Especial: Valéria Fernandes

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Redes Sociais em: 17/04/2014

Convidada especial: Valéria Fernandes

 

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"A política brasileira"

"Enquanto há pessoas que se vendem, há quem compra
num contexto geral da política. Precisamos ser mais vigilantes, cobrar mais, os nossos direitos."

As fúrias de milhões de brasileiros, que se tornaram mais poderosos, com a revolução tecnológica
manifestando, ao contrário do que se pode aceitar, de uma política corrupta, ineficaz e mal   
planejada em todos aspectos. As manifestações, começaram bem, foram um salto  de  
qualidade.
Embora os vândalos invadissem os protestos de formas truculentas, querendo coibir e tirar
o foco dos cidadãos de bem, as redes sociais, foram de uma força rápida e contínua no aspecto geral
dando espaço e possibilitando a sociedade civil dar o seu grito de "Basta". Chega de corruptos.
Acredito que hoje os brasileiros estão mais participativos e melhores informados no contexto geral,
da política nacional usando as redes, colaboraram no aspecto de liberdade de expressão. Nossa
legislação precisa ser repensada de acordo com nossas realidades. Observa uma legislação apta
para corporativamente se "vender Impunidade".
Enquanto há pessoas que se vendem, há quem compra
num contexto geral da política. Precisamos ser mais vigilantes, cobrar mais, os nossos direitos. Precisamos
cobrar os nossos políticos que invistam o dinheiro público  em prioridades, como, por exemplo, políticas
públicas, saúde, segurança e muito mais na educação.
Precisamos verificar o currículo dos candidatos, quais
seus projetos, se foram ou não à favor do povo, quantas sessões esteve presente, quais foram as pautas, etc.
De vez em quando os cidadãos poderiam ir às Assembleias e Câmaras das suas cidades averiguarem a postura de cada candidato.
Em fim, aqui, apenas fiz um resumo do que precisa mudar, a visão do eleitor.
Espero que em 2014 renove alguma coisa no lado positivo da política brasileira. O povo já deu um salto positivo que foi "acordar" e não aceitar ser mais roubado por nossos políticos.
Eu teria o tempo inteiro pra falar. Mas me resumo nesse pequeno texto.
Valéria Fernandes
Goiânia-GO.

Josiele: convidada de hoje

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 10/03/2014

Olá meninas lindas e poderosas. Enfim, chegou nosso dia.


O dia que foi criado única e exclusivamente para nós.
mulheres. sim, mulheres.


Mulheres que lutam, que sobrevivem a TPM, ao estresse do dia a dia, aos
constantes machismos de alguns homens, resistimos às cólicas, resistimos
as dores do parto.


Choramos quando necessário, emocionamos com coisas bobas. sim, somos uma
manteiga quando precisamos. somos frágeis como um cristal. mas jamais
deixamos de ser mulher.


Afinal de contas ser mulher é isso.


É enfrentar o medo de cabeça erguida, é dar carinho e colo quando
necessário.


É acalentar a criança que tanto precisa. é amamentar, é ser esposa, é
ser fiel, nossa ser mulher é isso e tudo mais.


É ser sensual sem ser vulgar, é saber compreender aquela sua amiga. É
saber aconselhar quando necessário,


afinal ser mulher é tudo isso e muito mais.

Afinal que mulher que não tem uma cólica, uma estria, uma gordurinha ali
outra lá. uma celulite. nossa brigamos com a balança. mas, estamos
firmes e fortes ali sempre ali.

Claro, buscamos sempre sermos as mais lindas, as mais perfeitas mas,
precisamos saber que não existe mulher perfeita.
toda mulher tem sua estria, sua gordurinha, sua celulite. pode ser a

Mais top, a mais popular a mais famosa.
então, sejamos mulheres sempre. mulheres de fibra afim de lutar sempre
por nossos ideais e sonhos e jamais deixar de ser quem realmente somos.

Parabéns pra nós

Autora: Josiele

10 hábitos que fazem mal a você

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Redes Sociais em: 07/03/2014

Do site:


Algumas coisas são tão comuns em nosso dia a dia que nunca paramos para pensar se elas realmente deveriam estar ali. Aposto que pelo menos 9 dos 10 hábitos da lista se encaixam nesse quadro. (O arroz faz mal? A as chinelas rasteirinhas, também? Tomar muito banho?)

Então leia:

 

(Fotos originais do texto)


10. Acordar com despertador


Tudo bem. Esse todo mundo sempre desconfiou. Afinal, uma coisa que faz você perder o final de um sonho épico não pode fazer bem a ninguém mesmo. Mas o fato é que existem evidências científicas de que tanto colocar o despertador para acordar durante a semana quanto compensar o sono perdido durante o fim de semana podem ser hábitos terríveis para você. Essa discrepância entre a quantidade de sono faz com que o metabolismo trabalhe mais devagar do que deveria e, consequentemente, aumenta o risco de obesidade. E não para por aí!


Um estudo feito no Japão mostrou que o simples fato de acordar abruptamente, no susto, com o barulho do despertador, faz mal para o coração. A equipe que trabalhou nesse estudo reportou que esse susto matinal aumenta a pressão sanguínea e coloca o seu corpo em situação de alerta, o que não faz bem.
Mas e se eu preciso acordar cedo e não consigo ir dormir mais cedo?
Acontece com todo mundo. Seja por ansiedade, falta de sono, ou muitas coisas para fazer, às vezes apenas não é possível fazer com que o corpo pratique oito horas de sono por noite. Nesse caso, os pesquisadores japoneses aconselham: a melhor forma de acordar é usando métodos que façam você despertar gradualmente.

 

"Restos do carnaval", de Lispector

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 06/03/2014

Especial quarta-feira de cinzas (2014)

Ilustração de Ana Raquel (original do texto) e foto: Google Imagens

 

Restos do carnaval, de Clarice Lispector
Clarice Lispector (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )


Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

 

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Inéditos de Pedro du Bois

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 02/03/2014

LUZES

 
A luz predisposta
na porta entreaberta
o sono abafa o choro
de perdidas imagens
lembradas no início
raiva concentrada
em impropérios
caminho bifurcado
segue o destino
sobre a elevação
o vento silencia
a resposta
cobra do corpo
o escopo deposto
em anotações
verbaliza ordens
a desordem habita
sua vista
a luz ganha espaço
perdido na composta
vida: outro o preferido
em amor e vácuo
mortos sentimentos
retornam na estrada
                      única. 

(Pedro Du Bois, inédito)

 

 

SAPIÊNCIA

 
Sabe o que aprende
através dos deuses
do conhecimento:

desconhecido ser
                 interior
na tentativa de entender
o começo no alvoroço
da passagem suave
no encanto da chegada
em torvelinho distinto
de estrelas
     e corpos suspensos

o que apreende
dos deuses no reconhecimento
sobre a ignorância
                   paira
                   no mundo
                   de diversos universos
                                em desconheceres.

(Pedro Du Bois, inédito)
 
 

Meu Convidado hoje: