Conjecturas sobre o tempo

Escrito por Mhario Lincoln em 31/05/2015

José de Oliveira Ramos
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O tempo: o ontem; o hoje e o amanhã – todos passarão!
O tempo existe. Existe em mim, em você, existe em nós.É algo que você não vê nem se permite olhar – mas, tenhamos certeza, ele existe.
O hoje é uma divisão do tempo e você não o vê. Mas viu o ontem que, felizmente, já passou sem ser visto. Nem espere ansioso que, com certeza, o amanhã você também não verá.
A prova da existência do tempo para as pessoas
O tempo não é aquele relógio que, para a humanidade mostra apenas as horas que passam e se repetem todos os dias – embora cada minuto seja diferente, hoje, do que aconteceu ontem e provavelmente em nada será parecido com o que acontecerá amanhã.

 

O tempo, tanto existe, que deixa suas marcas. Em nós, principalmente.

Hoje botão, amanhã rosa – é o tempo

Da mesma forma que o tempo se transforma em ferrugem no metal ou no objeto não cuidado, escreve em nós, em forma de rugas – principalmente aquelas que também são transformadas em experiência.
O tempo é exatamente aquilo que você não viu nem verá. Mas ele está ao teu lado, te ajudando a contar a própria passagem.
Você lembra do tempo em que era apenas uma criança? E, hoje, você é o quê?
Então, esse interstício, é o tempo. Se ele passou, é certo que ele existe. Se não existisse, não teria passado e você continuaria sendo aquela mesma criança.

A rosa hoje, ontem apenas um botão – foi o tempo que passou

Foi o tempo – que você nem ninguém viu – que te fez criança, que te deu vida e que, num futuro que você não saberá quando vai chegar, te levará embora. Muitos te procurarão e não encontrarão. E tu estarás com o tempo. Formando um par – quase um casal.
O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós. Então, o que ontem era botão, virou rosa por quê? Foi o tempo que fez isso.
Mas, em nós, pessoas, o tempo também existe e, melhor, atua em tudo que fomos, que somos e que seremos. Desde o nada em direção ao nada, mais uma vez.
A velhice nada mais é que a ação do tempo escrevendo em nosso corpo, segundos, minutos, horas e dias. A caligrafia do tempo com seu alfabeto indelével.
O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós.
Volte ao ontem, sem que seja através das marcas feitas pelo tempo. Tente ir ao amanhã, sem que tenha que esperar pelo tempo.
Tudo tem seu tempo e hora. Ou, como se diz: “toda hora tem seu tempo.”

Caixa de Pandora: Abra sem medo!

Escrito por Mhario Lincoln em 27/05/2015

Caixa de Pandora: Abra sem medo

Um estudo ficcionista

 

(*) Mhario Lincoln

Tenho uma frase que lembra a caixa de Pandora e faz a assertiva: ‘Todos nós temos nossa caixinha de Pandora’. E isso é tão real que floresce com a gente ao longo da vida. Acredito eu não existir ser humano livre de alguma frustração, desejo reprimido, auto-vergonha, individualidade excessiva e até mesmo narcisismo. Pode saber controlar tudo isso. Mas efetivamente livre, não! Por isso, a caixinha de Pandora.

Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher criada por Hefesto sob as ordens de Zeus. Foi enviada à Terra. Mas trazia uma caixa. E nela, todo tipo de desgraças, se aberta. Por isso os deuses pediram a Pandora que nunca abrisse a caixa, pois liberaria todos os males do Mundo.

No meu bestunto psicanalítico, acredito ter a caixa de Pandora, na verdade, significado ainda mais abrangente, no mundo moderno, indo ao encontro da teoria de Carl Gustav Jung, onde o ‘self’ faz o ser humano reagir dentro de um princípio ordenador inconsciente, mas não restritivo e toma forma na medida em que vem evoluindo ao longo das novas percepções que a vida lhe oferece.

No caso de Jung, o ‘self’ tem, igualmente, muito a ver com essa questão de ego. Mesmo que ambos sejam independentes, em suas construções teóricas, as consequências de banir o ego da relação com o ‘self’, é desastrosa. Se o indivíduo, por forças impostas por seus mitos, dogmas religiosas e medos, expurgar seu ego dessa relação com seu ‘self’, aquele, com certeza, tenderá a ser deprimido e alienado.

