Apanhar na Cara

Escrito por Mhario Lincoln em 21/03/2015

Exclusivo

Por José de Oliveira Ramos

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Por que, tapa na cara?

Jovem tem cara esbofeteada pelo pai – ainda que em cena de novela
No caminho que escolhemos ao nos prontificarmos a colaborar com o Senhor Editor deste Portal, depois de alguns momentos enriquecedores, encontramos a primeira bifurcação – queremos dividir a escolha do caminho que deveremos seguir com os leitores que, por semanas têm nos dado o prazer da leitura. É chegada a hora da colaboração.
Então, mãos à obra.
Nem precisamos caminhar pelo corpo humano para concluirmos que, é muito grande e dispersa a área física que compõe e cobre a carcaça chamada de homem (tese). Na parte superior da composição física humana está a cabeça, onde também está localizado o “chip” que garante o mecanismo e o funcionamento do cérebro. Alguns, de vez em quando, precisam “ligar na tomada” para uma boa recarga.
A história da Medicina já contém registros em que o “coração” para por segundos e até minutos, e volta a funcionar após reanimação e efeitos mecânicos da tecnologia moderna. Mas, tudo se consuma quando alguém tem “morte cerebral”. A Medicina não registra casos de reanimação do cérebro.
Mas, esse é outro assunto. É na cabeça, que muitos encontram o cérebro – embora, para alguns governantes brasileiros, esse se localize no estômago ou nas nádegas. E, também não queremos falar nisso hoje.
É da cara, do rosto, que queremos falar hoje. Essa é a nossa proposta reflexiva:

“Por que alguém se satisfaz, quando esbofeteia a cara de outrem”?
Por que a cara? Que trauma pode sofrer e enfrentar quem apanha na cara? Que tipo de prazer alguém conquista ao bater na cara de alguém?
Por que alguém (nem a própria mãe) não bate na cara de uma criança? O trauma de uma criança quando apanha na cara, é diferente do trauma de um adolescente ou adulto?
Por que os pais, quando batem nos filhos, escolhem qualquer lugar para bater, principalmente as pernas e a bunda e, depois, quando esse filho cresce, o castigo que satisfaz é bater na cara?
Ora, existem três profissionais da Medicina que bem poderiam ter uma explicação para isso. São os Psiquiatras, os Psicólogos e os Psicanalistas. Qualquer explicação prática vem precedida de uma teoria.
Consumado o fato, da “agressão”, quem precisa fazer sessões com um desses três profissionais? O agredido, que ficou traumatizado; ou o agressor, que passou a se sentir “culpado” por uma prática considerada intempestiva?
Theodor Meynert e, depois Sigmund Freud seguidos por uma quantidade já hoje incontável de profissionais que atuam nessas áreas, como Carl Gustav Jung, Françoise Dolto, Jean Laplanche, Jacques Lacan, Wilhelm Reich para citar apenas esses, sabem das dificuldades para definir e delinear as atuações dos humanos no dia-a-dia no enfrentamento dos problemas e das situações tão corriqueiras.
Talvez a Psicanálise encontre uma resposta para esse ato (violento ou impensado ou ainda “vingativo” – mas jamais punitivo).
Vejamos: “Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psique humana independente da Psicologia, que tem origem na Medicina, desenvolvido por Sigmund Freud, médico que se formou em 1881, trabalhou no Hospital Geral de Viena e teve contato com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.

Freud, médico neurologista austríaco, propôs este método para a compreensão e análise do homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente, abrangendo três áreas:

um método de investigação da mente e seu funcionamento;
um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano;
um método de tratamento psicoterapêutico.
Essencialmente é uma teoria da personalidade e um procedimento de psicoterapia; a psicanálise influenciou muitas outras correntes de pensamento e disciplinas das ciências humanas, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.
Em linguagem comum, o termo "psicanálise" é muitas vezes usado como sinônimo de "psicoterapia" ou mesmo de "psicologia". Em linguagem mais própria, no entanto, psicologia refere-se à ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, psicoterapia ao uso clínico do conhecimento obtido por ela, ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo, e psicanálise refere-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud; psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras formas de psicoterapia.” (Transcrição do Wikipédia).
Em mais uma cena de novela, mulher se satisfaz esbofeteando alguém
Que explicação pretende dar alguém que fala ou escreve: “tapa na cara, com luva de pelica”?
Por que, luva de pelica?
Dói menos? Constrange menos ou leva ao orgasmo quem esbofeteia?

Morte anunciada de um Amor, no Dia Internacional da Poesia

Escrito por Mhario Lincoln em 21/03/2015

Morte anunciada de um Amor,
no Dia Internacional da Poesia

ACRÓSTICO

(*) Mhario Lincoln/Foto: Selma Maia

 

Damos as mãos e
Invadimos as almas uns dos outros
A procura de guardar a cada qual

Iluminados foram esses dias
N'alma união e picardia
Tal qual, fomos, tal qual
Ereções dos pelos do peito
Risos e murmúrios, sem jeito
Na última vez do último dia
Assim fomos nós
Cada qual em cada um
Indo e voltando em vão
O nosso amor estava abatido
No dia em que sentimos
A mesmo coisa: A desemoção
Lamentavelmente sem sentido 

Daí pro nada, o amor
Antes forte e sadio, morria!

