A mucunã e o Mal de Parkinson

Escrito por Mhario Lincoln em 16/05/2015

Exclusivo:

Por José de Oliveira Ramos
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 O ator Paulo José (interpretou recentemente o personagem Benjamin) sofre do Mal de Parkinson

 

Sem deixar de lado as preocupações com a roubalheira que grassa no País, voltamos a por em foco coisas diferentes. Coisas sérias e preocupantes, sem réplica nem tréplica.

Olhando para o retrovisor do carro da vida, ainda conseguimos ver as imagens fortes que ficaram para trás. Anos 40, 50, 60 e poucos de 70. Uma população que pouco ultrapassava os 90 milhões (era isso que cantava a musiquinha mais verde que amarela).

A preocupação maior existia no êxodo rural e na fuga das populações tangidas pelas secas e pela falta de estrutura e vontade governamental. As “doenças”, se não eram fatais, se resumiam no sarampo, rubéola, meningite, coqueluche, tuberculose. Muito pouco se falava em câncer – hoje, em virtude principalmente das condições em que vive o Meio Ambiente, qualquer ferimentozinho que curávamos com pó de café, sal, e até areia – pode ser câncer. Quando alguém estava acometido desse mal avassalador, era como que estivesse condenado à morte.

Surgiram, no extremo da região Norte, a febre amarela, logo controlada. A população brasileira aumentou e logo surgiram novos e fatais problemas. A dengue veio junto com a Aids. Nos dias atuais, embora ainda não debeladas totalmente, pouco se fala nelas e os estudos e os combates indicam que estão surtindo efeitos. Mas, muito mais pela falta de educação do povo, a dengue voltou. Quem não tem em casa um vaso com pião roxo ou comigo ninguém pode? Raciocinem.

Mas, num país continental como o Brasil, multicultural em função do considerável quantitativo de imigrantes, sem esquecer a variação climática de região para região, o combate rápido e efetivo de qualquer proliferação de doenças acaba se tornando difícil.

Infelizmente, nas três últimas décadas tem sido grande a preocupação e maiores ainda as dificuldades para debelar ou até minimizar dois males que afligem os brasileiros: Mal de Parkinson e Alzheimer. A cura, acredita-se, está distante de ser alcançada.

 

“O que é Mal de Parkinson? – O Mal de Parkinson é uma doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar.

Causas – O Mal de Parkinson se desenvolve mais frequentemente depois dos 50 anos. É um dos distúrbios nervosos mais comuns dos idosos. Às vezes, o Mal de Parkinson ocorre em adultos jovens. Ele afeta tanto homens quanto mulheres.

Em alguns casos, o Mal de Parkinson é hereditário. Quando uma pessoa jovem é afetada, geralmente se deve a causas hereditárias.

 As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O Mal de Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lentamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.

 

 Sementes da mucunã

 Exames – O médico pode ser capaz de diagnosticar o mal de Parkinson com base nos sintomas e no exame físico. Porém, os sintomas podem ser difíceis de avaliar, principalmente nas pessoas mais velhas. Os sinais (tremores, alterações no tônus muscular, problemas na marcha e postura instável) se tornam mais claros conforme a doença avança.

Um exame pode mostrar: Dificuldade para começar ou terminar movimentos voluntários; Movimentos espasmódicos e rígidos; Atrofia muscular; Tremores de Parkinson; Variação dos batimentos cardíacos.

Os reflexos podem ser normais. Podem ser necessários exames para descartar outras doenças que causam sintomas similares.

Sintomas de Mal de Parkinson – A doença pode afetar um ou ambos os lados do organismo. O grau de perda de funções pode variar.

Os sintomas podem ser suaves no início. Por exemplo, o paciente pode ter um tremor suave ou a leve sensação de que uma perna ou pé estejam rígidos ou se arrastando.

