e adolescentes porque há público para aplaudir. Se todas as crianças reprovassem quando um deles jogasse areia no sanduíche do colega, o pestinha logo seria forçado a parar. Mas o bullying quase sempre é acompanhado de risadas e encorajamento do público ao redor.
E será que os adultos são muito diferentes? Quase todo mundo tem uma atração intrínseca por violência, seja no noticiário, no entretenimento ou na vida real. Quando duas pessoas se beijam, é comum virar o rosto para o outro lado; mas dois brigões costumam atrair uma plateia em torno de si em questão de segundos. Alguns alegam que isso seja parte da natureza humana. O que você acha?

 


2. O desejo por vingança é uma coisa ruim

O bullying depende de um desequilíbrio natural de forças. Quando uma criança oprime a outra dia após dia, é bem provável que haja uma explicação plausível para isso. Em alguns casos, pode ser recomendável para a vítima enfrentar o perigo e dar um basta na situação.
O problema é que vítimas constantes de bullying tendem a acumular raiva e sede de vingança, principalmente se não tiverem amigos com quem se abrir. Quando esse sentimento explode de uma vez só, as consequências podem ser trágicas; não são raros os casos de crianças que conseguem uma arma e promovem catástrofes. O mais aconselhável para as vítimas, portanto, é não se fechar para o mundo, e liberar a raiva em doses saudáveis.

 


1. Um dia o bullying acaba

Há várias formas de encerrar uma longa carreira de vítima de bullying. Em alguns casos, a puberdade trata de equivaler os opositores no quesito de força física, ou até inverter a vantagem. Em outros, os antigos opressores simplesmente amadurecem, percebem o mal que causam ao próximo e o deixam em paz.
A não ser que o sofrimento tenha sido realmente traumático, ele logo deve passar. O ideal é que as antigas vítimas não retenham nenhum tipo de rancor ou mágoas em relação a um passado tão distante; de que serviria isso, afinal? Se você encontrasse hoje, na rua, um colega que te fazia mal na 5ª série, será que teria alguma raiva guardada? É bem provável que não.

 

Créditos originais: [Cracked.com / Washington Post]

Pode se viver sem trigo? Trigo vicia?

Escrito por Mhario Lincoln em 13/02/2014


Livro propõe a retirada total do trigo da dieta.
Autor considera o cereal um vilão que promove a barriga, além de picos exagerados de açúcar no sangue.

 

Obs do editor O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. : Neste texto primoroso de O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  - (Estado de Minas), uma avaliação real do livro "Barriga de Trigo", um best-seller mundial assinado pelo médico cardiologista Willian Davis. Para uns, radical, para outros (como eu que sigo essa dieta), algo de significativa importância para minha saúde.

Já estou com sessenta anos e por isso, devo começar a me preocupar com atividades e alimentação saudáveis. Em 1996/97 tive uma experiência parecida quando iniciei trabalho de reeducação alimentar. Minha base, na época, foi um livro escrito pelo médico Efraín Melara, "A Medicina do Terceiro Milênio". De caráter extremamente radical, Melara ensinava métodos nada modernos. Mas em poucos meses (sem seguir a radicalidade sugerida), alcancei índices corpóreos interessantes. 

De 110 quilos acabei, ao final de um longo período, descendo a 70 quilos. "Satisfeito" com os resultados relaxei, voltando a incorporar dieta do dia a dia. Reengordei tudo novamente. Mas, somente em 2011, após complicações de quem abusa da sorte na comida, reencontrei um caminho saudável de vida. Já estou há quase 3 anos no meu peso ideal (80 quilos), isto é, 30 quilos a menos do que em 1994. Na época algumas revistas e jornais divulgaram essa proeza, como mostra foto ao lado.

Tive que ser radical em algumas coisas. Primeiro relembrar o que minha mãe sempre me dizia: "Comer pra viver, não viver pra comer". Depois regrar uma dieta à base de muitos legumes, arroz e feijão integrais e - coincidentemente ao livro - nada que contivesse trigo. (Nem mesmo os integrais (pão, bolachas, macarrão, pastéis, bolos, etc) cujos percentuais de glúten têm baixa diferença dos não integrais). Com um detalhe: Não sou celíaco (alergia ao glúten). Mas hoje me sinto muito bem.

Um detalhe que li no livro "Barriga de Trigo", depois. Sofri a síndrome de abstinência (como um viciado em drogas) quando abandonei o pãozinho francês nos deliciosos cafés da manhã ou nos lanchinhos da tarde. No terceiro dia tive uma crise de nervosismo e vontade imensa de correr na padaria mais próxima e comer tantos pães quanto desse. Abandonei o café por 2 semanas até a vontade passar. 

Willian Davis fala isso no livro, inclusive que trata a abstinência do trigo com as mesmas drogas que trata viciados em cocaína e heroína. Às pgs. 61 escreve ele:

"De sintomas da síndrome de abstinência a alucinações psicológicas, o trigo participa de alguns fenômenos neurológicos peculiares. (...). A administração da Naloxona impede a ligação das exorfinas do trigo ao receptor de morfina das células cerebrais. (...) Exatamente a mesma droga -Naloxona- que anula o efeito da heroína num dependente de drogas violento(...)".

Mas, vamos ao texto sobre o livro "Barriga de Trigo".