Comentários à página poética de 7.06.2015

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Artigos em: 08/06/2015

  • Navegar na tua página é invadir o universo da cultura...
    Roger da Gama Rocha 
  •  
    Olá Mario.
    É sempre bom ter o privilégio de ler os poemas selecionados por você em sua página poética. Hoje, nos presenteastes com verdadeiros mantras que no levam a paz interior. Mais uma vez parabéns pelo seu trabalho enriquecedor de sensibilidade e amor a poesia.

     
    Mhario, li e reli os poemas e pensamentos ao som do "Mantra da Libertação", excelente! A atmosfera Zen da Página encanta e harmoniza coração e alma, parabéns pela sensibilidade na postagem dos poemas, fotos e página de fundo (Bambuzal) e apresentação do tema (áudio). Agradeço as publicações do meus poemas, e também a linda homenagem à coletânea de Haicais "A Lâmpada e as Estrelas", editado por José Marins. Um ótimo domingo! Abraços, Vanice.
    Vanice Zimerman 

  •  
    Caro Mhário Lincoln:especialíssima essa linda página, Seu trabalho foi largo e profundo.Agradeço sumamente você haver postado ao poema-oração de Jacurri.Tudo esá lindo, remetendo a uma espiritualidade mias que necessária nos dias de hoje, tão dispersos ou caóticos. "O Lado Zen s de Todos Nós", é o fecho de ouro que você entreteceu para resumir esse estado de espírito tão importante, em várias circunstâncias.Parabéns! Um abraço e bom domingo.Clevane Pessoa
    Clevane Pessoa 

  •  
    É como se víssemos um tear traduzindo dos fios uma manta... A página em toda sua delicadeza, colorido e conhecimento, que não deixa de ser um serviço prestado à sabedoria, mantem-se límpida em seu perfil de personalidades e enovadora, pois em cada surgimento nos trás pessoas e palavras e informações que muito somam ao seu leitor, uma excelente leitura. Parabéns Mhario mais uma vez e o darei quantas vezes for ou seja preciso, porque o que é bom necessário se faz, de aplaudido.
    OSMAROSMAN AEDO 
     
    Mhario e todos os que aqui postaram PARABÉNS. Gostaria de ter pensamentos tão leves e profundos como os que estão aqui. Sou analfabeta de sentimentos ou entendimentos ZEN. Um mundo de reflexões a minha espera. Grande abraço
    Raquel Ramos 

  •  
    "Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos." VH
    (maravilhoso...)
    carmen Regina Dias 

  •  
    Prezado Mhario Lincoln: Antes de mais nada, parabéns pelo seu belíssimo e importante site. O valor de uma homenagem está no conceito que fazemos do homenageador. Por isto esta sua homenagem vale muito para mim, pois sei do seu trabalho sério e comprometido com a qualidade. Ter sido indicado pela Vanice, talentosa autora que tive a alegria de publicar, é um orgulho. Ser homenageado por você, uma honra! Forte e sempre grato abraço.
    Anthony Leahy 

  •  
    Querido amigo Mhario Lincoln:
    Senti-me honrado com o vosso convite para olhar vossa nova página de poesias. E, vi, o quanto sou gratificado e feliz com a amizade e consideração do generoso amigo. Pela irmandade que nos une,sou suspeito de dirigir elogios ao vosso trabalho, a meu ver, de grande brilhantismo. Mas, sem qualquer subjetivismo, meu amigo, você está de parabéns, pelas suas poesias, pelo vosso trabalho como jornalista, enfim, em todas as vertentes que atuas és um vencedor. Que Deus lhe dê muita saúde, para que possamos continuar a ser brindados, presentados pelo seu entusiasmo criativo e vibrante. Alvaro Francisco Leite 

 

 

Página Poética 30.05.2015

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Artigos em: 05/06/2015

 

Nossa página poética em sua forma original foi publicada entre 30/05 a 06.06 de 2015 no endereço www.mhariolincolndobrasil.com A partir dessa data (06/06), a página nesse endereço original está atualizada.

Aqui, arquivada em partes e sem a diagramação original.