Os sintomas incluem: Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar); Constipação; Dificuldade de deglutição; Babar; Equilíbrio e caminhar comprometidos; Falta de expressão no rosto (aparência de máscara); Dores musculares (mialgia); Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira; Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar mais difícil); Movimentos diminuídos; Posição inclinada; Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas); Tremores que acontecem nos membros em repouso ou ao erguer o braço ou a perna; Tremores que desaparecem durante o movimento; Com o tempo, o tremor pode ser visto na cabeça, nos lábios e nos pés; Pode piorar com o cansaço, excitação ou estresse; Presença de roçamento dos dedos indicador e polegar (como o movimento de contar dinheiro); Voz para dentro, mais baixa e monótona;

Buscando ajuda médica – Ligue para seu médico se: Você tiver sintomas do mal de Parkinson; Os sintomas piorarem; Aparecerem novos sintomas;

Também informe o médico sobre os efeitos colaterais dos medicamentos, que podem incluir: Alterações no estado de alerta, de comportamento ou de humor; Comportamento delirante; Tontura; Alucinações; Movimentos involuntários; Perda das funções mentais; Náuseas e vômito; Confusão e desorientação severas;

Também entre em contato com seu médico se a doença piorar e já não for possível tratá-la em casa.

Tratamento de Mal de Parkinson – Não há cura conhecida para o mal de Parkinson. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas.

 Os medicamentos controlam os sintomas principalmente aumentando os níveis de dopamina no cérebro. Em alguns momentos do dia, os efeitos positivos do medicamento muitas vezes passam, e os sintomas podem reaparecer. Nesse caso, seu médico necessita mudar: O tipo de medicamento; A dose; O tempo entre as doses; A forma como os medicamentos são tomados.

 Trabalhe de perto com seus médicos e terapeutas para ajustar o programa de tratamento. Nunca mude ou suspenda nenhum medicamento sem consultar seu médico.(Transcrito de Wikipédia).

 

Mucunã – Algum dia, quem já foi obrigado a se alimentar apenas com a “babinha” do tucum – um pequeno coco existente em grande quantidade nas regiões o Norte/Nordeste -, sabe das dificuldades que encontra quem já viveu na roça na época da seca. Na seca, cobra verde e camaleão (iguana) mudam de cor. Tudo fica muito difícil.

 Agora mesmo, São Paulo enfrentou sérios problemas de desabastecimento (que é muito mais por incompetência administrativa, que por fatores climáticos) de água potável. Uma casa não é uma casa quando não tem água. Comida, banho, roupa lavada, sede. Tudo depende de água. Provavelmente, agora, quem nasceu ou mora em São Paulo passará a entender os retirantes nordestinos.

 No Ceará, nos idos dos anos 50 – nós já estávamos neste planeta – os que ali moravam enfrentaram uma seca devastadora. Era tão triste que dói até a lembrança. Perder animais, perder lavoura, perder quase tudo, incluindo a vida.

E – descendentes da união de negros com índios – aprendemos a conviver com algumas das regras que a natureza nos impôs. É gratificante quando alguém descobre a direção do vento e, melhor ainda, quando aprende para onde ele vai. E foi na seca, na necessidade total, que aprendemos a descobrir água. Conhecemos o cipó da mucunã. Dentro daquele cipó, feio, retorcido, está o líquido da vida. Com certeza, alguém que não conhecemos nem alcançamos colocou água ali dentro, da mesma forma e usando o mesmo manancial que enche coco.

 

Mucunã é um gênero botânico pertencente à família Fabaceae. Planta indicada no tratamento da doença de Parkinson, da impotência sexual e como anabólico. Ajudando na perda de peso.

Cipó da mucunã

Propriedades medicinais da Mucuna pruriens – Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas, estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa muscular. Aumenta os níveis de L-dopa, um inibidor da somatostatina. O seu extrato é também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação.

Indicações/benefícios – Doença de Parkinson (contém L-dopa natural). Impotência e disfunção erétil. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o hormônio do crescimento. Ajudando na perda de peso.

A ayurveda é sem dúvida o sistema mais antigo de medicina no mundo – e a única medicina tradicional para estar baseada em princípios científicos. O uso da erva M. pruriens na medicina ayurvédica vem de épocas de mais de 4.500 anos atrás. M. pruriens tem um perfil bioquímico fascinante, contendo uma grande quantidade de ingredientes ativos, como nicotina, serotonina e L-dopa (ou dihidroxifenilalanina) – o precursor principal do neurotransmissor dopamina, isolado por cientistas índios em 1936.

Quando a dopamina produzida pelos neurônios é afetada pela doença de Parkinson, resulta em tremores incontroláveis, rigidez dos músculos, dificuldades para falar, escrever e se equilibrar e lentidão de movimentos. A deficiência subclínica de dopamina é responsável pelo sentimento de depressão e falta de desejo sexual. A dopamina é considerada o neurotransmissor “feelgood”, produzido pelo cérebro quando se quer “estar contente” ou dar ao corpo uma “recompensa”. É também um intermediário na produção de norepineprina (ou noradrenalina, o neurotransmissor que nos desperta do sono) e é efetivo a estimular a produção do hormônio de crescimento (HgH).

Em um estudo comparativo com animal na doença de Parkinson, na qual quantidades iguais de princípio ativo eram usadas, o extrato de Mucuna pruriens mostrou ser duas a três vezes mais efetivo que o L-dopa sintético. Isso sugere que seja o perfil bioquímico da erva como um todo, e não só o princípio ativo, que é responsável por aumentar sua efetividade significativamente tratando sintomas da doença. Estudos humanos também mostraram benefícios neurológicos importantes para M. pruriens, ao contrário do L-dopa sintético – tolerância excelente e quase nenhum efeito colateral.

É provável que quando se toma um extrato da erva juntamente com tribulus terrestris aumenta-se a quantidade de L-dopa que alcança o cérebro. Tribulus contém um inibidor moderado de monoamina oxidase, uma enzima degradante da dopamina. Este modo natural de melhorar os efeitos de M. pruriens foi reconhecido por médicos ayurvédicos durante mais de 1.000 anos.

O extrato padronizado de Mucuna pruriens estimula a secreção de hormônio do crescimento (HgH) pela glândula pituitária. O hormônio do crescimento é indubitavelmente o hormônio antienvelhecimento mais poderoso: encoraja a massa muscular e desencoraja a gordura de corpo, melhora a força e nivela a energia, aumenta o senso de bem-estar e tem uma influência positiva em muitos outros aspectos de saúde. M. pruriens também é usado na medicina ayurvédica para restabelecer a libido (junto com tribulus terrestris); aumentar os níveis de testosterona (como mostrado em um estudo controlado) e dopamina; em casos de esterilidade masculina e feminina (aumentando a contagem de esperma e encorajando a ovulação); melhorar a agilidade mental, a coordenação motora e tratar condições de apatia.

Estudos farmacológicos mostraram sua utilidade como estimulante de SNC, anti-hipertensivo, estimulante sexual e mais.

Efeitos colaterais: doses elevadas de Mucuna pruriens podem causar superestimulação, aumento da temperatura corpórea e insônia.

Contraindicações: a semente pode causar problemas de nascimento e estimular a atividade uterina. Deve ser evitado por mulheres durante a gravidez.

Mucuna pruriens mostrou ter a habilidade de reduzir o açúcar do sangue. Aqueles com hipoglicemia ou diabetes devem usar somente sob supervisão médica. Mucuna pruriens possui atividade androgênica, aumentando os níveis de testosterona; pessoas com síndromes andrógenas excessivas devem evitar o uso. Mucuna pruriens inibe a prolactina.

Caso você tenha uma condição médica resultando em níveis inadequados de prolactina no corpo, não use a menos que sob supervisão médica. A semente contém alta quantidade de L-dopa. Levodopa é o medicamento usado para tratar doença de Parkinson.

Pessoas com doença de Parkinson devem apenas usar sob supervisão médica ou de um terapeuta. Dose recomendada: 400 mg uma vez ao dia ou em doses divididas, duas vezes ao dia, ou conforme recomendação médica. Cada 400 mg deve conter em média 15% de L-dopa padronizado. Fonte: Renata Dias (texto adaptado)

 


Pó de mucunã beneficiado

ATENÇÃO – Não temos nenhuma pretensão de induzir alguém a recorrer ao uso da “mucunã” para fins terapêuticos. Somos apenas um Jornalista que, depois de pesquisar, resolveu produzir uma matéria e sugerir alguma alternativa para minimizar a devastadora atuação do Mal de Parkinson no corpo humano.

A primeira alternativa de quem se interessar pelo assunto, é recorrer a um médico, especialista da área, capaz de descobrir o “mal”, e orientar o paciente no tratamento. Mas, a mucunã não deixa de ser “mais uma” alternativa.