Planos naufragaram, e os anos
Oxidaram com o tempo
Explodiram com a desilusão
Sangraram almas, iludisses
Inflamaram pra sempre
As tédias tardes de mesmices...

Márlon Reis e o Défict Democrático

Escrito por Mhario Lincoln em 20/03/2015

Foto: www.marrapa.com.br

 

 

Discurso contra corrupção e o déficit democrático na sociedade brasileira.

Entrevista especial com Márlon Reis

“Teremos um Brasil que ganhou as ruas com as bandeiras as mais diversas. Também teremos um Brasil irrequieto, inconformado, sedento por mudanças estruturais que possam recuperar a credibilidade dessa nobre missão que é a atividade política”, projeta o juiz.

Márlon Reis é graduado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão. É coordenador dos programas de pós-graduação a distância em Direito Eleitoral e Gestão Judiciária Eleitoral mantidos pelo grupo WEducacional. Em 2002, idealizou e fundou, juntamente com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE, rede de abrangência nacional que reúne mais de 50 organizações sociais brasileiras e que congrega 330 comitês locais espalhados por todo o país.

 

Apesar do discurso contra a corrupção tomar as ruas e as discussões dos últimos dias, “a sociedade brasileira sempre foi vista como tolerante à corrupção” e “as queixas” dos brasileiros “não são dirigidas”, adverte Márlon Reis em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail. Para ele, isso é consequência do fato de a sociedade ressentir-se de “um evidente déficit de democracia. E agora busca meios de se exprimir coletivamente”.
Conhecido por defender a lei da “Ficha Limpa”, Márlon Reis enfatiza que “não se podem ignorar os aspectos culturais que fomentam a corrupção” e frisa que o combate a essa situação depende de “mudanças institucionais”, mas também “é preciso influir positivamente sobre o ser humano a partir da construção de valores de probidade, para o que as escolas devem ser chamadas a exercer papel mais protagonista”.

Entre as soluções para resolver a corrupção no país, Reis sugere “uma reforma política abrangente, que ponha em destaque a responsabilidade coletiva dos partidos políticos. Os partidos não são devidamente evidenciados, por culpa de um sistema eleitoral que exalta os indivíduos, promovendo uma ‘fulanização’ do debate público. Os partidos devem, sim, ser responsabilizados por suas opções”.

 

AMOR OU AMIZADE?

Escrito por Mhario Lincoln em 16/03/2015

 
 
(*) Raquel Ramos
http://www.superlinda.com
 
Esta pergunta tornou-se um mote num popular programa de televisão. Os casais se conheciam e dependendo do sentimento que surgisse, seguiriam a vida num relacionamento de namoro ou de amizade.
 
Embora a referência seja um programa de entretenimento e não pode ser levado a sério, amor e amizade é sempre um assunto discutido quando falamos em relacionamentos.

Bolas de Gude

Escrito por Mhario Lincoln em 14/03/2015

Exclusivo

 

Por José de Oliveira Ramos
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Bilas (petecas ou bola de gude) – as maiores eram as “olho de gato”

 

Foi inspirado em situações do passado, que surgiram no dia-a-dia alguns personagens dos gibis, naqueles tempos considerados infantis, mesmo! Pato Donald chegou trazendo Huguinho, Zezinho e Luizinho e, para contrastar as coisas boas da vida, veio também o tio Patinhas, do mesmo DNA patológico, mas adversário ferrenho, por ser ranzinza e entender o sobrinho (Donald) como um pobre, perdulário e aproveitador, que queria dormir em berço esplêndido e usufruir da sua riqueza amealhada com tantas dificuldades.

Vieram o Recruta Zero, que nos trouxe o Sargento Tainha e o soldado Dentinho, exatamente quando já desfrutávamos do Popeye e Olívia Palito, que viviam agruras com o sempre metido a conquistador, Brutus.

E, olhem, nem falamos nos Sobrinhos do Capitão, gibi mensal produzido por Rudolph Dirks para a King Features (Katzenjammer Kids) e traduzido no Brasil pela EBAL, que nos trouxe os personagens incríveis e crianças insuportáveis como Hans e Fritz pregando peças a todo instante contra Mama Chucrutz e no Coronel, um bedel de colégio que perseguia e era perseguido por todos. Mas, essa será outra história, que prometo contar num futuro próximo.

Casamento tem outros significados?

Escrito por Mhario Lincoln em 12/03/2015

(*) Mhario Lincoln

"Vai ao chão uma das teorias mais populares, que diz que a atração tem a ver com nossos instintos primitivos masculinos: associar beleza e juventude à fertilidade e mulheres. Felizmente, um mito que desaba e melhora a relação homem x mulher tão desgastada nos últimos tempos."

Meu poema, assim...

Escrito por Mhario Lincoln em 12/03/2015

 

VIVER... VIVER..

 

 

(*) Mhario Lincoln

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Sei lá se amanhã ressuscito minha alegria
O amanhã a Deus pertence (ou não)?
Tenho que seguir a minha dramática liturgia
Se haverá amanhã.... sei, não!

Trincar os dentes ou soltar a língua?
Brocar a mágoa ou morder a voz;
Minha alegria vai morrendo à míngua
Por tua saudade, saudade atroz.


Risos, eu? Sou palhaço sem risos,
Quando fujo, vêm teus guizos
Quando paro, dá-me sombra.


Teu silencio sempre me assombra,
Tanta lembrança, sem ser capaz.
Sozinho, aqui, choro meus ais.