Uma aula sobre Compra de Ações

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Redes Sociais em: 28/02/2014

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      1) Quando compramos ou vendemos ações não devemos nos preocupar com as corretagens. Isso deve ser negociado antes das operações...

      2) Comprar na baixa e vender na alta, é uma regra das mais simples e funciona quando a Cia é liquida e apresenta sempre lucros...

      3)Deixar de acreditar que quando montamos uma carteira estamos 100% certos ao ponto de imaginarmos resultados superiores que os do IBOVESPA

      4) As pessoas não podem correr o risco de ter reações emocionais de amizade com os seus trades: corretores, operadores, analistas (segue)

      5) Quem cria amizade c/trades, deixa de observar o racional e passa a ser simples jogador. Os trades ganham corretagens nas compras e vendas

      6) Temos q pensar no futuro da ação escolhida e ñ no passado histórico q nunca se repete, pois as situações são outras, em todos os sentidos

      7) Aquela empresa que para no tempo e atua sempre igual não terá crescimento e nem bons proventos...

      8) Vender tudo é correto, qdo seguimos o mercado, mas temos esquecer a carteira anterior e pensar na atual, s/ futuro e reais possibilidades

      9) Nota-se claramente q corretoras, operadores e analistas erram sempre, como qualquer investidor. Difícil é saber se é de propósito ou não.

      10) P/encerrar fique esperto quando corretora ou operador oferece novos métodos de negociações, q induzem a compras e vendas s/ base firme

       

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    : Assessoria financeira de investimentos em ações e tributação atinente. Atende apenas no Brasil. É independente. (Araraquara - SP - BR).

     
     

"A Banalidade do Mal"

Escrito por Mhario Lincoln. Publicado em Arte e Literatura em: 26/02/2014

(*)Trechos de artigo publicado dia 08/06/2013 no jornal "Brasil de Fato"

 


"Quem opta por fazer o bem e se doa na construção de um mundo mais justo tem de aprofundar o seu pensar e constantemente rever o seu modo de agir. Quem faz o mal nem precisa de opção".

 

 

 

Marcelo Barros (*)

 

Nessa semana, (08/06/2013) o mundo recorda os quase 70 anos do dia em que a humanidade perdeu sua inocência e viu o lançamento da primeira bomba atômica, no caso, jogada pelo governo dos Estados Unidos da América sobre a população de Hiroshima (no dia 06 de agosto de 1945). Dois dias depois outra bomba norte-americana caía sobre a cidade de Nagazaki, ambas no Japão.

No Ocidente, os meios de comunicação divulgaram a noticia de que esse era o único modo de acabar com a guerra. No entanto, desde dois meses antes, no dia 06 de junho, as tropas aliadas tinham conquistado a Normandia e vencido o exército alemão, o que levou à rendição de Hitler e ao fim da guerra na Europa.

A quase indiferença com a qual, naquele momento, a maior parte das nações encarou a destruição das duas cidades, a morte de milhares de pessoas inocentes e as consequências da radiação sobre as gerações seguintes só pode ser compreendida se se toma consciência do racismo ocidental em relação aos orientais.

Além disso, sem dúvida, uma cultura de convívio com a morte conduz as pessoas a acharem menos horrível o sofrimento dos outros, principalmente se estão distantes. Alguns anos depois, em Jerusalém, ocorria o julgamento de Adolf Eichmann, o oficial nazista que organizava o transporte dos judeus para os campos de extermínio. A imprensa havia descrito Eichmann como uma espécie de cérebro monstruoso do mal.

Como correspondente da revista New Yorker, a filósofa judia Hannah Arendt assistiu ao julgamento de Eichmann e sobre isso publicou o livro que escandalizou muita gente. O livro se intitula: “A banalidade do mal”. Ao contrário do que dizia a opinião pública, ela afirmou: “Eichmann era um homenzinho insignificante e medíocre, cuja única característica notável era não pensar e não dar o menor sinal de uma autêntica personalidade própria, nem de direita, nem de esquerda e não estar ligando para o bem ou para o mal”.

Quanto mais ela o entrevistava, mais se dava conta: era impossível conversar com ele, não porque ele mentisse, mas simplesmente porque não tinha pensamento próprio. Repetia frases prontas e argumentos que aprendeu no exército nazista. Segundo ele, a responsabilidade do que fez não era sua e sim dos chefes que lhe mandaram matar judeus. E isso é que foi grave porque, ao não se dar o trabalho de pensar, ele cometeu um verdadeiro genocídio e se tornou responsável pelo sofrimento e pela morte de milhões de pessoas.

Por revelar essa banalidade do mal e por revelar que algumas organizações judaicas também colaboraram com o nazismo, Hannah Arendt sofreu muitas pressões e incompreensões. Ela revelou que os judeus que tinham muito dinheiro e poder não morreram, nem foram perseguidos. Morreram os pobres e as pessoas comuns. A imprensa e o Estado de Israel se sentiram traídos.

(...)

Aqui no Brasil, no tempo da escravidão, muitas pessoas de bom coração tinham escravos sem se perguntar sobre isso. Nas operações policiais, há soldados que agridem pobres na rua por serem negros ou estarem mal vestidos. Depois, voltam à casa, beijam a esposa, tomam nos braços o filho pequeno e lhe fazem carinho.

Segundo nos ensina Hannah Arendt, uma sociedade que não faz pensar e não torna acessível a todos a capacidade de aprofundar criticamente a própria história transforma homens e mulheres em pessoas sem responsabilidade moral, mesquinhos executores do que pensa e transmite qualquer programa sensacionalista de rádio ou televisão que transmite os crimes do dia misturados com a propaganda de Coca-cola.

Como Pôncio Pilatos no julgamento de Jesus, essas pessoas lavam as mãos e deixam o mal se perpetuar, como a banalidade de suas vidas. Para quem crê, Paulo escreveu aos cristãos de Roma: “Não se conformem com esse sistema do mundo, mas se transformem continuamente pela renovação da mente” (Rm 12, 2).

Marcelo Barros é monge beneditino.