Página poética 30.05.2015 (c)

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Artigos em: 05/06/2015 | Atualizado em: 05/06/2015

Compartilhe

Do editor. Homenagem Honrosa à poeta portuguesa,

Otília Martel,em cujo último livro foi publicado meu longo posfácio.

 

Os dados biográficos de Otília Martel são, enquanto escrevinhadora, a emoção que gosta de transmitir através das palavras que oferece a ler. É esse o seu verdadeiro cartão de visita. Semestralmente, desde 2004 tem publicado na Revista Singularidades, Modos de Ser Inconformista.

Em 2008 edita o seu 1º livro de poemas, Menina Marota Um Desnudar de Alma.

Em 2014 edita o seu 2º livro de poesia e pequenas histórias Olhos de Vida.  

Participações:

2008 - Antologia “Aurora de Poetas” / 2009 - Antologia Os Dias do Amor, um poema para cada dia do ano./ 2012 - III Volume da Antologia Entre o Sono e o Sonho./ 2013 - Semestralmente, na revista Letra a Letra / 2013 - IV Volume da Antologia Entre o Sono e o Sonho./ 2013 - I Volume de Palavras de Cristal, Colectânea de Poesia. /2014 - II Volume de Palavras de Cristal, Colectânea de Poesia /2015 - III Volume de Palavras de Cristal, Colectânea de Poesia. / Ainda, em 2012, edita em versão digital para iBooks, o seu livro de poemas e pequenas histórias Olhos de Vida.  

 

Foi representante portuguesa no Jornal Digital Mhário Lincoln do Brasil, entre muitos.. O seu nome consta em vários sites portugueses e brasileiros bem como em várias colectâneas integradas na internet. Patrocinou vários Concursos de Poesia que deram a conhecer novos poetas entre Portugal e Brasil.

 

É detentora de 6 blogues maioritariamente dedicados à divulgação de poetas e poesia.

http://meninamarota.blogspot.pt/

http://almaminha.blogs.sapo.pt/

http://eternamentemenina.blogs.sapo.pt/http://roseiraldoamor.blogspot.pt/

http://portuguesapoesia.blogspot.pt/

http://meninamarota.blogs.sapo.pt/

 

NO SUSPIRO DA NOITE

(*) Otília Martel

 

Floresces-me no poema

retido no céu-da-boca

água de nascente  

molhando os bicos do monte

inebriados pelos caminhos

que conduzem à seiva da rosa.

Quarto crescente de

uma lua de estrelas,

em ramos entrelaçados,

faiscando na fogueira

de todos os sentidos.

No suspiro da noite,

que explode

na relva húmida,

o fruto acereja

na árvore exuberante de vida

e nos seus braços se recolhe

como flor esperando o dia.

MOMENTOS

(*) Otília Martel

 

Não me apetece dizer o que penso,  

o que sinto, o que sou.  

Não me apetece dizer-te 

para onde vou, onde estou 

o que senti.

Não me apetece manifestar meus afectos,  

meus carinhos, pedir um beijo,  

roçar teu corpo em mil desejos.

Não me apetece dizer 

quantos orgasmos tive,  

quando me possuías loucamente.

Não me apetece dizer o que sinto 

quando o frenesim da tua boca 

roça as minhas coxas 

e me deixas louca de tesão.

Não me apetece!  

E apetece-me tudo ...

 

=============================================

Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em 11/1935, aos 47 anos, de uma cirrose hepática. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29/11: ‘I know not what tomorrow will bring’ (Não sei o que o amanhã trará).

 

Presságio

 

(*) Fernando Pessoa

 

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

 

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

 ===============================================================
 

Marina Tsvetáieva foi indicada pelo poeta gaúcho (Passo Fundo, RS, 1947),

Pedro Du Bois,também contista brasileiro. Reside atualmente em Balneário Camboriú, SC. Du Bois é vencedor do Prêmio Literário Livraria Asabeça, categoria poesia, pelo livro Os objetos e as coisas,da Editora Scortecci, São Paulo, 2005. É ganhador de outros importantes concursos nacionais de contos e poesias.

 

 

DISCURSO

Estéril discurso

onde a promessa

esvoaça

plumas idealizadas

das asas do anjo

sem sexo.  

 

(Du Bois)

 

 

 

 

 

==============================================================================

SHAKESPEARE foi indicação do poeta, escritor e blogueiro literário ELVANDRO BURITY, premiado com distinções na França e em outros países. Diz ele sobre a escolha: 

"Ao apresentar William Shakespeare sinto-me retornando no tempo e no espaço aos idos de 1970 quando, residindo na Inglaterra, visitei a cidade Stratford-upon-Avon onde nasceu ​William Shakespeare poeta e dramaturgo inglês.

A pequena cidade de Stratford-upon-Avon respira sua vida e sua obra por todos os cantos.

Em verdade, àquela época, o tour guiado conduziu-me através dos cômodos da casa onde nasceu aquele poeta. Um tour que em mim despertou o gosto pela poesia. Mas, que fique bem claro estou anos-luz atrás do talento e criatividade do Mestre Shakespeare."http://pt.wikipedia.org/wiki/Elvandro_Burity

 

Soneto 76

Shakespeare 

Por que meu verso é sempre tão carente
De muta
ções e variação de temas?

Por que não olho as coisas do presente
Atrás de outras receitas e sistemas?
Por que só escrevo essa monotonia
Tão incapaz de produzir inventos 
Que cada verso quase denuncia 
Meu nome e seu lugar de nascimento?
Pois saiba, amor, só escrevo a seu respeito
E sobre o amor, são meus únicos temas. 
E assim vou refazendo o que foi feito, 
Reinventando as palavras do poema.
Como o sol, novo e velho a cada dia,
O meu amor rediz o que dizia. 

 

Adicionar comentário

Comentários ofensivos serão excluídos.


Código de segurança
Atualizar