Att. Mhario Lincoln, jornalista/editor-geral.

 

Obs: Abaixo desta página as outras partes da página poética publicada dia 30.05.2015. Divirta-se!

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PABLO NERUDA foi o destaque da edição da semana (30.06).

 

 

Elenir Malinowski (Curitiba-PR) também escolheu NERUDA.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Poço

Cais, às vezes, afundas

em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa

cólera, e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras

em teu poço fechado?

Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um

instante duro e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

 

Pablo Neruda

 

Página Poética 30.05.2015 (a)

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Artigos em: 05/06/2015

Prof. Borto (José Carlos Bortoloti ) escolheu

o poeta luso-brasileiro, escritor e editor do blog Verdade na Prática,  

Luis AR Branco. 

"Tinha o sonho de

distribuir poesias, assim

como os homens gentis

distribuem flores, e os músicos

de ruas distribuem suas canções."

Luis A R Branco

 

 

Anseios

No mar dos meus anseios,
Navega a solidão.
O céu azul de saudade,
Envolvendo a nossa paixão.

Com o olhar fixo no horizonte,
O marujo contempla a imensidão.
Tanta água e tanto céu,
Mas nada sacia-me o coração.

A noite é solitária,
Escura e de desmesurada beleza.
Nela vejo o brilho dos teus olhos,
No revérbero da luminescência

memorável das estrelas.

(Leia outros poemas do autor emhttp://verdadenapratica.wordpress.com)

Luis A R Branco

 

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O insuperável Luis Gaspar, (E) dono de uma voz interpretativa das mais sensacionais de Portugal, aceitou o convite de participar desta página e nos indicou a poeta portuguesa JudithTeixeira cuja poesia, 'Volúpia', é ditada por ele, (no vídeo), de forma magnífica.

A poeta nasceu em Portugal,

25 Jan 1880 // 17 Mai 1959.

 

Página poética 30.05.2015 (b)

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Artigos em: 05/06/2015

 

 

 

 

 

Myriam Hypolito - uma de nossas colaboradoras especiais da página poética, indicou GABRIEL GARCÍA MÁRQUES

"Podes ser somente uma pessoa para o mundo,

mas para alguma pessoa você é o mundo..."

G.García Márques

 

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Sugestão de:

sua escolhida.

 

 

 

Florbela Espanca, poetisa portuguesa.

* 8/12/1894, Vila Viçosa, Portugal

+ 8/12/1930, Matosinhos, Portugal

 

 

Amar!

Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda

a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

 .
 

Página poética 30.05.2015 (c)

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Artigos em: 05/06/2015

Do editor. Homenagem Honrosa à poeta portuguesa,

Otília Martel,em cujo último livro foi publicado meu longo posfácio.

 

Os dados biográficos de Otília Martel são, enquanto escrevinhadora, a emoção que gosta de transmitir através das palavras que oferece a ler. É esse o seu verdadeiro cartão de visita. Semestralmente, desde 2004 tem publicado na Revista Singularidades, Modos de Ser Inconformista.

Em 2008 edita o seu 1º livro de poemas, Menina Marota Um Desnudar de Alma.

Em 2014 edita o seu 2º livro de poesia e pequenas histórias Olhos de Vida.  

Participações:

2008 - Antologia “Aurora de Poetas” / 2009 - Antologia Os Dias do Amor, um poema para cada dia do ano./ 2012 - III Volume da Antologia Entre o Sono e o Sonho./ 2013 - Semestralmente, na revista Letra a Letra / 2013 - IV Volume da Antologia Entre o Sono e o Sonho./ 2013 - I Volume de Palavras de Cristal, Colectânea de Poesia. /2014 - II Volume de Palavras de Cristal, Colectânea de Poesia /2015 - III Volume de Palavras de Cristal, Colectânea de Poesia. / Ainda, em 2012, edita em versão digital para iBooks, o seu livro de poemas e pequenas histórias Olhos de Vida.  

 

Foi representante portuguesa no Jornal Digital Mhário Lincoln do Brasil, entre muitos.. O seu nome consta em vários sites portugueses e brasileiros bem como em várias colectâneas integradas na internet. Patrocinou vários Concursos de Poesia que deram a conhecer novos poetas entre Portugal e Brasil.