 

Especial, Miryam Hypólito

Escrito por Mhario Lincoln em 16/05/2015

Miryam Tonelli Hypólito é uma daquelas pessoas que a gente encontra no Twitter e se surpreende positivamente. Nutricionista há 23 anos e quase uma psicanalista (termina o curso superior em 2017), ela repassa em suas postagens algo difícil: Paz, Amor e Paixão. 
Especialmente dentro das redes sociais que participa. Claro que as redes hoje servem mais para discussões políticas, reivindicações, discussões por direitos sociais (etc.) do que, propriamente, para ser mensageira de boas novas.
Mas, com esse espírito incrível que lhe é peculiar, Miryam cada dia mais enxuga as lágrimas da tristeza e decepções (com as notícias postadas também) de centenas de internautas, publicando fotos e frases extraordinárias que eleva a autoestima e empresta um pouco de paz a todos nós, nem que seja por alguns minutos ou enquanto durar a leitura.
Tenho uma frase que diz existirem pessoas “que nada precisam fazer para passar a ser uma parte de nós”. Assim foi com Miryam. De repente lá estávamos nós trocando figurinhas poéticas. Ela me confessou não escrever poesias.
Contudo, isso não faz a mínima diferença, pois sua sensibilidade para apreciar este gênero literário, comentar e multiplicar isso, torna o fato de (ainda não ter tentado) publicar suas produções poética, algo à parte.
Casada desde 1984, construiu uma família linda e isso faz a diferença quando você se expõe numa rede social infinita. Uma família sóbria, embala as ideias e fortifica, edifica, esclarece, dignifica e dá seriedade ao seu perfil; e claro, lhe dá ainda mais sustentabilidade para suas postagens.
Parabéns Myriam. Vc é muito especial em suas postagens no Twitter e no Facebook.
 
 
 

Trilogia poética intimista

Escrito por Mhario Lincoln em 14/05/2015

Trilogia poética intimista
(ou o Sazonamento da ideia)
 
 
 
 
*Mhario Lincoln
 
Eu conheci Vanice Zimerman Ferreira por dentro. E quão lindos são seus sonhos. Quão belos são seus insights poéticos. Literalmente, conheci Vanice e por ela, urgiu uma admiração incomensurável.
Conheci a Vanice singular – e o que me deixou indubitável ainda mais – “... uma gota d’água – na pétala amarela/um pequeno sol” – pela facilidade indelével de resumir o todo em pedacinhos tão belos.
Não! Haicai não se faz (só) assim. Haicai precisa de privilégios visuais, organizatórios, pueris e autenticidade à flor da pele. Haicai não é algo mecanicamente construído dentro de métricas pré-estabelecidas (só). O haicai não é meramente algo escrito em 5-7-5 (ou seja, 17 sílabas poéticas).
Não! O Haicai interage diretamente com a sensibilidade humana de forma em que o resumo das palavras seja o universo da poesia completa. Como Vanice sabiamente e sentimentalmente fez em: “... o menino sorri – navega o barco de papel/na enxurrada”.
Só esse Haicai vaniciano já é um universo. Sim é um 5-7-5, mas e antes de tudo, um 5-7-5 universal. Uma abóbada de pensamentos unicelulares que transbordam num infinito poético extraordinário, dando vasão ao talento interpretativo que os olhos absorvem e o coração escreve.
Assim é a poeta Vanice Ferreira, pintora e prosadora. Assim foi que Vanice desnudou-se na coletânea “A Lâmpada e as Estrelas”, organizada por José Marins, para comemorar o talento centenário de Helena Kolody (1912-2004).

Poesia de Luciana do Rocio

Escrito por Mhario Lincoln em 14/05/2015

13 de Maio, Dia da Abolição da Escravatura
 
Luciana do Rocio Mallon 

Hoje é dia da abolição da escravatura ... 
Devemos lembrar desta data com ternura ! 
Num dia treze de maio , a princesa Isabel ... 
Acabou com uma escravatura cruel ! 

"Mônica por Raquel"

Escrito por Mhario Lincoln em 14/05/2015

Exclusivo: A blogueira Raquel Ramos entrevista a poeta Monica Bayeh

Fiquei muito feliz com a entrevista de Raquel Ramos (na foto, à direita da entrevistada), com Mônica Bayeh. Duas mulheres maravilhosas, cada uma em sua função, mas coincidentemente, presas a uma coisa só: inteligência. Leiam e comentem. Vale à pena ler a íntegra da entrevista publicada aqui. Obrigado.
Mhario Lincoln, editor.
 