Daí poder-se imaginar que uma olhadinha em nossa caixa de Pandora, vez por outra, não trará tão mal assim. Contudo, há de se verificar também, a intensidade dessa liberação. Se de uma vez, risco de explosão metapsíquica, desequilibrando a estrutura emocional do indivíduo.

Já em gotas serenas e conscientes, aí, sim, o nível de prazer pessoal, de realização pode ser atingido, sem tão graves prejuízos ao ‘self’ ou ao ego, em sua forma estrutural.

Mutatis Mutandi, li outro dia, em algum lugar, que a caixa de Pandora moderna é o notebook. Abriu a tampa, conectou-se à internet, booommm! Milhões de coisas ao seu alcance. Pode até ter fundamento, sim! Hoje, milhões de pessoas procuram se autodescobrir na internet. Procuram pessoas iguais em pensamento, em métodos, em objetivos e, claro, em parcialidade, mesmo sob riscos indiscutíveis (ou consequências graves para o Mundo, como lá, entre os gregos).

Tem até quem acredite ser a telinha um alento a muitas coisas do ‘self’ e do ego, trazidos à tona na teoria freudiana, depois, administrada por Jung e continuada por dezenas de psicanalistas atuais.

Mas Jung tem algo que se encaixa perfeitamente nessa história de notebook e caixa de Pandora: A individuação, isto é, torna-se inevitável que o ego não comece a servir o ‘self’, à frente de um aparelho virtual; só a pessoa e a tela.  

Exatamente nesse ponto, parece que o corpo humano e sua misteriosa inconsciência (que eu chamo de inconsciência, consciente) passam a buscar relacionamentos mais amplos e mais maduros e de maior criatividade, para abundar aquele espaço restrito, individualista, solitário, até, escondido no fundo da nossa caixa de Pandora.

Mas, como são relacionamentos virtuais (sejam de quaisquer tipos), aquela velha e incomodativa sensação de ‘não estar fazendo nada errado’, toma conta do indivíduo, dando-lhe o prazer necessário para afirmar que aqueles gregos malucos exageraram na história contada a primeira mulher que foi enviada a Terra, criada por Hefesto, a mando de Zeus.

Filme induz à reflexão

Escrito por Mhario Lincoln em 27/05/2015

TEXTO FILOSÓFICO SOBRE O FILME:

(*) Especial, Jul Leardini.

 

Na foto, Mhario Lincoln e Jul Leardini, diretor do filme, quando esteve em São Luís-Ma, gravando algumas importantes cenas do longa.

 

O FILME: O CAMELO, O LEÃO E A CRIANÇA

O filme é feito de linhas, é o filme do pensamento e suas linhas, seus modos. Cada personagem é uma linha em seu nível mais intenso e no mais distendido. O ENIGMA é o tempo como tal, o alto tempo, ou, para usar uma expressão nietzschiana, o intempestivo, que se insinua na linha de vida de cada uma das personagens, e ali ressoa, produzindo acontecimentos. O acidente de ARTHUR, a violência sofrida por RODRIGO, a decepção e a tristeza de HANNA, cada um desses fatos e seus desdobramentos, dão testemunho desse tempo que se insinua e, latejando no fundo das histórias individuais dá sinais de sua presença, anuncia seu advento, sua força, ao modode um enigma, com indícios ainda obscuros (formações do inconsciente). Estes se esclarecem gradualmente, embora, às vezes, por saltos: o sonho, a inspiração, a meditação, a viagem da ayahuasca. A prática de arco e flecha, acompanhada da recitação do poema, o sobrevoo e o making-off do filme são as linhas esclarecidas, que vigoram todo o tempo; são, para cada personagem, a decifração do enigma, o tempo redescoberto. Tudo, no entanto, é um único pensamento. Por isso a linha do professor
ARTHUR é a linha mestra do filme. As falas do ENIGMA vão se tornando mais rarefeitas, tomam o aspecto de aforismas (homenagem a Nietzsche), logo de chispas do pensamento, não sem se mesclarem, quase indiscerníveis, com os pensamentos de ARTHUR, à medida em que ele progride em sua ascese, em direção a um conhecimento que já não se sabe mais se científico ou místico – é a encarnação do pensamento puro, ou do intempestivo. Eis o arco e flecha, o lançamento, o alvo, como uma única e mesma coisa. É para isso que serve o filme, para lançar essa flecha.

