"Gravetos de mim", J.O.Ramos

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 09/05/2015

 
 
 
Gravetos de mim

(José de Oliveira Ramos)

 

 

 

José de Oliveira Ramos é jornalista, poeta e pesquisador. (São Luís-MA).

 

 

Vento suave varre as veredas
Acaricia galhos e beija folhas
Deixa rastros de beleza e fim
Quebrando gravetos de mim

Galhos secos de clorofila e vida
Folhas que caem atapetando chão
Cobrindo o solo e a terra viva
Renascendo gravetos de mim

Nuvens se fazem chuva e gotas
Molhando a terra ao redor
Brotando folhas e flores, enfim,
Dando vida aos gravetos de mim

Gravetos de mim, gravetos de ti
Gravetos de nós fortalecendo os nós
Numa fogueira grande que, antes,
Eram apenas galhos e gravetos de mim.

 

 

 

 

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TEXTOS, CONTEXTOS E PRETEXTOS

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 09/10/2014

Do Blogger no Geleia General

original do texto

Clóvis Campêlo. (Convidado do editor).

 

Dizem que o poeta João Cabral de Melo Neto, no final da vida, aborrecia-se quando vinha ao Recife por conta do número excessivo de poetas novatos a querem lhe mostrar seus textos. Como se já não lhe bastasse o séquito de puxa-sacos e falsos admiradores a querer desfrutar da sua intimidade. O poeta que voltava sempre em busca de paz e do tempo perdido (o Recife do seu tempo já lhe era um retrato pendurado na parede) não suportava os ruídos da modernidade recifenses a lhe açodar os ouvidos. Morreu, aliás, sem que nunca o deixassem em paz.
Penso nisso sempre que ouso enviar meus textos para outros poetas e escritores, críticos literários e amigos mais aguçados. Mas, para que nos serviria um texto se não fosse para ser lido e interpretado por outras almas e discernimentos? A inquietação de querer estabelecer um diálogo com o outro é legítima, do mesmo modo que também é legítima a recusa do outro em fazer qualquer leitura ou mesmo qualquer interpretação por mais superficial que seja de um texto com o qual não se identifique.
Escrever e fazer poemas não é fácil, camaradas. Pois, como dizia Mário de Andrade, há sempre uma gota de sangue em cada um deles. Ao poeta cabe escrever para expor a sua cosmovisão, para contrapor ao mundo real a sua proposta cósmica. Esse é o primeiro e, às vezes, angustiante momento. Encorpada a concepção, cabe ao poeta buscar identidades, tanto no sentido de dar autenticidade ao seu esboço quanto no sentido de compor agrupamentos.
Afinal, ao sonho solitário talvez só caiba o esquecimento. Como já disse outro poeta pernambucano, Carlos Pena Filho, é dos sonhos dos homens que se constrói o mundo. Complementando com ousadia, eu diria que é dos sonhos dos homens e da perspectiva de lucro do mercado com ele. Mas esse é um pequeno detalhe que cabe ao poeta resolver no seu íntimo e impedir que se transforme em empecilho ou transtorno para as suas pretensões de poeta.O poeta não tem o direito de apenas ser um nefelibata. Deve também domar o lado selvagem da vida.
Hoje, com o advento da internet e de outras mídias de massa temos vias bilaterais para expandir a informação. Já não somos mais passivos receptores a aguardar que nos bombardeiem em sentido único. Pode o poeta e escritor também emitir a sua mensagem. Pode optar por divulgar os seus textos apenas na grande rede, sem a necessidade de editar livros que na maioria das vezes não tem como escoar nem introduzir no mercado literário. Livros que custarão caro e que sem ter como serem distribuídos, com certeza, encalharão nas prateleiras de alguma estante doméstica, sem direito a público ou reconhecimento.
Escrever e fazer poemas não é fácil, camaradas. Ser uma referência para poetas e escritores iniciantes, também não. Que o diga o poeta João Cabral de Melo Neto. Ele tinha razão. Os mortos sempre tem razão. Viver e poetar é para quem pode!

A marca Pictórica de Kate

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 29/05/2014

Kate Helena Sento Sé

@zakate 

Quer saber? Vou falar...eu sou mãe, pai, filha, irmã e tia, dona de casa, artista plástica, consultora de beleza, metida à chef de cozinha. Pronto, falei! Lauro de Freitas - BA

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O autor é jornalista sênior e editor do partilhabr.com.br:

 

(*) Mhario Lincoln

 

Fiz uma rápida análise sobre o insigth de Kate Helena Sento Sé (foto) em sua plasticidade de cores, telas e pincéis. A tendência interdisciplinar de brincar com sua apurada técnica de retratos faz dela quase um anti-ícone da realidade de uma arte que pouco se divulga hoje em dia com tantos selfies eletrônicos. 

Mas a coragem e a qualidade de suas pinturas, sob um olhar pessoal, irrestrito e intransferível, faz de sua arte algo que deve ser admirado mesmo com selfies e a contemporaneidade da era virtual.

Na verdade, as peças que vi, assinadas por Kate Helena são de arte pictórica. Aliás isso me remete imediatamente a coisas que vão além da cor na tela branca. Um trabalho pictórico bem feito vai ao encontro de uma representação da essência interior de quem está sendo retratado, do ponto de vista do artista (aí o talento) e não apenas a aparência externa.

Essa definição acima também me remete imediatamente a Aristóteles, que diz: "O objetivo da arte não é apresentar a aparência externa das coisas, senão o seu significado interno; pois isto, e não a aparência e o detalhe externos, constitui a autêntica realidade".

Destarte afirmo que não há incluída em bons artistas, uma profissão. Mas uma extensão da vida desses artistas. Claro que ninguém é uma ilha e assim, nada melhor que compor seu próprio universo desenhando ou pintando aqueles que flutuam na memória ou integram seu dia-a-dia de forma expressiva.

Pintar retratos não se prende somente à disposição de receber em troca por encomendas pré-determinadas, como alguns analistas ainda replicam essa ultrapassada forma de enxergar o artista pictórico. Claro que isso era um lugar comum durante toda a Antiguidade clássica e toda a Idade-Média, quando o artista era classificado como trabalhador manual e artesão – numa estrutura social que não reconhecia a dignidade do trabalho manual.


Hoje, mesmo com a insistência de críticos obtusos, a arte pictórica é muito mais, como, até, traduzir em cores e traços a saudade que o personagem traz ao artista. É óbvio que existem os extremos, claro.
 O retrato de Dorian Gray é um exemplo: Mostra a obsessiva relação entre o jovem retratado Dorian e seu retrato, feito pelo pintor Basil.

Há aqueles que acreditam que a arte pictórica é difícil de fazer. Claro, pelas imagens que recebo das obras de Kate Helena, vislumbro muito mais, já disse, que cabeça, tronco e membros. Vejo arte de qualidade que exprime a alma de quem se deixa retratar por essa talentosa artista. Daqui, meus parabéns.

"ANIMUS"

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 18/05/2014

Descobri a poeta Claudia Viana navegando no twitter. Garimpando coisas novas e impactantes. Foi assim que a encontrei. De repente li seu poeta ANIMUS e senti toda uma força concentrada nessa coragem nata de quem luta e expele essa luta através de seus escritos.

Ainda farei uma mais longa e apurada análise de seus textos e poesias. Por enquanto, quero apresentar a meus amigos Animus.

Isto já basta!


Eu tinha um menino e uma menina
Viviam soltos dentro de mim
Jogavam bola, soltavam pipa
E furtavam carambolas
Do quintal do meu vizinho

Assim, soltos dentro de mim
Ela, às vezes, me continha
Ora dengosa, ora chatinha
E ele é que vinha
Da menina me salvar

Entre os dois, briga constante
Muitas vezes ela é que vinha
Do menino me libertar
Até que certa hora da vida
Resolveram se acertar

“Empreste-me a sua força
Pra compor a minha delicadeza?”
“Empreste-me a sua sutileza
Para os desejos do meu corpo?”
A isso chamaram: sedução.

Certas madrugadas, eu não entendia
O porquê da minha mão dentro da calcinha
Confesso: “era gostosa a mãozinha”...
Isso era arte deles, molecagem, sacanagem.
Eles? Riam soltos dentro de mim.

Quando ele adormecia
Ela inventava mil fantasias
Coisas de menina sem medidas
Seduzia, seduza e seduzia
O moço que bem queria.

Ele despertava lento
Deslumbrado com ela
Ficava assim por dias, anos
Observando a performance dela
Orgulhoso de tudo que ensinou pra ela.

Cláudia Viana (24/11/2012)
 

As RRPP na UFMA

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 07/05/2014

Na expectativa dos enfrentamentos naturais após a conclusão do curso, o interesse em conhecer
as potencialidades e dificuldades do mercado de trabalho de Relações Públicas faz parte do cotidiano  acadêmico dos alunos. Nos últimos quatro anos, a newsletter Mercado RP tem cumprido o papel de  revelar o que, muitas vezes, está encoberto pelos mitos em torno da profissão e pelo distanciamento entre o mundo acadêmico e a atuação profissional dos egressos do curso.

Na esteira desses objetivos, esta edição aborda a memória organizacional na perspectiva
institucional, a necessidade de formação complementar em Relações Públicas, o mercado das agências  de Relações Públicas, as Relações Públicas Comunitárias, as oportunidades para as Relações Públicas em  pequenas empresas e as possibilidades de convergência entre as áreas de Relações Públicas e de Recursos Humanos.

Boa leitura!!!
Profa. Éllida Neiva Guedes
Conrerp 236 – 6ª região

Colaboração: Roberta Lima

Para ler toda a Newsletter produzida por alunos de RRPP, da Universidade federal do Maranhão, clique a seguir: 

file:///C:/Users/SONY%20VAIO/Downloads/Mercado%20RP%20n9.pdf

 

 

Universidade Federal do Maranhão
Curso de Comunicação Social - Relações Públicas
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Diretor do CCSo: Prof. Dr. César Castro
Chefe de Departamento: Profª. Dra. Rosinete Ferreira
Coordenador de Curso: Prof. Dr. Silvio Rogério Rocha de Castro
Editora e Orientadora: Profª Dra. Éllida Neiva Guedes
Projeto gráfico: Virgínia Gabriele dos Santos Costa
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Redação: Alunos da disciplina Laboratório de Redação Jornalística
e Relacionamento com a Mídia


Alunos:


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Isabella Carolina
Júlio Filgueiras
Laurilene Oliveira
Mariana Galvão
Mayana Cavalcanti
Riverlan Macêdo


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É minha sobrinha por quem tenho admiração e orgulho)

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Endereço: Av. dos Portugueses, Centro de Ciências Sociais,
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São Luis- MA.


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