"Nem tenho tempo para ser compulsiva com 2 filhos, 2 escolas,
um consultório, 2 textos do blog por semana, kkkk..." (Mônica Bayeh).
     
 
 
RAQUEL RAMOS: Professora, psicóloga, escritora e poeta? Qual dessas você poderia dizer "eu nasci assim"?
 
Mônica Bayeh: Quando criança, meu sonho era ser professora. Depois passou. Kkkkk Comecei a escrever aos 10 anos. Um poema para trabalho da escola. Peguei o gosto. Por isso mando meus alunos escreverem também, eles reclamam. Dizem que não sabem. A gente nunca sabe o que sabe. Até que um dia descobre que pode. A psicologia veio nos tempos de vestibular. Não me imagino escolhendo outra coisa. Era isso ou nada disso. Não tin há essa maluquice de hoje de mudar de escolha pelos pontos do ENEM. Para mim só servia a psicologia. Ponto. Então dizer eu nasci... complemento essa frase assim: eu nasci muito destrambelhada. Sempre. Gauche mesmo, como diria Drummond. Sempre fui desastrada, esquecida, fora de padrão. Sua assunto de psicologia  kkkkkkkk e escrevo para desabafar, faxinar a alma. Não sei se respondi. Mas é isso.
 
 
RR: Os textos sobre relacionamentos são baseados em fatos reais? 
 
Mônica Bayeh: Todos os textos se baseiam em fatos reais. Todos eles. Mas os textos de quinta feira, que eu chamo de carta de quinta são especiais porque são emails que eu recebo de pessoas que não conheço. São as histórias mais diversas e eu amo muito. Eu jamais teria tanta criatividade se TR sorte, até hoje nunca faltou histórias novas. Tenho todo o cuidado de não colocar nome, profissão ou algo que possa identificar a pessoa. Escolhi não chamar de nome nenhum. Vai que eu escolha Maria, João e alguém com esse nome tenha o mesmo problema? Ainda posso ser processada por fofoca! Chamo de moça e moço. Pronto. 
 

A estreia de Aroldo Murá

Escrito por Mhario Lincoln em 12/05/2015

Nota do editor: É com uma honra incomensurável que hoje estreia neste espaço um dos mais renovados colunistas do Paraná, o respeitado Aroldo Murá Haygert, trazendo informações regionais e nacionais das mais importantes para o deleite de mais de 7 mil assinantes (do Paraná) deste Acervo.


Aroldo Murá G. Haygert (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )
CULTURA, POLÍTICA, CIÊNCIA, FÉ E ATUALIDADES
Curitiba, 12 de maio de 2015

 

A fotossíntese da vida

Escrito por Mhario Lincoln em 11/05/2015

Exclusivo:

Por José de Oliveira Ramos
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O nascer ou o renascer que pode ser interrompidos intempestivamente

O ontem que há pouco tempo foi hoje, será amanhã, quando o hoje terminar. Isso seria um motivo poético para o nascer, o viver e o falecer. Mas, e o que permeia entre cada uma dessas fases, não conta?
Um “canudo” de uma onda, formado no mar da Ilha de Oahu no Havaí, que os surfistas resolveram chamar de “waimea”, ou, ainda, a “pipeline” ou até mesmo a “teahupoo” encontrada na Ilha do Taiti, na Polinésia Francesa é algo passageiro que nasce, “vive” e morre, com a rapidez inexplicável e mutante das correntezas. É algo que marca a sua existência, vive sua glória e vai embora.
Mas, sejamos reais. Existem coisas não tão rápidas assim. E, por serem assim, precisam ser respeitadas como obra da Natureza. A castanheira, a sequoia ou o ipê são árvores que deveriam ser eternas. São os opostos das ondas que formam os canudos no mar. Precisam do tempo que a Natureza lhes dá para viver.
E, o que o homem, especialmente o brasileiro, tem feito para que seres vivos como as árvores e algumas espécies animais completem o seu ciclo de vida? Qual poderia ser o ciclo de vida de uma sequoia ou de uma tartaruga-gigante-de-aldabra (Geochelone gigantea) ?
No Brasil, provavelmente para agir exclusivamente de forma burocrática, governos criaram o Ministério do Meio Ambiente (que troca de nome e de objetivos, tanto quanto mulheres mudam de calcinhas) que, sem analisar acertos ou erros trocam de bifurcação de quatro em quatro anos.
Criado inicialmente com a denominação de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente, em 15 de março de 1985, no governo de José Sarney, através do decreto nº 91.145. Anteriormente as atribuições desta pasta ficavam a cargo da Secretaria Especial de Meio Ambiente, do então denominado Ministério do Interior, criada através do decreto nº 73.030, de 30 de outubro de 1973.
Em 1990, no governo Fernando Collor de Mello, o Ministério do Meio Ambiente foi transformado em Secretaria do Meio Ambiente, diretamente vinculada à Presidência da República. Esta situação foi revertida pouco mais de dois anos depois, em 19 de novembro de 1992, no governo Itamar Franco.
Em 1993, foi transformado em Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal e, em 1995, em Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, adotando, posteriormente, o nome de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente. Em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, retornou à denominação de Ministério do Meio Ambiente.
Acredita-se que os “exploradores” se aproveitem dessa barafunda para agir. Para desmatar, derrubando árvores seculares antes que elas completem seus ciclos de vida e atendam a uma serventia inadequada.

Machado – arma contra a vida que, para existir, precisa da madeira

As nossas árvores estão sendo destruídas com a mesma rapidez (e a falta de importância que o homem lhes dá) que os “canudos” se desfazem no quebra-mar. Alguém precisa fazer alguma coisa – que as instituições criadas e mantidas com os impostos que pagamos estão permitindo a evaporação pela camada de ozônio.
Mas, como se dizia num passado não tão distante, “melhor prevenir, que remediar”?
Para não lhes dar ao trabalho de procurar um mapa do continente brasileiro, poupo-lhes, e digo que, na região amazônica – que imaginamos de floresta maior e mais densa – nossos vizinhos são: Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colômbia Peru e Bolívia.
Pois bem: como e por onde sai a quantidade absurda de madeira proveniente do desmatamento na região amazônica?
Numa época em que a tecnologia atende quase todas as demandas, como carradas e carradas de madeira (proibida por Lei) são transportadas para Belém ou para o Porto de Paranaguá sem serem “vistas ou encontradas” pelos órgãos fiscalizadores?
Existe algum motivo para sugerir “conivência”?
Na prática, parece mais difícil que essa madeira seja transportada (e contrabandeada) pelas fronteiras dos países acima citados, por absoluta perda de tempo com estradas ruis e com a pequena vigilância – mas existente! – nessas fronteiras. Acaba sendo mais prático viajar dias e semanas para o Porto de Paranaguá.


Caminhões carregados com madeira apreendida

Ora, segundo dados pesquisados, o Ministério do Meio Ambiente tem como orçamento para o ano de 2015, exatos R$3,5 bilhões. Isso sem contabilizar o que provavelmente arrecada com a aplicação de multas a infratores – imagina-se que esses valores sejam apensos ao orçamento.

Duas perguntas que não querem e não aceitam calar:
1 – É um problema difícil de resolver ou não existe interesse em resolver, por absoluto envolvimento de esquilos, pica-paus ou cupins?
2 – O que é feito com a madeira apreendida – será que vira mesões de reuniões dos 38 desnecessários ministérios ou é transformada em lucros que engordam depósitos em bancos de paraísos fiscais?

"Gravetos de mim", J.O.Ramos

Escrito por Mhario Lincoln em 09/05/2015

 
 
 
Gravetos de mim

(José de Oliveira Ramos)

 

 

 

José de Oliveira Ramos é jornalista, poeta e pesquisador. (São Luís-MA).

 

 

Vento suave varre as veredas
Acaricia galhos e beija folhas
Deixa rastros de beleza e fim
Quebrando gravetos de mim

Galhos secos de clorofila e vida
Folhas que caem atapetando chão
Cobrindo o solo e a terra viva
Renascendo gravetos de mim

Nuvens se fazem chuva e gotas
Molhando a terra ao redor
Brotando folhas e flores, enfim,
Dando vida aos gravetos de mim

Gravetos de mim, gravetos de ti
Gravetos de nós fortalecendo os nós
Numa fogueira grande que, antes,
Eram apenas galhos e gravetos de mim.

 

 

 

 

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