A linha do professor, portanto, é a do pensamento involuntário (o ENIGMA),selvagem, não arcado, não curvado, do qual ARTHUR se apropria. Tem algo de selvagem, indômito, não civilizado no ENIGMA, uma potência da vida ainda desconhecida e não exercida – a criança. Isso vale para todas as personagens. Hanna, à medida que se apropria dessa potência, do intempestivo por meio da meditação e do transporte ayahuasqueiro, adquire o poder de curar da morte. Por isso o sobrevoo de HANNA, super-ativo, é uma linha contínua, sem fim. O espaço liso que ela frequenta é uma linha de desterritorialização absoluta – a criança. Daí que o making-off é o real, e quando RODRIGO faz o seu percurso de ator a diretor é o artista e a arte. Ora, tudo precisa ser feito, tudo compreende uma prática e um devir dessa prática. É a arte e a vida, quando o dentro e o fora se tornam uma única e mesma coisa – de novo, a criança, roda que se move por si própria.

O making-off, o sobrevoo, a prática de arco e flecha são depurações da imanência, depurações de uma vida considerada em todos os seus graus; variações do esclarecimento cada vez mais precisos de uma vida que geram uma impressão derradeira, o voo da flecha... Uma simplicidade altamente refinada, uma limha que só é possível traçar e vislumbrar à medida que todas as outras são traçadas, vislumbradas.

Real psicótico, do real em sonho.
A consciência adquirida – a perfeita identificação do conhecer e do fazer, dosaber e do amar – faculta a ampliação das próprias possibilidades para penetrar em dimensões metafísicas, onde outras realidades são bases do ser No painel existencial, no qual nada é fixo e tudo muda, torna-se inadiável a busca da consciência atual sem as fixações do passado, de modo a multiplicar os estímulos para o futuro que chegará. Existe a necessidade do equilíbrio que, é “coo aprender a nadar”. A dificuldade inicial cede então lugar à realização

O homem amargurado, que se faz vítima dos conflitos, deve aprender a resolver os desafios do momento, despreocupando-se das ocorrências traumáticas e gerando novas oportunidades. As suas propostas para amanhã começam agora, não aguardando que o tempo chegue, porque é ele quem passará pelas horas e chegará àquela dimensão a que denomina futuro.

Trailler oficial – VIMEO - https://vimeo.com/122354128

 

O FILME

O CAMELO, O LEÃO E A CRIANÇA

Filme longa metragem será lançado em Curitiba

Será lançado em Curitiba, de 2 a 7 de junho, o filme longa metragem O CAMELO, O

LEÃO E A CRIANÇA. Filme de teor filosófico, baseado na tipologia Três

Transformações do Espírito, de Nietzsche, intercala a vida de três

personagens, um artista, uma mística e um professor, envolvidos em situações

de conflito existencial e de superação. Um enigma penetra no cotidiano de

cada um deles, fazendo da vida e do pensamento uma única trama.

O filme foi gravado, em sua maior parte, no Estado do Maranhão e a outra

parte no Paraná. Financiado parcialmente pela Lei Rouanet, através do extinto

Programa Conta Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, o filme

contou com o apoio de muitas pessoas, empresas e instituições, além de

investimentos pessoais do produtor.

SINOPSE

“ Três transformações do espírito vos apresento: como o espírito se transforma

em camelo, o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança “. (Nietzsche

em “Assim Falava Zaratustra”.)

É com o espantoso, o estranho e o inusitado, tal como se inserem, de modo

geral inadvertidos, no curso da vida cotidiana, que o filme O Camelo, o Leão e

a Criança se constrói.

Um professor de filosofia da ciência, um ator e diretor de teatro, uma médica e

mística, vivem diferentes fases em suas vidas (baseadas em histórias reais e

relacionadas à tipologia nietzschiana). Cada uma das personagens se depara,

em sua linha de vida, com a dimensão do estranho, seja na experiência de

discriminação e seu fundo de violência, seja na vertigem do vicio e da loucura,

seja ainda no indizível do transe místico.

O encontro com o real e a comoção que o filme desencadeia exigirão novos

modos de pensar, de agir, de existir.

Filme Longa Metragem Digital (79 min.) inédito com locações no Maranhão e

Paraná. Contem cenas filmadas em full-espectro e infravermelho.

 

 

Ficha Técnica.

Roteiro e Direção: Paulo Blitos.

Co-direção: Jul Leardini, Mauro Zanatta.

Produção: Paulo Blitos e Sync Cultural.

Elenco Principal: Paulo Blitos, Mauro Zanatta,

Vanessa Gonsioroski, Raimundo Reis,

Direção de Fotografia e Câmera: Evandro Martin.