 

É detentora de 6 blogues maioritariamente dedicados à divulgação de poetas e poesia.

http://meninamarota.blogspot.pt/

http://almaminha.blogs.sapo.pt/

http://eternamentemenina.blogs.sapo.pt/http://roseiraldoamor.blogspot.pt/

http://portuguesapoesia.blogspot.pt/

http://meninamarota.blogs.sapo.pt/

 

NO SUSPIRO DA NOITE

(*) Otília Martel

 

Floresces-me no poema

retido no céu-da-boca

água de nascente  

molhando os bicos do monte

inebriados pelos caminhos

que conduzem à seiva da rosa.

Quarto crescente de

uma lua de estrelas,

em ramos entrelaçados,

faiscando na fogueira

de todos os sentidos.

No suspiro da noite,

que explode

na relva húmida,

o fruto acereja

na árvore exuberante de vida

e nos seus braços se recolhe

como flor esperando o dia.

MOMENTOS

(*) Otília Martel

 

Não me apetece dizer o que penso,  

o que sinto, o que sou.  

Não me apetece dizer-te 

para onde vou, onde estou 

o que senti.

Não me apetece manifestar meus afectos,  

meus carinhos, pedir um beijo,  

roçar teu corpo em mil desejos.

Não me apetece dizer 

quantos orgasmos tive,  

quando me possuías loucamente.

Não me apetece dizer o que sinto 

quando o frenesim da tua boca 

roça as minhas coxas 

e me deixas louca de tesão.

Não me apetece!  

E apetece-me tudo ...

 

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Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em 11/1935, aos 47 anos, de uma cirrose hepática. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29/11: ‘I know not what tomorrow will bring’ (Não sei o que o amanhã trará).

 

Presságio

 

(*) Fernando Pessoa

 

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

 

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

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Marina Tsvetáieva foi indicada pelo poeta gaúcho (Passo Fundo, RS, 1947),

Pedro Du Bois,também contista brasileiro. Reside atualmente em Balneário Camboriú, SC. Du Bois é vencedor do Prêmio Literário Livraria Asabeça, categoria poesia, pelo livro Os objetos e as coisas,da Editora Scortecci, São Paulo, 2005. É ganhador de outros importantes concursos nacionais de contos e poesias.

 

 

DISCURSO

Estéril discurso

onde a promessa

esvoaça

plumas idealizadas

das asas do anjo

sem sexo.  

 

(Du Bois)

 

 

 

 

 

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SHAKESPEARE foi indicação do poeta, escritor e blogueiro literário ELVANDRO BURITY, premiado com distinções na França e em outros países. Diz ele sobre a escolha: 

"Ao apresentar William Shakespeare sinto-me retornando no tempo e no espaço aos idos de 1970 quando, residindo na Inglaterra, visitei a cidade Stratford-upon-Avon onde nasceu ​William Shakespeare poeta e dramaturgo inglês.

A pequena cidade de Stratford-upon-Avon respira sua vida e sua obra por todos os cantos.

Em verdade, àquela época, o tour guiado conduziu-me através dos cômodos da casa onde nasceu aquele poeta. Um tour que em mim despertou o gosto pela poesia. Mas, que fique bem claro estou anos-luz atrás do talento e criatividade do Mestre Shakespeare."http://pt.wikipedia.org/wiki/Elvandro_Burity

 

Soneto 76

Shakespeare 

Por que meu verso é sempre tão carente
De muta
ções e variação de temas?

Por que não olho as coisas do presente
Atrás de outras receitas e sistemas?
Por que só escrevo essa monotonia
Tão incapaz de produzir inventos 
Que cada verso quase denuncia 
Meu nome e seu lugar de nascimento?
Pois saiba, amor, só escrevo a seu respeito
E sobre o amor, são meus únicos temas. 
E assim vou refazendo o que foi feito, 
Reinventando as palavras do poema.
Como o sol, novo e velho a cada dia,
O meu amor rediz o que dizia.