Som Direto, Edição e Montagem: Edemar Miqueta.

Desenho de Som: Edemar Miqueta, Douglas Rodrigues,

Norbert Weiher.

Trilha Sonora: Joaquim Santos.

Direção de Produção: Élida Aragão (cenas no Maranhão),

Direção de Arte: Cleonildes B. Magalhães.

Preparação de Elenco Principal: Igor Nascimento(Maranhão),

Mauro Zanatta (Paraná).

Argumento: Paulo Blitos, João Perci Schiavon,

Consultor: João Perci Schiavon.

Mixagem e Materização 5.1 – Art Sonora, Futuresonic.

Monah Nascimento, Tiago Schiavon.

Suzana Aragão (cenas no Paraná).

Jul Leardini, Ana Lahis Tano Schiavon.

Não tem preço que pague. Obrigado!

Escrito por Mhario Lincoln em 25/05/2015

MEUS AMIGOS,

(*) Mhario Lincoln

Transito léguas submarinas em busca de tornar-me alguém que possa doar um pouco do que faço àqueles que compõem um pequeno universo de seguidores da poesia, da arte, da boa arte, da emoção, da boa emoção, da apoteose do belo na abóbada da literatura universal.

Navego ora em águas calmas, ora em águas turvas, as quais, me incitam ainda mais à profundidade do conhecimento. Estou fincado nesse karma abrangente ao jornalismo desde meus 14 anos, quando fui fotógrafo policial de um jornal de minha terra.

Cruzei muitas trilhas com meus passos e pegadas, mas, agora, confesso, nunca havia sentido nada parecido com a satisfação de ver tantas pessoas (cerca de 7.902, até o momento) acessando este trabalho. Na semana passada foram quase 5 mil. Hoje, quase 8 mil. Nada paga essa satisfação. Esse carinho que as pessoas têm para comigo. 

Tenho a certeza absoluta que não perdi meu tempo, naquela época, em que fui arauto da democracia e cobrei demais dos homens públicos de meu país quando escrevia diariamente coluna na imprensa brasileira. Mas, com meus insigths poéticos (inclusive lançando, no nível nacional, alguns nomes muito especiais pra mim) e a participação de dezenas de talentosos poetas brasileiros  e internacionais, como Heloisa BP, da Inglaterra, Aman Shirak, dos EUA e Humberto Napoleón Robalino,  de Quito (Ecuador), através da poeta Clevane Pessoa, tenho realizado meu grande sonho de participar dessa restrita amálgama, onde a arte é o metal mais precioso, concedendo a muitos, o brilho da paz, do amor, da emoção. É isso que a poesia e a arte em geral produzem, quando bem feita.

Portanto, sem nenhum de vocês eu não poderia ter atingido meu Nirvana. Sinceramente e emotivamente agradecido,

Mhario Lincoln, editor do www.mhariolincolndobrasil.com

 

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Rogerio Martins

Grande Mhario, muito obrigado, por tão belas e inspiradas palavras. Só agora consegui abrir o texto e a sua página. Fiquei verdadeiramente impressionado com tudo que você escreveu sobre o meu trabalho, ao longo dos anos, especialmente com relação as sacadas. Mais uma vez, obrigado! Agora uma notícia de primeira mão: estou encerrando o ciclo dos casarões, de detalhes arquitetônicos da nossa querida São Luis. ..com uma nostalgia doída...sinto que cumpri meu dever com a cidade que me acolheu quase 40 anos. Novos rumos, nova vida...talvez uma cartase espiritual, emocional...sei lá, alguma coisa que foi imperiosa na minha tomada de decisão. Entro´neste momento, em período de pesquisa e estudo...um ano sabático com este fim. Estudos e reflexões sobre o que vou fazer no futuro próximo...ainda não sei. Grande abraço, amigo Mhario Lincoln

 

 

Carissimo Amigo Mhario Lincoln, vi o Seu convite no FB e vim de um "salto no éter"... tenho estado AQUI lendo e me encantando e me enriquecendo (TANTA COISA QUE EU NÃO SEI!)! amei TODOS OS POEMAS ainda que bem distintos uns dos outros. Li mais do que uma vez para saborear e sentir o SENTIR DO POEMA E DO POETA! Quero demais, pois como posso eu, na minha insignificância sentir o SENTIR DO POETA!?... Eu sinto o que eu sinto e entendo do VERSO_DOS VERSOS_; e sinto-me sim irmanada com o POETA atraves da Sua POESIA*****! Porém, bom Amigo, de uma coisa_UM SENTIR_ eu faco destaque: AS SUAS APRESENTAÇÕES E CRITICAS SÃO OUTROS TANTOS POEMAS EM FORMA DE PROSA! ADORO LER AS SUAS INTERVENCOES E APRESENTACOES! _AMEI A ENTREVISTA! So' lamento que o problema com a minha visao me impeca de estar mais tempo! PARABENS POR ESTA PAGINA POETICA QUE SEMPRE ME ENCANTA E ME PRENDE! Aceite meu Amigo Abraco e... continue SEMPRE neste ritmo e nesta dedicacao em nos OFERECER POESIA EM SUA BELEZA, mesmo quando em vez das Palavras temos os OLEOS E A ESPATULA, por exemplo:ADOREI AS PINTURAS!!!!! Ate' sempre meu Amigo.

Sabina Vassalo (Heloisa B.P.), Escritora, poeta, de Heloisa B.P (Sabina Vassalo) – Bath, Inglaterra.

 

Clevane Pessoa de Araújo Lopes <O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. >
Poeta, escritora, com vários livros publicados no Brasil e no exterior. (Minas Gerais).


Poesia tem lugar certo em S.Luiz: A Ilha do Amor.
Quando cheguei à capital maranhense, vi muros pintados com poemas de Ayoub.Livros de João Mohana nas livrarias, um presidente do País, nativo poeta, uma ponte com nome de um dos seus amigos, Bandeira Tribuzi, que deixou uma bagagem poética, uma Praça chamada Gonçalves Dias (“Minha Terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”, diria em Canção do Exílio...Recentemente, uma poeta radicada na ilha, Dilercy Adler, organizou o Mil Poemas a Gonçalves Dias...Que lá, há poetas chegado e jamais idos, como o grande poeta paranaense KIKO CONSULIN, que edita a revista LOGOS e agora mora no Projeto Orla Viva, em São José de Ribamar, em São Luiz desde que lá morei. Augusto Pelegrini radialista, cantor de Jazz, autor de prosa e versos em livros, chegou de S.Paulo, para a Alumar e ficou, criou filhos, amaranhou-se (nosso Mhário Lincoln do Brasil, também radialista e autor apurado, guarda com carinho suas raízes e mora no Espírito Santo) ...Ferreira Goulart, expoente da Poesia- vivo ainda, autor do renomado Poema sujo... Luiz Augusto Cassas, que anda postando seus poemas excelentes no facebook, muita gente excelente, alguns decorados à força de tanto ler, qual Odylo, Costa, filho-que coloca essa indicação com inicial minúsculo, por não querer reduzir a memória de seu pai, que além dos poemas soltos esplêndidos, escreveu poemas de declamar de joelhos .meu ortopedista , de minha família recém chegada, o Dr.Cleomar Pinheiro-morto em acidente- enquanto receitava, mostrava-me seus poemas escritos nos plant~eos, vários de meus e minhas pacientes, também poetavam...Minha amiga a Dra.Maria do Socorro Veras, n então Hospital Materno Infantil, declamando seus poemas...E quantos pacientes adolescentes desenvolveram em meu consultório sua verve, como Rozalvo Júnior, hoje jornalista –que fazia terapia porque queria ser um, e é! ...En passant...
A Poesia pulsa na Ilha do amor, plena de folclores e lendas, de amorosidade e belezas naturais...Nosso amigo Mhário Lincoln do Brasil,por certo vai ,os publicará, no conta-gotas do tempo novo de ser e estar e quero voltar a escrever sobre essa plêiade inconteste e imensurável!

 

 

 

OSMAROSMAN AEDO, músico, poeta, escritor, de Salvador/BA)
Meu amigo Mhario
A versatilidade e qualidade com que é formatada essa página, levou-me crer, que não há mais lugar para surpresas esperadas... Surpreendeu-me mais uma vez ( não esperava ser mais uma vez bastava manter o que já é bom demais rs ), conhecer pessoas novas, com palavras novas e ideias novíssimas, num trançado de versos tão bem feitos e tão bem redigidos, que dobro-me em comunhão à minha compreensão e sinto-me parte de todos e de tudo isso, o que me causa um orgulho "danado" (baianês rs). Sinto-me lisonjeado por fazer parte e ser parte desse inteiro que você me presenteou através dessa veia artística que conhecemos de nome Vanice Zimerman. Obrigado por tudo. OSMAROSMAN AEDO.

 

 

Janaina/Ivan Sarney Ribeiro (ex-vereador, poeta, escritor, da Academia Maranhense de Letras, São Luís-Ma)
Amigo Mhario Lincoln,
Parabéns pela bela homenagem à nossa tradição cultural: a famosa tradição maranhense, do falar, do escrever, do ser, como algo que nos caracteriza, define e revela. Obrigado pela reprodução da entrevista que você, num momento muito especial, me deu o prazer conceder; de falar sobre mim e minhas ligações com as letras, as artes e com a política, também. Sua página presta imensa contribuição ao resgate de nossas tradições culturais, e resgata nossos valores, mostrando ao Brasil um pouco de nossas artes, de seus autores e seus cultores.
Um grande abraço, Ivan Sarney.

 

 

 

José Cassiano de Freitas, Formado em Direito, com especialização em Processo Civil e Mestrado em Direito

 Constitucional. Procurador de Estado, de Macapá-AP. Parabéns. Bela homenagem ao Maranhão, inclusive ao ex-

presidente Sarney.

 

 

 

 

Vanice Zimerman, poeta, escritora, vários livros publicados, (de Curitiba-Paraná).

Boa Mhario, bela Página de ler, reler e compartilhar! Bem-vinda interação das Artes, ótimas entrevista, parabéns pela sensibilidade, e parabéns a todos que participam!  Bjs, Vanice.

 

 

 

 

RoGER DAGÊERRE, poeta, escritor, com várias obras publicadas. Mora em São Luís-Ma.  Mhario, esse livro que vc mencionou em sua bela página, foi publicado em 1985 e minha filha Hanna nasceu em 04/08/1994. Ela sabia da existência do livro, mas não tinha apreciado um exemplar porque foi editado no Rio de Janeiro e esgotou. Quando você mostrou, ela teve duas surpresas: o modelo da capa e o soneto na contra capa com todas as palavras rimando. São surpresas como essa que valem à pena para todos nós. Obrigado.

 

 LuBarros 

(Promotora/Coordenadora de Eventos, São Luís-Ma)
Você conseguiu mostrar a beleza do Maranhão nesta página..Amo sua entrevista com Ivan Sarney(acho q vcs dois ficaram bem à vontade), uma lição de vida #superrecomendo.. Excelente escolha do artista plástico Rogério Martins,que talento!

 

 

De HELCIO SILVA, jornalista, blogueiro, ex-vereador de São Luís-Ma.

Vinha sozinho pelas ruas de Curitiba, neste sábado que já se vai, lembrando meus sonhos, que nunca passam!..., com a poesia que me deslumbra!.., que me acompanha!

Liguei o correio do éter e localizei o http://www.mhariolincolndobrasil.com/ - de Mhário Lincoln... É um amigo - poeta do outro mundo - lembrando outros poetas da minha terra que longe deixei, mas não esqueci...

Vi poesias e poemas, nas páginas do Mhario!... Poesias de José Sarney, José Chagas, Luis Augusto Cassas, Carlos Cunha, Nauro Machado, Carlos Alberto Lima Coelho, Augusto César Maia, Jurandy Leite, Ítalo Gondim, Ivan, Jesus Santos, especial de José de Oliveira Ramos... Todos poetas dos nossos tempos...

Carlos Cunha! Meu colega de Faculdade!... Está escrevendo poesia no céu... 

Um poeta que flutuava como a nuvem suave no encanto do amanhecer...

...Um pássaro canta! É o Bem-te-vi...

Anunciando o fim do entardecer... A noite está chegando!... Até mais ver!

A solidão e a companhia

Escrito por Mhario Lincoln em 22/05/2015

Matéria Especial:
A solidão e a companhia

(*) José de Oliveira Ramos, cearense, mas
radicado no Maranhão.

“Minha casa é meu corpo, meu carro também. Moro dentro dos meus sapatos, ora! Meu nome é Pensamento!” (Mário Gomes)


Hoje é um dia especial. É especial pelo simples fato de querermos que seja especial. Mas, claro, tem um motivo. Vamos dar o melhor de nós para nos sentirmos dignos de oferecer essa incompleta crônica ao poeta Mário Gomes. Mário Ferreira Gomes, 67, cearense, recentemente falecido (primeiro de janeiro de 2015).

“A imagem do poeta andarilho que entrou para o imaginário coletivo de uma cidade através de seu próprio engenho, inventando para si uma errância deliberada como extensão da franca recusa ao trabalho, alinhada à também confessa vocação para a boemia sem freios, é poeira nos olhos. E colírio pingado a conta gotas. Aos 66 anos, Mário Gomes perambula pelas ruas de Fortaleza desde a juventude quando, aposentado por invalidez, após controversas internações psiquiátricas, fundou o seu “mundo”: um “escritório” ao ar livre em plena Praça do Ferreira, coração do Centro, com direito à banco preferencial e audiência fiel para poemas escritos e recitados ao sereno, a qualquer hora do dia ou da noite, em estado de graça ou embriaguez.” – Ethel de Paula.

 

Figura presente no cenário cultural de Fortaleza, Mário Gomes encanta e assusta quem o vê pelas ruas da cidade

 

No dinâmico e virtual mundo em que vivemos nos dias atuais, onde as leis são “fabricadas” em série como se fossem garrafas pet, fica muito fácil e, inacreditavelmente mais difícil, definir algo ou alguém. Como se leis fossem feitas para isso.
Da mesma forma que outrora se definiu Machado de Assis, Jorge Amado, Agatha Christie, Arthur Conan Doyle e tantos outros e, mais recentemente Luiz Gonzaga, Raul Seixas ou Dalva de Oliveira, se define hoje o Santa Cruz, o Canal da Mancha ou o Caribe. Definir ficou fácil. Difícil é entender.

Mentimos quando conceituamos como esquizofrenia o comportamento introvertido de alguém. Ninguém é introvertido por ser doente. Da mesma forma, é errado definir depressão como doença. Depressão é algo momentâneo, passageiro, que muda involuntariamente de um minuto para outro. E ninguém fica deprimido por querer.

Nessa reflexão fomos buscar como exemplo a escolha de vida (repetimos: a “ESCOLHA” de vida. Algo próprio.) do nem sempre bêbedo – mas sempre e definitivamente poeta – Mário Ferreira Gomes.

Assim, como poderíamos definir o momento abaixo?

Metamorfose

Ontem,
Ao meio-dia,
Comi um prato de lagartas
Passei a tarde defecando borboletas.

Parece coisa de Zé Limeira, o poeta do absurdo. É lúcido entendermos o “ontem” ali colocado como algo passado, o que dá um tom de veracidade ao verso-poema. Seria irreal se ele escrevesse: “amanhã”, ao meio-dia, comi um prato de borboletas. O tempo do verbo nada teria com a ação.

Um sujeito como esse pode estar bêbedo, pode estar em estado de esquizofrenia, ou, simplesmente, pode estar deprimido. Ganha tons de realidade a continuidade da transformação da espécie, pois todos sabem que, antes de ser borboleta, a borboleta era lagarta.
Pelos idos dos anos 50 – fim da década, mais precisamente – era comum os rapazes se postarem na frente do cinema São Luiz, todas as tardes – torcendo para que aparecesse uma nova Marilyn Monroe com suas roupas leves para serem levantadas pelos ventos. Ventos muito machos, diga-se.

Talvez venha desse tempo a preferência de Mário Gomes – provavelmente um jovem daquela época – pela Praça do Ferreira, em Fortaleza considerado local de descanso e não de malandragem. Quem sabe foi ali que o poeta comeu suas primeiras lagartas e depois tenha procurado lugar não tão distante para defecar borboletas.

Sim, uma borboleta igual a essa:

Ação gigantesca

Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
Pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
Voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia.

Mário Gomes escolheu a solidão, sem ser esquizofrênico ou sem estar deprimido. Preferiu viver o dito tão popular, que assegura: “melhor só, que mal acompanhado”.

Parabéns Myriam

Escrito por Mhario Lincoln em 21/05/2015

 

(*) Mhario Lincoln é advogado, jornalista e poeta.

 

 

MYRIAM HYPOLITO, Parabéns!

Hoje, 21 de maio de 2015

 

Eu tenho uma frase que diz existirem pessoas que nada precisam provar, para fazerem parte da gente.

Construí essa frase como bálsamo à amizade de pouquíssimas pessoas de meu relacionamento. Todavia – e ao longo do tempo – notei que outras pessoas, além das que pensava naquele instante, incluíram-se em meu legado, sem necessidade nenhuma de provarem algo pra mim. Apenas com a simpatia e leveza de seus espíritos.

Uma dessas é Myriam Hypolito – dona de uma família espetacular e de sensibilidade artística invejável. A conheci através de trocas de fotos e frases; coisas que o Twitter, essa ferramenta realmente partilhável e interativa, presenteia.

E hoje, ela faz aniversário. O Facebook, bisbilhoteiro como sempre, me avisou: “Hoje tem festa na casa da família de Myriam”. Então, decidi, com as ferramentas que possuo, lhe dar este presente. Um pequeno perfil de como a vejo, através dos olhos da interatividade.

Eis aqui a Myriam. Esposa e mãe (na foto acima com os filhos Eduardo e Mariana). Psicanalista (formanda) e ativa no mundo virtual. “Eu sou uma mulher livre. Estou no Mundo”, disse-me em conversa no ‘menssager’. E ela tem razão.

Todos nós hoje, através das redes sociais, temos uma indelével oportunidade de viajarmos de Sul a Norte, da Rússia aos EUA num clique. Myriam consegue navegar com certa firmeza porque domina algumas línguas mundiais. Todavia, o que mais me chamou a atenção nela foram a responsabilidade com que escreve e a escolha que faz quando vai retuitar ou curtir algo no TT ou no Face.

Aí a importância e a maturidade de se navegar, atualmente, em águas tão nebulosas como essas, das redes sociais. Ser uma pessoa livre é outro fator de grande importância no âmago de Myriam. Distinguir liberdade de participar (e/ou) do participar da liberdade. Parece simples, mas não é. Existem forças ocultas e correntes furtivas que acabam laçando o internauta em caminhos diferentes de sua própria maneira de ser e agir.

Daí, encontrar Myriam Hypolito (pra mim, obvio que não falo por ninguém) do lado certo das redes foi-me um imenso prazer, algo que me fez evoluir em minhas frases, pois encontrei em seus perfis fotos exuberantes – sem fugir muito da mesma linha de minha parceira de algum tempo, Selma Maia, de Manaus, Amazonas – sobre as quais (fotos) consigo maturar minhas ideias e transformá-las em partes de #domeulivro.

Pessoas assim, desse tipo, dessa estirpe, desse modo, dessa colheita, dessa boa safra, dessa franqueza, dessa amabilidade, desse carinho e desse respeito, é que procuro me aproximar – muito mais – para aprender. E aprendo muito! Especialmente interagindo nos chats.

Numa dessas ocasiões, contei para Myriam que tenho uma afilhada, Rafiza Marão Martins,  em cujo aniversário, desde pequenina, lhe entoo o Hino Nacional, invés de dar-lhe os parabéns. Assim, gostaria também de fazer hoje, nesta data natalícia de Myriam Hypolito.

Cantar-lhe, pra ela e família; Marcos, marido (na foto à esquerda), e seus filhos Eduardo e Mariana, o Hino. E por que? Porque um dos versos do Hino cabe muito bem aqui:

“De um povo heroico o brado retumbante(...)”. Porque nós somos, sim, um povo heroico. Conseguimos acompanhar a evolução do Mundo. Ultrapassamos o egoísmo das máquinas de escrever, das cartas sigilosas, dos bilhetinhos sombrios. Atingimos a era das Redes Sociais. Esse é o nosso brado retumbante. Escrevemos, compartilhamos, sofremos, sorrimos, choramos, amamos, odiamos; tudo nas redes sociais sob olhos de milhares de pessoas que acompanham nossas ideias todos os dias.

E você, Myriam, é heroína também porque tem a coragem de escolher uma postagem, de distinguir o que deve ou não escrever e de saber que existem tantas pessoas que vão curtir ou ‘descurtir’ as coisas que saem de dentro do seu coração.

Heroína por permanecer incólume no meio de feras, de superdotados, de egos além dos Céus, da coação irresistível de postagens cheias de ódio. Estar incólume é isso. E isso a conceitua heroína sim!

Heroína porque você acaba plantando, nesse passeio incansável pela rede, dezenas de sementes de Paz e Felicidade, nesse fio elétrico em constante curto circuito, pois são as redes, as válvulas de escape de centenas de pessoas egoicamente infelizes e mal resolvidas.

Porém, com sua varinha mágica, você clica na telinha e envia fotos e pensamentos de extremo bom gosto, fazendo com que aquele internauta que antes permanecia em seu vazio existencial, tenha a oportunidade de refletir sobre até onde pode ir a sensibilidade humana.

Feliz aniversário, amiga! Abrace sua linda família por mim.

 

Mhario Lincoln e Veridiana

Internautas e amigos